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Futebol Libertadores

Palmeiras faz história com virada épica na Libertadores e consolida força mental no Brasil

O Palmeiras necessitava de uma missão praticamente impossível e que nenhum time jamais havia conseguido na história da Libertadores quando entrou em campo no Allianz Parque na quinta-feira (30), quando precisava reverter uma desvantagem de 3 a 0 diante da LDU. Obviamente que a torcida precisava acreditar que seu time poderia alcançar tal feito, mas os 90 minutos de futebol que Abel Ferreira havia prometido ficou acima da expectativa considerando que os equatorianos haviam conseguido boas atuações fora de casa. Ainda assim, nada mais simbólico que a virada ter ocorrido no dia em que a atual comissão técnica comemorou cinco anos no comando do time mais forte mentalmente do futebol brasileiro.

Palmeiras acerta na leitura de jogo contra a LDU na volta

Em uma noite na qual absolutamente tudo deu certo, Abel Ferreira começou a ganhar o jogo com a escalação titular com um 3-5-2 apostando na entrada de Ramón Sosa no lugar de Felipe Anderson, enquanto Allan foi acionado na direita e fez o jogo de sua vida. O Palmeiras já sabia que a LDU do brasileiro Tiago Nunes optaria por proteger sua vantagem desde o início da partida sem buscar um gol pela imposição ofensiva e sim nas tentativas de contra-ataque, repetindo a mesma estratégia adotada quando jogou em território brasileiro contra Botafogo e São Paulo neste mata-mata.

Foram necessários 19 minutos para que Allan começasse a causar impacto com cruzamento certeiro para Ramón Sosa. Com 40 minutos de primeiro tempo, o Palmeiras já acumulava 15 finalizações em todo o jogo e Alzugaray teve a única oportunidade cedida para os equatorianos aos 43′. O cenário de intervalo com 1-0 no placar deixava a situação ainda preocupante, mas o gol de Bruno Fuchs nos acréscimos foi essencial para dar uma esperança absurda favorável ao Verdão, transformando o ambiente do Allianz Parque.

A LDU até conseguiu ajustar sua marcação com linha de cinco e protegeu melhor a grande área durante o segundo tempo, mas isso acabou depois dos 20 minutos, quando Abel Ferreira mais uma vez foi certeiro e optou pela entrada de Raphael Veiga no meio-campo para substituir Maurício. Apenas quatro minutos depois das substituições (com entrada de Felipe Anderson também), Vitor Roque recebeu ótimo cruzamento e devolveu na medida para Veiga concluir e empatar o confronto, mas o melhor ainda estava por vir.

Em jogada individual espetacular enfileirando marcadores, Allan deixou três marcadores pelo lado esquerdo (justamente depois que Tiago Nunes fez alterações pensando em neutralizá-lo) e acabou sendo derrubado na área. Vitor Roque pensou em cobrar, mas fez todo um cerimonial para entrar a bola nas mãos de Veiga, que cobrou o penal de maneira espetacular. O Palmeiras naturalmente se protegeu mais depois do quarto gol e Carlos Miguel (cada vez mais confiante) foi essencial para impedir o gol de De la Cruz, sacramentando uma classificação que ficará para a história.

Nem o Flamengo tem a força mental que o Palmeiras possui

Certamente todas as análises daqui para frente apontarão o Flamengo como favorito na decisão de 120 minutos (finais de Libertadores possuem prorrogação após empate no tempo regulamentar em jogo único) por causa do “elenco mais caro das Américas”. Mas é impossível negar que o Palmeiras possui uma fortaleza mental acima de qualquer adversário na América do Sul atualmente.

Imagem: AFP