Na noite desta quarta-feira, 24, pelas quartas de final da Sul-Americana, Atlético-MG e Bolívar se enfrentaram na Arena MRV, no confronto de volta entre os dois times. Com o placar empatado na Bolívia, o Galo precisou da estrela de Bernard para garantir sua classificação para a próxima fase da competição.

O Atlético-MG, mesmo em casa, não fez uma grande partida, muito longe disso, principalmente no primeiro tempo. O Galo quase não criou na primeira etapa, por falta de velocidade, volume ofensivo e criatividade. Na verdade, nem mesmo o Bolívar chegou perto de marcar um gol.
As coisas mudaram no segundo tempo, com o Atlético-MG, após deixar o campo vaiado por sua própria torcida no intervalo, buscando mais o gol. Os donos da casa aumentaram o ritmo na segunda etapa, mas isso não se transformou em chances claras de gol. Essa foi meio que a constante do jogo, e os goleiros pouco trabalharam. Foram apenas três chutes em direção ao gol em toda a partida para os dois times.
Foi apenas Bernard que aproveitou a melhor oportunidade de gol da partida, e isso quando o jogo se aproximava do fim. Vitória no sufoco, em mais uma atuação ruim do Galo. Mas, classificação é classificação.

Os primeiros minutos da partida foram como o esperado, bem pegados, fisicamente, e sem que as duas equipes assumissem por completo o controle do jogo. Muitas disputas aconteceram no meio-campo, e o “perde e ganha” foi algo normal nos 10 primeiros minutos de confronto. Por conta disso, nem o Atlético e muito menos o Bolívar chegaram perto do setor ofensivo.
Com o decorrer do primeiro tempo, o Atlético assumiu a posse de bola. Mesmo assim, foi o Bolívar, com bem menos posse, que chegou mais vezes ao ataque. Sem levar perigo, porém. O Galo não fazia muita coisa com a bola nos pés, e isso logo irritou grande parte da torcida mineira. O time da Bolívia teve mais volume de jogo, principalmente no ataque, do que a equipe brasileira. Apesar disso tudo, nenhum dos dois goleiros precisou realmente trabalhar por mais da metade do primeiro tempo.
O Galo tinha muita dificuldade para criar qualquer coisa no ataque, por demérito próprio e pelo fato do Bolívar se posicionar muito bem em sua defesa. O time mineiro não teve criatividade e trocava passes de forma displicente, sem objetivo. Foi apenas nos acréscimos que a equipe teve certo volume ofensivo, mesmo que isso não tenha resultado em chances de gol.
O Atlético-MG voltou em um ritmo mais acelerado para o segundo tempo, e isso logo resultou em uma pressão ofensiva. Gustavo Scarpa teve uma boa oportunidade, mas errou o alvo por pouco. Nos primeiros minutos da segunda etapa, o Galo achou mais espaço na forte defesa do Bolívar. Arana teve outra oportunidade, e a bola passou muito perto do gol.
O Bolívar sentiu o momento e buscou formas de parar o jogo, nem que fosse por atendimento médico de alguns jogadores. Contudo, o time boliviano também percebeu que podia atacar, e isso quase resultou no primeiro gol da partida. O Atlético escapou, por pouco.
Com o decorrer do segundo tempo, o ritmo de jogo caiu muito, e quem aproveitou foi o Bolívar. Sem assustar por alguns minutos, a equipe boliviana teve uma oportunidade de abrir o placar, mas Everson fez grande defesa, de frente para o atacante. E, depois, em lançamento, Biel invadiu a grande área e preferiu cavar o pênalti do que finalizar para o gol. A oportunidade foi desperdiçada, mas foi o Galo que marcou logo na sequência.
Em cruzamento de Scarpa, Bernard, que entrou no primeiro tempo por conta de lesão, apareceu na segunda trave e cabeceou para o gol, sem chances para Lampe. Depois disso, o Atlético-MG só teve o trabalho de ver o pouco tempo que faltava se esvair.
Final: Atlético-MG 1 x 0 Bolívar (3 x 2 agregado)
(Foto principal: Pedro Souza)