O Atlético-MG entrou em campo diante do Botafogo com certo favoritismo devido à crise instaurada em seu rival por causa das eliminações na Copa do Brasil e na Copa Libertadores, mas o Galo mais uma vez ficou longe do potencial sob comando de Jorge Sampaoli e acabou não demonstrando ter capacidade para deixar os problemas diversos da temporada para trás. Com a quarta escalação diferente utilizada em quarto jogos, o técnico argentino não implementou muitas mudanças quanto ao estilo de jogo e acabou sofrendo uma dura derrota por 1 a 0 na 24ª rodada do Brasileirão, mesmo atuando com um jogador a mais durante todo o segundo tempo.
Botafogo foi fatal e deixou Atlético-MG fragilizado mesmo com um a mais
As novidades na escalação consistiram nas presenças de Caio Paulista, Fausto Vera, Igor Gomes, Reinier e Hulk, mas a estratégia de contar com três jogadores na saída de bola buscando alargar o campo de jogo tendo Caio Paulista e Natael (com os meio-campistas ocupando o centro do campo) acabou demonstrando fragilidade, pois o Atlético-MG falhou em encaixar as saídas de jogo durante boa parte do primeiro tempo e precisou recorrer das bolas longas para incomodar o Botafogo. Com isso, Natanael se tornou o principal nome da etapa inicial e desestabilizou seu adversário, tornando possível construções entre Hulk e Reinier nas tabelinhas. O fato de ter encerrado o primeiro tempo com mais chances de gol e desempenho superior deixou o torcedor mais animado, principalmente por conta da expulsão de Chris Ramos nos acréscimos.
No entanto, as mexidas feitas por Jorge Sampaoli acabaram piorando o desempenho do Atlético-MG, que não contou mais com Caio Paulista e Lyanco a partir das entradas de Gustavo Scarpa e Arana. O Galo tentou controlar mais a posse de bola, mas dois minutos foram necessários para que o Botafogo aproveitasse sua primeira real chance de gol e abrir o placar mais uma vez explorando a fragilidade no jogo aéreo defensivo na atual temporada. Natanael ficou no chão a partir do drible de Montoro e o cruzamento saiu na medida para Santiago Rodríguez subir com liberdade, pois Igor Gomes não acompanhou a marcação.

A partir do gol sofrido, os problemas táticos deram vez novamente à crise de confiança que o Galo passa na atual temporada, diante de um sistema defensivo bem montado por Davide Ancelotti para manter a vantagem. O Atlético-MG controlou a posse de bola, mas não teve capacidade de quebrar linhas e recorreu muito aos cruzamentos na área a partir do lado esquerdo com Arana, facilitando a vida de Kaio Pantaleão. Bernard consistiu na última aposta para tentar colocar mais velocidade nas jogadas trabalhadas pela esquerda, mas não foi o suficiente para modificar o panorama da partida, pois Léo Linck não precisou trabalhar durante o segundo tempo nas finalizações do Galo. A chance de maior perigo veio em um quase gol contra envolvendo Alexander Barboza.
Atlético-MG luta contra o rebaixamento no Brasileirão
Os jogos atrasados no Brasileirão e o favoritismo para avançar às semifinais da Copa Sul-Americana podem dar uma falsa sensação de tranquilidade, mas o Atlético-MG definitivamente está mais uma vez lutando contra o rebaixamento no campeonato nacional, sendo este um fato lamentável devido ao investimento e qualidade do atual elenco.
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