O sorteio das disputas do quali da Copa Davis 2026 aconteceram neste domingo (23). Em péssimo sorteio para o Time Brasil, os brasileiros irão enfrentar o Canadá, na casa dos adversários. O local ainda não foi definido, mas a expectativa é que escolham por uma quadra rápida e fechada.
Em um duelo cheio de dificuldades, os canadenses são os grandes favoritos para avançar no torneio. As partidas da primeira fase serão entre os dias 6 e 8 de fevereiro, com as datas exatas ainda a serem definidas pelos anfitriões.
Problemas para o Brasil na Copa Davis
A primeira grande questão é: quem será o raquete 2? João Fonseca já está muito bem definido como nosso principal tenista, mas a situação é bem diferente para o n.º 2. Em 2025, não houve nenhum grande destaque entre os brasileiros, além do jovem de 19 anos.
Thiago Monteiro e Thiago Seyboth Wild costumavam ser os principais nomes do país, mas não tiveram uma boa temporada. Felipe Meligeni chegou a ter bons resultados, mas foi afetado por lesões. João Lucas Reis tem crescido e vai ser confirmado como o novo n.º 2 do Brasil na nova atualização do ranking da ATP, mas não tem experiência na Copa Davis.
Há também Gustavo Heide, que pode ser uma boa opção. No entanto, a decisão irá depender de como os tenistas vão estar nas primeiras semanas de 2026. Uma opção, muito mais ousada, é repetir o que o time feminino fez na BJK Cup e trazer uma promessa.
Nesse caso, a escolha mais lógica seria por Gutão, a maior promessa do masculino. Contudo, esse é um cenário quase improvável, mesmo que já fosse ajudar na experiência que o jovem ganharia.
Ainda, a questão das duplas também pode ser complicada. Rafael Matos e Marcelo Melo anunciaram novos parceiros para 2026, ambos com brasileiros. Orlando Luz e Fernando Romboli, respectivamente, são os novos parceiros. Isso significa que a dupla será diferente na Copa Davis?

Canadá conta com grandes tenistas
Não é só na escolha dos tenistas do Brasil são um problema, mas também os adversários. O Canadá conta com dois top 30, e ambos devem representar o país. Felix Auger-Aliassime chegou a semifinal do ATP Finals desse ano, enquanto Denis Shapovalov é o 23º do ranking.
João Fonseca não teria partida fácil contra nenhum, só que garante um bom desafio. Contudo, e para o segundo brasileiro? Nesse momento, não há um nome brasileiro que apareça e, ao menos na teoria, conseguiria dar uma chance para o Time Brasil contra os canadenses.
Principalmente se for confirmado que os jogos serão em hard indoor.

Calendário também é ruim para o Brasil
A situação fica ainda pior ao lembrar do calendário. A Copa Davis será depois do Australian Open e antes do Golden Swing. João Fonseca defende o título de Buenos Aires, dias depois, e também virá para o Rio Open. Dependendo de como será as disputas no Canadá, o brasileiro estará cansado.
Mas não é só isso, o tenista terá que fazer uma adaptação rápida e brusca da hard indoor para o saibro. Apesar de já ter mostrado que joga bem em quadras de teto fechado, as condições para a terra batida são enormes. Com uma semana, talvez até duas semanas complicadas pela frente, a disputa da Davis complica até isso.
Não só Fonseca, quem quer que seja o raquete 2 também deve vir para a América do Sul. Mesmo que jogue apenas no Rio de Janeiro, já é algo difícil. A situação também se repete com a dupla escolhida.
Em um sorteio onde o Time Brasil podia ter caído para jogar em casa, a sorte realmente não estava do nosso lado.
Foto: André Gemmer/CBT