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Futebol Copa do Mundo

Confira as grandes estrelas fora da Copa do Mundo de 2026

A Copa do Mundo de 2026 já nasce histórica por vários motivos: será disputada em três países, receberá mais seleções do que nunca e promete abrir espaço para histórias improváveis de todos os cantos do planeta. Mas, enquanto novas caras vão surgindo, algumas das maiores estrelas do futebol mundial vão acompanhar o torneio do sofá. A ampliação para 48 seleções parecia um passaporte quase garantido para craques de grandes ligas, só que a bola pune e a classificação não veio para todo mundo.

Times como Cabo Verde, Uzbequistão, Haiti e Jordânia mostram como o futebol está globalizado e, claro, isso é ótimo para a diversidade do torneio. Mas, ao mesmo tempo, cria um contraste enorme: enquanto seleções menos tradicionais vivem um momento histórico, nomes como Kvaratskhelia, Oblak, Szoboszlai e Osimhen ficam de fora porque seus países simplesmente não entregaram dentro de campo. É aquele choque de realidade que ninguém esperava, mas que faz parte da magia — e da crueldade — das Eliminatórias.

O que surpreende não é só a ausência dos atletas, mas como algumas seleções desmoronaram nos momentos decisivos. A sensação é de que muitos desses craques jogam praticamente sozinhos em seus países e, por mais que brilhem nos clubes, não conseguem carregar a seleção nas costas. E isso ficou claro em vários casos desta reta final.

Szoboszlai fora da Copa: o tombo inesperado da Hungria

Dominik Szoboszlai era um dos nomes mais promissores para brilhar na Copa. Titular absoluto do Liverpool, dono de uma presença técnica absurda e referência completa da Hungria. Só que nada disso foi suficiente. A seleção magiar chegou viva na última rodada, sonhando até com a liderança do grupo, mas tudo ruiu graças a um hat-trick de Parrot, atacante irlandês que acabou virando praticamente o vilão nacional da Hungria.

O que mais chocou é que a Hungria nem repescagem conseguiu. Szoboszlai saiu de campo atônito, sem acreditar no que tinha acontecido, e agora vai assistir à Copa pela TV. Para um jogador que vive talvez o auge da carreira, perder um Mundial desse jeito é um golpe duro — e reforça como as Eliminatórias são impiedosas.

Esse tipo de eliminação coloca ainda mais pressão para o próximo ciclo, porque a geração húngara não é ruim. Só que, quando tudo depende de um jogador, basta um dia ruim coletivo para tudo ir por água abaixo. E foi exatamente isso.

Sérvia desaba: talentos individuais sem resultado coletivo

Se existe uma ausência que ninguém imaginava, é a da Sérvia. O time tem Vlahovic, Mitrovic, Jovic, Tadic, Kostic, Milinkovic-Savic… uma seleção com nível para, no mínimo, incomodar as grandes. Mas o problema é que futebol não se ganha no papel. E a Sérvia foi um exemplo clássico disso.

É até estranho falar de um elenco tão forte ficando fora até da repescagem. Paunovic acabou de assumir e já chega com uma bomba no colo. O time não tem padrão, oscila demais e parece travado psicologicamente nos jogos decisivos. O resultado dessa soma é simples: eliminação precoce.

O caso sérvio mostra um ponto interessante para análise. Muitas seleções têm jogadores brilhantes em clubes, mas que não conseguem replicar isso no ambiente da seleção. E, quando o conjunto não funciona, nem um ataque milionário salva.

vlahovic servia

Oblak e a sina de ficar fora do Mundial

Jan Oblak é um dos goleiros mais consistentes da última década, mas vive uma maldição quando o assunto é Copa do Mundo. Desta vez não foi diferente. Eslovênia até fez uma boa Euro recentemente, mas o Mundial segue sendo um obstáculo enorme para a geração.

O camisa 1 do Atlético de Madrid chegaria ao Mundial com 37 anos em 2030, então 2026 era sua grande chance real. Só que as Eliminatórias foram duras, e a seleção não conseguiu competir com a regularidade necessária. É triste pensar que um jogador tão importante talvez encerre a carreira sem disputar o maior torneio de seleções do planeta.

Essa ausência também reforça como goleiros, diferente de atacantes, dependem muito da estrutura coletiva. Oblak pode fechar o gol, mas não marca lá na frente — e a Eslovênia pecou muito nesse equilíbrio.

oblak eslovênia

Georgia sem chances e o apagão da Nigéria

Apesar de ter sido uma sensação na Euro passada, a Geórgia nunca chegou a assustar no grupo de Espanha e Turquia nas Eliminatórias. Kvaratskhelia, destaque do Napoli, e Mamardashvili, um dos melhores goleiros da LaLiga, até fizeram boas partidas individuais, mas isso não produz milagre. A seleção não teve força para competir de verdade e a classificação nunca esteve perto.

Já a Nigéria viveu um drama ainda maior. O time lutou até o fim, chegou ao playoff que dava vaga na repescagem internacional da Copa, mas caiu nos pênaltis. Ver Osimhen fora da Copa é quase surreal, considerando que ele é um dos atacantes mais completos da atualidade. Lookman também vive grande fase na Europa e, mesmo assim, nada disso se traduziu em vaga.

A eliminação nigeriana é um exemplo clássico de como a África tem um sistema de Eliminatórias cruel. Tudo muito apertado, decidido em detalhes e com margem zero para erros. E a Nigéria pagou o preço.

Kvaratskhelia e Osimhen, dois grandes destaques do Napoli nos últimos anos.
Foto: Jonathan Moscrop/Getty Images

Camarões cai e perde duas joias em ascensão

Por fim, temos Camarões, tradicionalíssima em Copas, ficando de fora. A equipe até tem nomes interessantes, como Mbeumo, que brilha na Premier League pelo United, e Etta Eyong, destaque crescente na LaLiga. Mas nada funcionou. A seleção caiu para a RD Congo e deu adeus ao sonho da Copa.

É uma queda pesada porque Camarões sempre chega forte nas Eliminatórias. Só que desta vez houve falhas táticas, erros defensivos e pouca criatividade no ataque. A derrota foi consequência direta disso tudo.

mbeumo

Com tantas ausências importantes, a Copa do Mundo 2026 ganha um tom diferente: terá mais diversidade, mais histórias novas, mas também deixará um certo vazio para quem esperava ver alguns dos maiores jogadores do planeta em ação. É o preço da expansão: abre portas para uns, fecha para outros. E, no fim, é isso que mantém o futebol tão imprevisível e emocionante.