Nesta quarta-feira (19), a International Tennis Hall of Fame (ITHF) anunciou que Roger Federer foi eleito para integrar o Hall da Fama em 2026. A cerimônia está marcada para ocorrer em Newport, Rhode Island, nos Estados Unidos, de 27 a 29 de agosto. Em vídeo do anúncio, o suíço agradeceu:
“É uma enorme honra ser introduzido no Hall da Fama Internacional do Tênis e estar ao lado de tantos campeões do esporte. Ao longo da minha carreira, sempre valorizei a história do tênis e o exemplo daqueles que vieram antes de mim.”
Na votação para a classe de 2026, Juan Martín del Potro e Svetlana Kuznetsova também foram indicados. Contudo, os dois tenistas ficaram de fora, por não atingirem os 75% de votos necessários para a honraria. A votação foi realizada em outubro, com a jornalista Mary Carillo sendo escolhida na categoria Contribuidor.

Como funciona o Hall da Fama do Tênis?
Para que alguém seja introduzido no Hall da Fama do Tênis, é necessário, primeiro, ser nomeado. Uma comissão irá revisar a elegibilidade e, só então, serão liberados para as votações. Há a votação do grupo oficial, mas também uma votação popular. Para ser eleito, é necessário 75% do grupo oficial, ou 75% com os bônus da votação popular.
Juan Martín del Potro e Svetlana Kuznetsova estavam presentes na votação, mas não receberam os 75% necessários. Os detalhes, contudo, não são divulgados e não há como saber quão longe cada um ficou. Nos últimos anos, apenas a classe de 2017 teve todos os tenistas indicados aceitos, com Kim Clijsters e Andy Roddick entrando no Hall da Fama.
Mas o argentino e a russa podem voltar a tentar nos próximos anos. Como já aconteceu no passado, nem sempre um tenista é aceito no Hall da Fama na primeira tentativa. Goran Ivanisevic e Conchita Martinez são alguns dos exemplos a não serem aceitos na primeira indiciação e somente na segunda.
Pelo outro lado, vários conseguem ser introduzidos no primeiro ano de elegibilidade. Como no caso de Roger Federer e Maria Sharapova, que recebeu a honraria nesse ano.

Conquistas de Del Potro e Kuznetsova
Roger Federer é o tenista com mais títulos na história, sendo campeão 103 vezes na carreira. Novak Djokovic recentemente conquistou o 101º e vem logo atrás. Entre as conquistas do suíço, estão 20 Grand Slams, além de 237 semanas seguidas como o líder do ranking da ATP.
Colocar Juan Martín del Potro e Svetlana Kuznetsova ao lado do lendário tenista pode ter sido o maior problema para ambos. O argentino venceu apenas um Grand Slam, quando derrotou Federer na final do US Open, em 2009. Lidando com lesões durante a carreira, teve só mais uma decisão, em 2018, também no major dos Estados Unidos.
Já a russa venceu mais vezes: Roland Garros em 2009 e US Open em 2004. Além de duas conquistas no Australian Open, nas duplas, em 2005 e 2012. Em sua carreira, nunca conseguiu ser a n.º 1, chegando no top 2 em 2007.
Foto: Peter Staples/ATP Tour