Ansu Fati está brilhando em seu novo momento na carreira, mas ainda não foi o suficiente para mudar o Monaco de patamar na atual temporada do futebol europeu. Mesmo com a 5ª colocação na tabela de classificação da Ligue 1, a campanha com 12 gols sofridos e a sequência de dois jogos sem vencer acabou provocando a demissão de Adi Hutter, demitido por conta dos resultados abaixo do esperado pela direção que investiu um valor significativo para ao menos brigar pelo vice-campeonato. Por conta disso, o tradicional clube resolveu ousar de vez ao apostar em Sébastien Pocognoli para comandar o time até o fim da temporada.
Sébastien Pocognoli possui somente 37 anos e terá sua primeira experiência como um treinador numa das cinco grandes ligas da Europa. O Monaco está apostando no trabalho bem sucedido comandado no Union Saint-Gilloise, onde se destacou pelo estilo de jogo ofensivo e bem organizado buscando asfixiar seus adversários independentemente da estratégia do outro lado. O ex-jogador defendeu a seleção da Bélgica em 13 jogos e se destacou por Genk e Standard de Liege, além de ter vestido as camisas de AZ Alkmaar, Hannover, Brighton e West Brom. Porém, sua única experiência foi mesmo no USG, tendo passado pelas categorias de base do clube antes de ter comandado a seleção sub-18 da Bélgica e da base do Genk.
Qual deve ser a nova cara do Monaco na temporada?
Muitos questionamentos estão em torno desta tentativa ousada do Monaco em dar uma resposta imediata aos dois resultados negativos na Ligue 1, optando pela ruptura de um trabalho que estava sendo iniciado na atual temporada durante a Data Fifa. No entanto, tudo indica que o clube busca em Pocognoli um impacto imediato baseado em seu estilo de jogo, com contrato válido até junho de 2027 demonstrando segurança no sucesso de um treinador que ainda precisa se provar em grande liga, mesmo tendo sido campeão da Bélgica tendo a maior média de pontos por jogo (2,12) entre todos os técnicos da Pro League no século atual (com pelo menos 50 partidas), à frente de Philippe Clement (1,98) e Frank Vercauteren (1,94).
A principal marca de seu trabalho e que o Monaco busca consistem na pressão alta e a pressão pós-perda, pois em partidas contra times de torneios europeus, a equipe treinada pelo agora ex-técnico do USG surpreendeu o adversário desde o início com pressão coordenada, com intensão de sufocar a saída de bola do rival. Além disso, o treinador demonstrou um bom equilíbrio: capacidade de render ofensivamente, mas não sendo vulnerável em demasia na defesa apresentando boa estabilidade.
Novo técnico do Monaco superou o Ajax na Champions League
Durante a estreia na atual Champions League, o USG conquistou uma boa vitória diante do Ajax limitando a construção dos holandeses desde o campo adversário, demonstrando momentos de assertividade ao alternar momentos de pressionar mais alto ou sair em transição rápida após recuperação de bola, com os gols vindo de sequências que começaram num erro do rival ou num rápido desarme.
Por fim, o Monaco deve ganhar mais o uso de laterais ou alas ofensivas que apoiam bastante para que haja amplitude ofensiva, especialmente nas fases de transição ou quando o time tem bola, utilização de meio-campistas que tenham compromisso defensivo forte, tanto para ajudar nas recuperações quanto para cobertura dos espaços deixados por laterais avançados, e por fim uma linha defensiva relativamente alta no começo do ataque adversário.
Imagem: Icon Sport