O derradeiro evento do UFC em 2025, e o último a ser transmitido pela ESPN+, contará com a segunda aparição no octógono da lenda do jiu-jitsu Marcus Buchecha, que enfrentará Kennedy Nzechukwu em 13 de dezembro.
Marcus Buchecha (5-2) teve uma atuação decepcionante em sua estreia no UFC em julho, sofrendo com o cansaço e perdendo por decisão para Martin Buday, que foi dispensado pela organização após o término de seu contrato. Buchecha conquistou todas as suas cinco vitórias no MMA pela via rápida no primeiro round sob a bandeira do ONE Championship.
Enquanto isso, seu adversário, Kennedy Nzechukwu (14-6) também busca se recuperar após a derrota por finalização com chave de calcanhar no primeiro round para Valter Walker em julho. Essa foi apenas a segunda vez que ele foi finalizado em 20 lutas profissionais.
O card principal do UFC Vegas 112 será um confronto de cinco rounds na categoria peso-mosca entre Brandon Royval e Manel Kape.
Buchecha não pode nem sonhar em perder ou sua situação no UFC ficará terrível
Marcus “Buchecha” Almeida chega para sua segunda luta no UFC com o peso do mundo nos ombros. Depois de uma estreia cercada de expectativa e frustração, a derrota para Martin Buday, o multicampeão mundial de jiu-jítsu sabe que não pode mais errar.
O duelo contra Kennedy Nzechukwu representa muito mais do que apenas uma nova chance de vitória: é um ponto de virada que pode definir o rumo de sua trajetória no MMA.

Para um atleta que construiu uma carreira lendária nos tatames, com títulos incontáveis e um nome já eternizado no jiu-jítsu, o desafio agora é provar que pode brilhar também no octógono mais famoso do mundo.
Uma boa vitória, convincente e dominante, pode recolocá-lo nos trilhos, reafirmar sua relevância e renovar a confiança do público e dos dirigentes do UFC. Seria, de certa forma, uma redenção, a confirmação de que o talento e a mentalidade vencedora que o consagraram no grappling ainda têm muito a oferecer no MMA.
Mas o outro lado da moeda é cruel. Uma segunda derrota consecutiva poderia abalar de vez sua caminhada na organização e colocar em dúvida se o sonho de se dar bem no UFC ainda seria viável.
Buchecha sabe disso. Ele não luta apenas contra Nzechukwu, mas contra o próprio tempo, as críticas e a pressão que acompanha todo grande nome que decide se reinventar em uma nova arena. É um momento decisivo: vencer significa respirar e reacender o sonho; perder pode significar o início do fim de sua história no UFC.
(Imagem de capa: Divulgação UFC)