João Fonseca estreou no Cincinnati Open com vitória e está na terceira rodada do torneio, defendendo os pontos do último ano. O brasileiro tem apresentado uma clara evolução em todos os fundamentos, menos em um: seu serviço. Na ATP, isso é um enorme problema para qualquer tenista.
Se trata de algo essencial para estar entre os melhores, mesmo que seja excelente em todos os outros aspectos. O saque controla a partida e há vários exemplos disso no circuito. Até mesmo as partidas de Fonseca deixam isso claro: sem saque, ao enfrentar um sacador bom, os problemas aumentam.
Foi o que aconteceu na derrota para Ben Shelton, por exemplo. E é algo que, se não melhorar, preocupa para o futuro.
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João Fonseca evoluiu em 2026
Houve uma clara evolução no jogo de João Fonseca. O saque e sua direita sempre foram armas poderosas para o tenista, enquanto sua esquerda e sua devolução já apresentaram problemas no passado. Em 2026, vimos uma melhora significativa nos dois últimos e o forehand continua tão poderoso quanto antes.
Assim como seu jogo defensivo, que teve um enorme crescimento no último ano. É possível observar que João tem lidado melhor quando é atacado primeiro nos confrontos. Se segurando na defesa, o carioca aprendeu a se manter vivo, jogando mais uma bola sempre que possível e, assim, conquistando pontos que antes não conseguiria.
O que também permitiu que Fonseca ganhasse partidas que, na última temporada, seria comum perder. Em Montreal, vimos isso acontecer no duelo com Stefanos Tsitsipas e até mesmo a excelente virada sobre Novak Djokovic, em Roland Garros, pode ser usada como exemplo.
A melhora é óbvia e é extremamente fácil argumentar que o brasileiro estaria em uma posição melhor no ranking da ATP se o início da temporada não tivesse sido atrapalhado pela lesão nos primeiros meses. Contudo, o n.º 1 do Brasil lida com um problema nas últimas semanas: seu serviço.
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Serviço tem sido um problema para João Fonseca
Até Roland Garros, João Fonseca estava com um saque ótimo e foi assim que chegou às quartas de final. Após jogos cansativos, já não foi tão bem no serviço e teve dificuldade ao enfrentar Jakub Mensik. Desde então, não conseguiu voltar ao que era antes e, na temporada de grama, a qualidade do saque foi caindo.
João estava sem jogar desde Wimbledon, mas quando voltou às quadras, no Masters 1000 de Montreal, estava sem seu primeiro saque. Especificamente o primeiro serviço, aquele que vira uma arma em quadra e entrega pontos para o sacador. Mesmo assim, o brasileiro ainda conseguiu encontrar formas de vencer alguns duelos.
Contudo, sem saque, não há formas de derrotar os melhores. O serviço é, na ATP, o principal fundamento de um tenista e, sem isso, não há muitas esperanças de bons resultados. Fonseca tem encontrado formas de lidar com isso forçando seus ataques, o que deu resultado em alguns confrontos e pode continuar dando em outros.
Entretanto, a preocupação com o ‘sumiço’ de seu saque vai um pouco além. Não sabemos qual o motivo, se foi uma escolha técnica para realizar alguma mudança ou há algo mais preocupante por trás, como uma lesão. E tudo bem, o público (e os adversários) não precisam saber, mas deixam todos em alerta.
Seria apenas algo temporário e, com tempo e treino, voltaria ao normal? Ou seria algo físico e, dessa forma, João precisaria lidar com isso pelo resto de sua carreira? Uma melhora foi observada em Cincinnati, o que já era esperado, já que o serviço era inexistente em Montreal.
Por enquanto, não há como saber o motivo e resta observar se haverá uma melhora de João Fonseca nos próximos jogos. Mas, no momento, segue como uma preocupação real e constante.
Foto: Matthew Stockman/Getty Images



