O Botafogo sofreu com diversos momentos turbulentos em uma temporada que entra para a história pelas frustrações na defesa dos títulos conquistados em 2024, mas ao menos um caminho para 2026 começou a ser trilhado. Depois de muita contestação da torcida por causa das eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores terem ocorrido precocemente, Davide Ancelotti está construindo enfim uma identidade bem definida no alvinegro carioca e isso acabou sendo eficaz na reta final do Brasileirão, com a vitória do Grêmio na 35ª rodada tendo representado o sexto jogo de invencibilidade e a garantia da terceira presença consecutiva no principal torneio continental das Américas.
Botafogo fez um primeiro tempo ideal contra o Grêmio
É importante ressaltar que Ancelotti está construindo essa identidade em meio à problemas sérios na gestão de John Textor e principalmente dificuldades no elenco por acúmulo de lesões e suspensões. Alex Telles, Santi Rodríguez e Chris Ramos estiveram indisponíveis diante do Grêmio e Danilo deixou o campo de jogo no primeiro tempo sentindo dores. Mas apesar disso, o Botafogo foi superior do início ao fim diante do Imortal e controlou as ações envolvendo o seu adversário com boas trocas de passes e rápidos movimentos que confundiram a defesa adversária.
Essa dinâmica consistente permitiu que o primeiro gol fosse apenas questão de tempo, quando Savarino venceu a marcação adversária e acertou a trave, com Artur parando na defesa adversária e finalmente Cuiabano marcando pela terceira vez contra seu ex-time. Quatro minutos depois, Danilo fez arrancada pelo meio e deu um toque na medida para Artur driblar Gustavo Martins e bater no canto de Volpi para quebrar as linhas adversárias e garantir mais um gol para um dos jogadores mais contestados do elenco. O primeiro tempo seguiu de modo perfeito para o Botafogo graças às boas atuações de Savarino e Marlon Freitas sustentando a intensidade com muita velocidade.
Oscilações ainda deixam torcida do Botafogo preocupada
O problema é que mesmo com uma boa identidade sendo construída por Ancelotti e um Botafogo cada vez mais convicto sobre qual a melhor forma de atuar, o time segue abrindo espaços para momentos de irregularidade. Os erros individuais permitiram que André surgisse livre para diminuir o placar para o Grêmio logo no início do segundo tempo, pois Vitinho permitiu que o atacante passasse por trás e Léo Linck demorou em seu tempo de reação.
Tendo ficado restrito à chutes de fora da área depois das alterações, o Botafogo ainda conseguiu marcar seu terceiro gol com Marçal após desvio de David Ricardo aos 37′, mas a tranquilidade não veio por causa do gol cedido ao Grêmio aos 45′, quando o jovem Carlos Vinícius aproveitou a lentidão de Barboza e deu nova esperança ao Imortal, que teve uma chance de ouro desperdiçada no último lance do jogo dentro da grande área.
Justamente essas oscilações que ainda tornam o Botafogo um conjunto não muito confiável sob comando de Davide Ancelotti, mas o clube precisa comemorar o fato de pela primeira vez jogar sua terceira Libertadores seguida, demonstrando ainda capacidade nesta reta final para seguir fazendo gols em busca da vaga para a fase de grupos, aproveitando a instabilidade dos rivais Bahia e Fluminense.
Imagem: AGIF
