Ali Abdelaziz afirmou que Justin Gaethje está falando sério sobre se aposentar do MMA caso não consiga uma chance pelo título do UFC.
Justin Gaethje deixou bem claro que quer disputar o cinturão dos leves do UFC mais uma vez. Ele já desafiou o cinturão indiscutível em duas ocasiões, sendo derrotado por Khabib Nurmagomedov e Charles Oliveira. Desta vez, porém, ele está pronto para colocar algo mais em jogo: toda a sua carreira no MMA.
Isso mesmo. Gaethje sugeriu que, se não conseguir a chance pelo título, vai se aposentar do esporte de vez. Dana White não parece muito impressionado com o ultimato, mas, considerando o que “The Highlight” fez pelo UFC ao longo dos anos, é compreensível que ele esteja ficando impaciente.
Em uma entrevista recente, Ali Abdelaziz deixou claro que seu cliente está falando sério e que não ficará nada satisfeito em ver Paddy Pimblett passar à sua frente para enfrentar Ilia Topuria.
“Acho que o UFC está esperando para ver o que acontece com Islam e (Jack Della Maddalena). Também acho que o UFC está esperando para ver o que acontece com Arman (Tsarukyan) e (Dan) Hooker”, disse Abdelaziz ao Submission Radio.
“Mas, vou te dizer uma coisa, Justin Gaethje nunca quebra a palavra. Se ele for atacado por Paddy, ele vai se aposentar e nunca mais lutará no UFC”, alertou o empresário.
“Justin Gaethje continua fazendo favores para o UFC, um atrás do outro. O que Paddy Pimblett fez pelo UFC para merecer uma chance antes de Justin Gaethje?”, concluiu Abdelaziz.
Justin Gaethje está certo de “chutar o balde” se for ultrapassado por Pimblett
Se o UFC realmente decidir colocar Paddy Pimblett para enfrentar Ilia Topuria pelo cinturão peso-leve, cometerá uma grande injustiça. A decisão seria um claro sinal de que o marketing e o apelo popular estão sendo colocados acima do mérito esportivo.
Paddy Pimblett, embora seja um dos lutadores mais carismáticos e midiáticos do plantel atual, ainda não construiu uma trajetória que justifique uma disputa de título. Seu cartel no UFC é composto majoritariamente por vitórias sobre adversários de nível intermediário, e sua única luta contra um grande nome da divisão, Michael Chandler, foi contra um atleta em queda na carreira.
Paddy é talentoso e promissor, mas está longe de ser um dos principais nomes esportivamente falando. Enquanto isso, Justin Gaethje representa exatamente o oposto: um lutador que construiu sua carreira enfrentando e vencendo os melhores, sempre entregando performances empolgantes e de altíssimo nível.
Mesmo após ter perdido o cinturão BMF para Max Holloway, Gaethje se recuperou com uma vitória sobre Rafael Fiziev, um dos adversários mais duros da divisão. Esse triunfo, somado ao currículo impressionante que inclui guerras lendárias contra nomes como Poirier, Ferguson e Chandler, o coloca de forma indiscutível como o desafiante natural ao cinturão de Ilia Topuria.

Além disso, o cenário atual da divisão reforça essa lógica. Arman Tsarukyan, outro atleta que teria mérito para disputar o título, já tem luta marcada contra Dan Hooker, o que o tira momentaneamente da corrida pelo cinturão.
Assim, sobra a Gaethje ex-campeão interino e um dos maiores guerreiros da história da categoria, o papel claro de desafiar o novo campeão. Ele é o nome certo, o teste ideal para medir o verdadeiro alcance do reinado de Topuria.
Ignorar isso e dar a Paddy Pimblett a chance de lutar pelo título seria uma afronta à meritocracia esportiva. Seria, na prática, uma escolha movida por interesses de marketing, apostando no carisma de Pimblett e na rivalidade midiática com Topuria, em detrimento da justiça competitiva.
Por tudo isso, o UFC deveria preservar a credibilidade de seus rankings e de suas disputas de cinturão. E, se isso ainda significa algo, o próximo desafiante ao cinturão dos leves deve ser Justin Gaethje, não por fama, mas por mérito, legado e merecimento esportivo.
(Imagem de capa: Steven Branscombe-USA TODAY Sports)