O Atlético-MG provavelmente disputou o seu último jogo com os titulares antes de encarar o Lanús pela final da Copa Sul-Americana, e por isso mesmo que era fundamental um bom desempenho ante o Fortaleza nesta semana, em confronto atrasado pela 16ª rodada do Brasileirão. Os três gols que foram marcados pelo ataque do Galo mostram que existe mesmo uma evolução na produção das fases ofensivas e que isso deverá ser a chave do sucesso na decisão, mas os argentinos também devem ter ficado muito mais empolgados depois de notarem que o time de Sampaoli segue com uma impressionante facilidade de sofrer gols (principalmente em lances aéreos).
Atlético-MG foi piorando rendimento com o andamento da partida
Tudo indicava que a noite seria apenas de festa quando o Galo abriu o placar com somente seis minutos e logo com gol de Hulk, que definitivamente deixou sua má fase de lado e voltou mesmo a balançar as redes com maior frequência. Esse gol acabou mostrando a “cara” do Atlético-MG para o restante do primeiro tempo, priorizando construções rápidas pelos lados controlando a posse de bola, mas ainda assim tivemos problemas com finalizações e maior capricho nas tomadas de decisão dentro do terço final. O segundo tento eventualmente veio de bola parada, quando Vitor Hugo testou firme após levantamento preciso, aproveitando falha na marcação do Fortaleza.
Mas o cenário no segundo tempo foi diferente e Deyverson descontou o placar para o Leão do Pici com menos de um minuto, quando Ruan deixou o atacante adversário livre na grande área por uma falta de atenção no lance. Cinco minutos depois, o Atlético-MG indicava que não teria maiores problemas ao demonstrar capacidade de reação e aproveitou uma saída de bola errada dos comandados de Martín Palermo para Dudu chutar colocado da meia-lua e a bola morrer na rede.
Um dos maiores problemas do Galo na temporada foi sempre permitir que o adversário sentisse vivo independentemente de estar ou não na Arena MRV, e isso voltou a acontecer. Podemos discutir se o árbitro de vídeo acertou ao recomendar um pênalti do zagueiro Ruan após contato com no rosto de Gáston dentro da área originando o segundo gol de Deyverson. mas Sampaoli perdeu o controle ao modificar todos os setores da equipe com as entradas de Scarpa, Fausto Vera, Reinier, Natanael e Gabriel Menino.
A tentativa de explorar apenas os contra-ataques e entregar a posse de bola ao Fortaleza não se justifica considerando que o Atlético-MG estava rendendo bem antes das alterações. E justamente diante deste cenário que permitiu o indigesto empate do Fortaleza, quando um cruzamento pela direita passando por Vitor Hugo e Gabriel Menino chegou em Deyverson.
Atlético-MG desperdiçou uma grande oportunidade
O Atlético-MG não aproveitou a festa com mais de 40 mil torcedores presentes na Arena MRV e ainda colocou mais pressão em cima dos jogadores para a final da Sul-Americana caso sonhe em alcançar a Libertadores na próxima temporada, considerando que ficou muito mais difícil alcançar o Fluminense neste momento da temporada do Brasileirão considerando os jogos restantes contra adversários de nível acima.
Imagem: Gazeta Press