Lucas Paquetá Seleção
Futebol Copa do Mundo Premier League

Seleção Brasileira se fortalece com retornos e Ancelotti ganha opções!

A Seleção Brasileira conseguiu apresentar um belo futebol para os seus torcedores no Maracanã, ao desbancar o Chile por 3 a 0 pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Sem viver fortes emoções dentro das quatro linhas, graças ao amplo domínio da Amarelinha, Carlo Ancelotti contou com alguns retornos, e dá pra dizer que foram interessantíssimos. Lucas Paquetá, Gabriel Magalhães e Luiz Henrique tiveram grandes atuações e aumentam a lista de opções do italiano para o Mundial.

Ancelotti tem tido pouco tempo para tomar decisões sobre as listas de convocação, sem contar as limitações de tempo para trabalhar com o grupo. Quando chegou, ainda tinha Gerson no elenco, mas nesta convocação ele já não apareceu. Matheus Cunha e outros nomes também ficaram fora, o que fez o treinador buscar alternativas.

Essa movimentação mostra que a Seleção está bem servida. Prova disso é Luiz Henrique, hoje no Zenit, da Rússia, que entrou poucos minutos no Maraca e mostrou um nível altíssimo. Ele já colecionava atuações de alto nível pelo Botafogo, assim como nas chances anteriores com a Seleção, mas sua ida para o futebol russo tirou um pouco dos holofotes. Agora, está de volta, e com moral.

O caso de Lucas Paquetá é mais delicado. Envolvido em investigações por suposta manipulação de resultados, ficou um bom tempo fora da Seleção. Mas na volta, contra o Chile, entrou no segundo tempo e, ao lado de Luiz Henrique, devolveu energia ao time. Foi fundamental para garantir o placar final de 3 a 0.

Outro nome que voltou com o pé na porta foi Gabriel Magalhães. Mesmo com as boas atuações de Alexsandro nas últimas convocações, o defensor do Arsenal retornou à lista e reassumiu a posição com autoridade. Essa era da Amarelinha conta com um dos melhores miolos de zaga dos últimos anos, o que, com certeza, faz Ancelotti sorrir ao pensar na Copa.

Com tranquilidade e sem ser muito exigido, o zagueiro teve um jogo tranquilo contra um Chile bem fraco. Mas os treinos parecem ter falado mais alto, e foi impossível ignorar sua presença. Nesta convocação, Alexsandro ficou de fora, mas a briga está aberta. Ainda há espaço para correr atrás do prejuízo.

A Seleção de Ancelotti

Seleção Ancelotti
Foto: Alexandre Loureiro / AFP

 

Ainda é cedo para cravar quem estará na lista final para a Copa do Mundo, mas ao menos, o cenário é promissor. Muitos atletas estão em alto nível e querendo mostrar serviço. Raphinha tem se consolidado como um dos pilares ofensivos, e Estêvão cada vez mais ganha espaço e confiança.

Com tantos canhotos no ataque, é possível que alguns deles sejam adaptados para jogar mais por dentro, como camisa 10, o que pode abrir espaço para Luiz Henrique se consolidar na ponta. E ele tem características raras na Seleção atual: força física, velocidade, estatura, chute forte e poder de decisão. Tudo isso joga a seu favor.

Por outro lado, ele não tem o mesmo perfil criativo de Raphinha e Estêvão, que também podem atuar centralizados. Ainda assim, não seria nenhum absurdo ver os três juntos na lista final.

Lucas Paquetá, por sua vez, oferece uma versatilidade valiosa: pode ser meia, segundo volante ou até atuar mais recuado. Isso o coloca em vantagem na disputa com nomes como Joelinton, que foi convocado recentemente, mas ainda busca seu espaço definitivo na era Ancelotti. Agora, com o processo encerrado e o veredito de inocente, Paquetá está mais leve, mentalmente e fisicamente, e pronto para voltar a brigar com força.

Fechando a lista da Seleção, Gabriel Magalhães é hoje considerado um dos melhores zagueiros do mundo e, se continuar saudável, é nome certo na Copa. A base da zaga deve ser formada por ele, Marquinhos e Alexsandro, com espaço aberto para mais um ou dois nomes, a depender do esquema.

Bremer, Militão, Léo Ortiz e Fabrício Bruno seguem na disputa. Tudo vai depender do momento em que o treinador fechar sua convocação e da consistência de cada um até lá.

Foto: Pedro Kirilos/Estadão