Sem maiores pretensões na disputa do Brasileirão até o fim, o Atlético-MG precisava fazer do duelo contra o Red Bull Bragantino (jogo antecipado da 37ª rodada) um verdadeiro teste visando a final da Sul-Americana diante do Lanús, com ambas equipes sendo emergentes em cada um de seus países, possibilitando um cenário de enfrentamento para o Galo verificar sua força antes da grande decisão. No entanto, considerando o desempenho observado na derrota por 2 a 0 , o torcedor precisa ficar preocupado principalmente em relação às questões defensivas e comportamentais de jogadores, os quais podem sofrer nas mãos de um árbitro rigoroso disposto à não aceitar muitas faltas no próximo sábado.
Atlético-MG ficou muito exposto defensivamente durante o jogo inteiro
Jorge Sampaoli acertou ao escalar o XI titular para o duelo em Bragança Paulista com os melhores jogadores que estavam disponíveis, e o início deixou a torcida animada com um Atlético-MG brigando de igual para igual contra um time que se tornou competitivo após a chegada de Vagner Mancini. No entanto, foram os adversários que tiveram as melhores chances de gol durante todo o primeiro tempo e foi construindo lances de maior perigo com o passar do tempo. Fausto Vera merece elogios por sua atuação no meio-campo, mas o sistema defensivo estava muito exposto com Rony e Arana recebendo muitas bolas nas costas, uma desatenção que poderá ser fatal diante do Lanús.
O Lanús não possui jogadores tão bem habilidosos quanto outras equipes do futebol brasileiro e até mesmo da Argentina, mas também chamou atenção como os zagueiros foram incapazes de conseguir neutralizar a movimentação de Jhon Jhon, atleta que teve liberdade constante durante boa parte do jogo. Além dos problemas na defesa, o Atlético-MG voltou a sofrer com a ineficiência de seus principais finalizadores, quando Bernard teve chance no 1v1 contra o goleiro adversário e acabou isolando, errando muito o alvo.
Sampaoli tentou deixar o Galo ainda mais ofensivo no segundo tempo e apostou na entrada de Alexander para fazer dupla com Igor Gomes, mas a defesa que já estava exposta acabou ficando ainda mais vulnerável, permitindo que o Red Bull Bragantino construísse chances de maior perigo. Foram necessários apenas 10 minutos para os mandantes abrirem o placar, quando Lucas Barbosa surgiu livre na pequena área. O Atlético-MG sentiu emocionalmente o gol e sofreu o gol da derrota apenas quatro minutos depois, com Gustavo Marques ampliando o placar para o Braga Bull.
E nem mesmo a desvantagem de dois gols serviu de alerta para o Galo, que parecia mais preocupado em se poupar evitando maior desgaste visando a final do próximo sábado do que esboçar uma reação, uma atitude considerada negativa considerando a oportunidade perdida na tentativa de buscar ao menos um empate para levantar a moral do time.
Atlético-MG precisa de maior atenção para decisão
Pensando na final da Sul-Americana, o Atlético-MG chega com problemas depois de sofrer sete gols nos últimos três jogos, muito graças ao desgaste dos atletas do sistema defensivo levando à alguns problemas que não estavam mais sendo observados, principalmente em lances de jogada área. Desta forma, o Lanús fica mais esperançoso para quebrar o favoritismo do Galo.
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