O Manchester City completou mais uma etapa da sua repaginação na última janela de transferências, mas isso não significou abrir mão de seus nomes mais importantes. Um dos alvos mais comentados do mercado foi Rodri, que entrou na mira do Real Madrid em meio a especulações sobre seu futuro. Mas o clube inglês não quis nem saber de conversa: Rodri não está à venda. E ponto final.
Os merengues até sondaram, pensaram e avaliaram se valeria a pena fazer uma investida pesada. Mas encontraram uma porta fechada, trancada com cadeado e alarme. O City foi direto ao ponto: não há valor que convença o clube a negociar seu meio-campista mais importante.
Rodri é mais do que titular no City: é peça sagrada
Sob o comando de Guardiola, Rodri se transformou em muito mais do que um volante. Virou cérebro, motor, bússola. É daqueles jogadores que não fazem só o simples, ele dita o ritmo, protege a defesa, constrói jogo e ainda aparece na área quando menos se espera. O que ele entrega em campo é tão completo que sua ausência muda o DNA do time.
Não é exagero: durante sua ausência por lesão no final de 2024, o Manchester City viveu alguns de seus momentos mais instáveis da temporada. O espanhol rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito em setembro de 2024, em uma partida contra o Arsenal, e passou quase oito meses fora de ação. Voltou aos gramados apenas em maio de 2025, mas, mesmo após tanto tempo parado, recuperou sua importância no time em tempo recorde.
E isso só reforçou a posição do clube: Rodri é intocável.
Além da bola, pesa também a liderança que construiu. Ele não é o mais barulhento no vestiário, mas comanda pela postura e confiança. Hoje, mesmo com jogadores promissores como Nico González sendo preparados para a função, ninguém no City vê um cenário em que Rodri não seja titular absoluto quando estiver disponível.
Real Madrid sonhando com Rodri
Do outro lado da história, o Real Madrid vive um momento de incerteza na posição de primeiro volante. Desde a saída de Casemiro, o clube tenta emular a mesma segurança com nomes como Tchouaméni, Camavinga e até Valverde improvisado, mas nenhuma dessas opções ofereceu a consistência esperada.
Com isso, o nome de Rodri passou a circular forte nos bastidores. Era o nome ideal para “fechar a casinha” em Madrid. Mas havia um porém: a lesão séria sofrida por ele em 2024 gerava dúvidas, será que valeria a pena fazer um investimento tão alto em um jogador voltando de um rompimento de ligamento?
O City também tinha suas dúvidas no início da recuperação. Mas Rodri voltou com tudo. E com isso, a resposta foi rápida: o clube não vai negociar o espanhol, independentemente da oferta que chegue do Bernabéu. Os ingleses consideram o camisa 16 uma peça estratégica para o presente e o futuro da equipe, e não planejam abrir mão dele em hipótese alguma.
E enquanto isso, o buraco segue em Madrid…
A temporada atual tem escancarado o problema do Real Madrid no setor de contenção. A falta de um camisa 5 “de verdade” é visível. A equipe até tem talento no meio-campo, mas falta alguém que domine a faixa central com imposição, leitura tática e presença física. Ou seja, falta um Rodri, só que é necessário ser a melhor fase do City, senão não faz diferença para a situação.
Os adversários têm explorado justamente esse buraco entre zaga e meio. O time sofre para controlar jogos, precisa correr mais do que deveria e, em vários momentos, parece perdido quando está sem a bola. O cenário força o clube a buscar soluções para janeiro, mas, ao que tudo indica, Rodri não será uma delas.
Foto: Michael Regan/Getty Images