Estêvão Seleção Brasileira
Futebol Seleção Brasileira

Estêvão assume papel de protagonista na Seleção Brasileira e acumula funções com Ancelotti

A Seleção Brasileira definitivamente ganhou um novo protagonismo com Carlo Ancelotti e o nome dele se chama Estêvão. O atacante que está brilhando com a camisa do Chelsea é o grande destaque do Brasil desde que a atual comissão técnica assumiu o comando, se tornando o líder da artilharia com 11 gols no atual ciclo para a Copa do Mundo, mostrando que conseguiu superar os momentos de desconfiança quando deixou o Palmeiras logo após o término do Mundial de Clubes.

Escalado em uma condição favorável, Estêvão está se beneficiando diretamente do estilo de jogo montado por Ancelotti baseando-se na velocidade de suas arrancada (além de Rodrygo e Vinícius Júnior, dupla que teve papel fundamental em títulos do Real Madrid nos últimos anos). Foram poucos os passes trocados contra Senegal, mas o plano encaixou perfeitamente nas transições ofensivas, buscando avanças as linhas para fazer encaixes individuais contra um time que gosta de sair jogando com a bola nos pés e possui qualidade suficiente para incomodar adversários (não por acaso existia uma sequência de 26 jogos de invencibilidade).

No entanto, mesmo que estivesse inserido em um contexto coletivo bem-sucedido contra uma das melhores seleções africanas da atualidade, Estêvão ainda assim conseguiu ser um destaque individual além do gol marcado, sendo um verdadeiro protagonista da Seleção Brasileira tendo movimentação ampla em diversos setores do campo. Cabe ressaltar que setoristas que estão cobrindo os treinos identificaram uma bronca do técnico italiano cobrando maior presença na marcação pressão em direção ao jogador do Chelsea e isso foi essencial para dificultar a saída de bola adversária, além de arriscar boas jogadas demonstrando bastante personalidade.

Estêvão precisa de vaga cativa na titularidade da Seleção Brasileira

A regularidade que Estêvão está mostrando no momento atual da carreira mostra que o atacante merece sequência na equipe titular da Seleção Brasileiro mesmo caso Ancelotti resolva modificar praticamente todos os jogadores para promover um teste contra a Tunísia nesta terça-feira. O ex-Palmeiras chegou à equipe principal ainda em 2024 quando a seleção era comandada por Dorival Júnior, mas sua situação modificou muito com a atual comissão técnica, deixando de ser um coadjuvante para se tornar um protagonista.

São os dribles, as combinações de passe e uma movimentação impressionante que tornam o atacante essencial para o sucesso do Brasil na Copa do Mundo, possuindo todas as características para ser um “jogador importante”, como ressaltou o técnico italiano em sua entrevista coletiva mais recente. Por outro lado, considerando que Estêvão está rendendo em altíssimo nível e a dupla Vinicius Jr. e Rodrygo parece ter total confiança na relação com Ancelotti, tudo indica que Matheus Cunha pode acabar “sobrando” nesse quarteto ofensivo que virou o padrão de jogo da Seleção Brasileira.

Cabe relembrar que o Brasil perdeu a oportunidade de ter Neymar em um grande momento de sua carreira aos 18 anos disputando a Copa do Mundo de 2010 por decisão do técnico Dunga, que considerava o atleta muito jovem para disputar jogos contra os melhores jogadores do mundo. É interessante observar como o futebol mudou muito desde então, pois não há discussões sobre a presença de Estêvão no time principal, sendo que alguns clubes gigantes do futebol mundial estão colocando adolescentes de 15 anos para disputarem jogos da elite (Arsenal, Max Dowmann, 15 anos, em jogos de Premier League e Champions League).

Imagem: Getty Images