O futuro do tênis brasileiro encanta, mas o presente tem sido um pouco mais complicado. No momento, temos dois grandes tenistas no top 100 de simples, João Fonseca e Bia Haddad. Mas, apesar de ambos estarem entre os melhores do mundo, a temporada que tiveram não poderia ter sido mais diferente.
Fora do top 100, temos João Lucas Reis se aproximando e tomando o lugar como n.º 2 do Brasil. Thiago Monteiro e Thiago Seyboth Wild caíram ao longo do ano e não conseguiram se recuperar. Já nas duplas, Luisa Stefani foi o grande destaque, com Rafael Matos, Marcelo Melo e outros também conquistando momento de destaque.
Brasileiros na temporada de tênis 2025
Tênis masculino liderados por João Fonseca
Com 19 anos, João Fonseca foi o grande nome do tênis masculino brasileiro. Começando o ano fora do top 100, o tenista se tornou o n.º 1 do Brasil e termina a temporada em 24º do ranking. Foram dois títulos conquistados, o ATP 250 de Buenos Aires e o ATP 500 de Basileia.
Liderando o Brasil, Fonseca também foi o principal nome na Copa Davis. Conquistando vitórias importantes e garantindo o time brasileiro no quali de 2026. A temporada de João foi completamente diferente de Thiago Monteiro e Thiago Seyboth Wild. Ambos eram os principais nomes do país na ATP nos últimos anos.
Contudo, muito abaixo em 2025, estão fora do top 100. Wild está fora até do top 200 nesse momento, já que pausou a temporada antes do fim. O paranaense chegou a acumular oito derrotas seguidas entre julho e outubro, quando decidiu encerra o ano.
Já Monteiro teve lesão, o que atrapalhou sua temporada, principalmente no primeiro semestre. Desde então, não tem conseguidos bons resultados e, no live ranking, já foi ultrapassado por João Lucas Reis. Atual 192º, pode até sair do top 200 antes de 2026.
Pelo outro lado, o Brasil tem um no novo n.º 2: João Lucas Reis. Com bons resultados durante todo o ano, era o 400º do mundo no início de 2025. Entrando no top 190 pela primeira vez na carreira, está garantido no quali do Australian Open.

Bia Haddad segue no top 100
Mesmo com todos os problemas em 2025, Bia Haddad conseguiu se manter como a única brasileira no top 100 de simples. A paulistana não teve bons resultados, com apenas 16 vitórias na temporada, perdendo 26 partidas. Por isso, também encerrou o ano mais cedo, decidindo cuidar de si antes de 2026.
E, apesar da grande queda que isso tudo causou, Bia se manteve no top 60. No ranking da WTA, a brasileira é a atual 58ª e o foco é voltar mais forte na próxima temporada. E segue sendo a nossa n.º 1, com a mais próxima sendo Laura Pigossi, na 195ª posição.
Laura também passou o ano oscilando. Após começar 2025 como a 165ª, chegou a sair do top 200 e só voltou em outubro. A n.º 3 do Brasil é Carolina Meligeni, que teve certa evolução, saindo de 299ª para 240ª. Mesmo assim, não teve sucesso em conquistar resultados melhores para subir ainda mais no ranking.
No tênis feminino, os grandes destaques ficaram para a nova geração. Naná Silva e Victoria Barros empolgam a todos e tiveram resultados excelentes em torneios profissionais. Até por isso, com apenas 15 anos, ambas já estão no ranking da WTA.

Brasil nas duplas
Luisa Stefani foi o grande nome brasileiros nas duplas. Ao lado de Timea Babos, conquistou quatro títulos e disputa o WTA Finals, chegando na final. A parceria não irá continuar em 2026, com a húngara jogando menos na próxima temporada. Mas os resultados conquistados deixam Stefani como a melhor brasileira no ranking, entre homens e mulheres.
No feminino, terminamos a temporada com quatro tenistas no top 100. Além de Luisa, Bia Haddad (34ª), Ingrid Martins (78ª) e Laura Pigossi (82ª) estão entre as 100 melhores.
Entre os homens, Fernando Romboli se tornou a principal surpresa para o Brasil. Apesar de sempre ficar por volta do top 100, e já ter entrado antes, não conseguia se firmar. Com bons resultados, incluindo uma surpreendente campanha em Indian Wells, Romboli se tornou o duplista n.º 1 do país.
Rafael Matos e Marcelo Melo também tiveram conquistas importante, incluindo o título do Rio Open. No entanto, não continuaram juntos em 2026. A dupla perdeu posições ao comparar com o início do ano, mas continuam firmes como 2 e 3 do Brasil, ficando na 42ª e 54ª posição, respectivamente. Orlando Luz (58º) e Marcelo Demoliner (78º) fecham o top 100.
Foto: Ezra Shaw/Getty Images for Laver Cup