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Seleção: Convocação de Ancelotti mostra que base para Copa 2026 está definida!

A Seleção Brasileira se prepara para mais um capítulo da sua longa e sofrida, mas esperançosa caminhada rumo ao tão sonhado hexa na Copa do Mundo de 2026. Depois das Eliminatórias terem chegado ao fim e os testes cada vez mais escassos, Carlo Ancelotti já desenha uma base sólida para a disputa nos gramados da América do Norte. Ao mesmo tempo, o treinador segue explorando novas opções, buscando dar profundidade ao elenco e manter a briga acirrada por posições. Afinal, vestir a Amarelinha não é só privilégio, é desafio, e o italiano quer ver quem realmente tem sangue nos olhos para representar o Brasil.

Quando assumiu o comando técnico, o italiano já deixou claro que não estava ali pra brincadeira, e nem só pra dar sequência ao que vinha sendo feito. Uma de suas primeiras ações foi resgatar nomes que andavam meio esquecidos, como Casemiro e Richarlison. Ambos estavam presentes no elenco da Copa do Catar, mas haviam perdido espaço após o torneio. Agora, voltaram ao radar com força, e tudo indica que farão parte do grupo principal para 2026, desde que mantenham a boa fase em seus clubes.

Além dos resgates, novos rostos também começaram a aparecer. Um dos mais promissores é o zagueiro Alexsandro, do Lille. O defensor, que já vinha sendo ventilado nas pré-listas de Dorival Júnior, finalmente ganhou uma chance e aproveitou bem. Estreou com personalidade e se colocou como um dos candidatos fortes a compor aquele tradicional quarteto de zaga que a Seleção leva a toda grande competição.

Outro que voltou a ganhar espaço foi o lateral-esquerdo Douglas Santos, que brilhou no duelo contra o Chile no Maracanã. A atuação sólida pela Seleção reforça sua candidatura para a titularidade, numa posição que historicamente traz dor de cabeça, e que hoje tem disputa acirrada.

Seleção já tem base para a Copa de 2026

Lucas Paquetá Seleção
Foto: Pedro Kirilos/Estadão

 

Do gol ao ataque da Seleção Brasileira, já dá pra visualizar boa parte dos nomes que estarão nos Estados Unidos, Canadá e México. Começando pelos goleiros, o trio de confiança ainda é formado por Alisson, Ederson e Bento, isso, claro, se todos estiverem em boa forma física e vivendo bons momentos em seus clubes. No entanto, Hugo Souza, que vem tendo destaque no Corinthians, começa a surgir como uma ameaça real a essa hierarquia. Ele tem estrela em pênaltis e vem de boas atuações no Brasileirão.

Na defesa, Marquinhos e Gabriel Magalhães parecem garantidos na zaga. O zagueiro do PSG ficou de fora dos amistosos mais recentes por lesão, mas tem vaga praticamente cativa quando está em condições. Já nas laterais, a direita parece resolvida com Vanderson e Wesley, que agarraram a chance e não têm dado espaço para outros nomes, até Éder Militão, que poderia ser improvisado por ali, não tem ameaçado a dupla.

No meio de campo, Casemiro, Lucas Paquetá e Bruno Guimarães formam um trio cada vez mais consolidado. São as peças-chave do setor, com perfis complementares e experiência internacional. Joelinton, que vinha sendo testado, acabou cortado por lesão na última convocação, dando lugar a Jean Lucas, do Bahia, que aproveitou a chance para mostrar serviço.

No ataque, os nomes de confiança da Seleção também vão se desenhando: Estêvão, Vini Jr, Raphinha, Matheus Cunha, Richarlison e talvez Luiz Henrique são os mais prováveis. Vale lembrar que Raphinha ficou de fora dos últimos jogos por suspensão, mas segue como peça importante no grupo de Ancelotti.

As dúvidas (ainda legítimas) da Seleção Brasileira

igor jesus nottingham forest Seleção

Apesar do esboço estar cada vez mais nítido, é normal que ainda restem dúvidas. E não tem nada de errado nisso,  o tempo ainda está a favor de Ancelotti. Uma das maiores interrogações está justamente no gol: Ederson não vive grande momento desde que saiu do Manchester City e foi para a Turquia; Bento, apesar do histórico positivo, também tem oscilado. É aí que Hugo Souza entra como possível surpresa. E não dá pra esquecer de nomes como Everson (Atlético-MG) e Léo Jardim (Vasco), que correm por fora, mas vivem fases interessantes.

Na zaga, a dúvida é em relação ao próprio Alexsandro: ele já se firmou ou ainda briga por vaga com Fabrício Bruno, Bremer (Juventus) e até Ibañez, que já esteve em convocações passadas? Já na lateral esquerda, o cenário é mais “bagunçado”: foram chamados Douglas Santos, Caio Henrique e Carlos Augusto recentemente. Sem falar em Alex Sandro, que ficou de fora. O mistério: será que Alex Sandro já está garantido e os outros brigam por uma vaga, ou Ancelotti ainda não está satisfeito com nenhum?

No meio-campo da Seleção Brasileira, a busca é por um reserva à altura de Casemiro. Por enquanto, os nomes mais cotados são Andrey Santos (Chelsea) e André (Wolverhampton). Ambos têm características que agradam, mas ainda precisam mostrar constância. João Gomes, companheiro de André na Inglaterra, também entra nessa disputa e tem a vantagem da versatilidade: pode atuar como primeiro ou segundo volante.

E no ataque, uma briga curiosa: Igor Jesus contra João Pedro pela vaga de centroavante. O ex-Botafogo, agora no Nottingham Forest, tem histórico bom na base da Seleção e, se agarrar as chances, pode sim ser a surpresa de 2026.