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Mbappé completa 10 anos de história no futebol; Confira

O imparável Kylian Mbappé está vivendo um dos seus melhores momentos da carreira, e para abrilhantar ainda mais essa realidade com a camisa 10 do Real Madrid nas costas. Além deste fator, o francês vive um dia especial. Ele celebra dez anos desde sua estreia no profissional. E se você acha que isso é só um número bonito, espere até ouvir a história do garoto que saiu de Bondy, nos subúrbios de Paris, com 12 anos, para brilhar no Mônaco e depois conquistar o mundo.

Tudo começou em 2 de dezembro de 2015, quando Mbappé tinha apenas 16 anos e 347 dias. Ele entrou em campo contra o Caen, substituindo Fabio Coentrão, que passou pelo Real Madrid e agora seria apenas mais um nome na carreira do jovem francês. Com o número 33 nas costas, os primeiros minutos do francês foram breves, mas o suficiente para começar a escrever a sua história. Ali, ele já batia o recorde de Thierry Henry, que estreou com 17 anos.

Um ponto interessante é que, o treinador do Cruzeiro, Leonardo Jardim, na época do Mônaco, se encantou rápido: “Desde o primeiro treino que fez comigo, percebi que não era um talento normal. Nunca tinha visto um garoto aprender tão rápido.” E não era exagero: a promessa era gigante, e se me permitem dizer, Mbappé não decepcionou.

Uma década de números de outro planeta

Em apenas dez anos, Mbappé já fez questão de viver muitas coisas no esporte. Mais de 400 gols marcados, 191 assistências, 555 partidas e ainda campeão do mundo com a França aos 18 anos. Só Pelé conseguiu chegar a 400 gols mais jovem que ele. E se você acha que só de números ele vive, está enganado: cada jogo de Mbappé é um espetáculo à parte, capaz de decidir finais, quebrar defesas e deixar qualquer torcedor com a boca aberta.

No PSG, em sete temporadas, o atacante anotou 256 gols e 110 assistências em 308 jogos. No Mônaco, antes de explodir de vez, já tinha 27 gols e 16 assistências em 60 partidas. A Champions League, no entanto, era um bicho-papão: em 2017, levou o Mônaco às semifinais, mas caiu para a Juventus. Foi nesse período que todos começaram a perceber que Mbappé não era só mais um jovem talento: era um fenômeno.

O dilema Madrid x PSG

Mesmo com tanto talento, Mbappé não foi direto para o Real Madrid. Vadim Vasyliev, presidente do Mônaco na época, sabia que cedo ou tarde ele partiria. E o clube merengue o seguia desde que o garoto passou por Valdebebas e encontrou Zinedine Zidane. Mas Kylian tinha planos próprios: “Sinto que é cedo demais. O Real Madrid vai me esperar. Quero me tornar grande na França primeiro.” E assim, trilhou seu caminho em direção a Paris.

A espera durou mais do que muitos imaginavam. Só depois da segunda temporada, com atuações impressionantes na Champions, que Mbappé se mudou para o PSG ao lado de Neymar, depois encontrando Lionel Messi. A jogada financeira do clube francês, que pagou 180 milhões de euros, mostrou que ele não era só talento: era investimento certo, vindo a ser uma das maiores estrelas do time, mesmo sem conquistar uma Champions League.

Chegada ao Bernabéu e impacto imediato

Mbappé depois de muito esperar, finalmente aterrissou no Real Madrid de forma gratuita, em uma das transferências mais comentadas da história recente. Mais de 80.000 torcedores o receberam em Madrid. No primeiro ano, ganhou Bota de Ouro e Pichichi, mostrando que a espera tinha valido a pena. Agora, na segunda temporada, está em sua melhor forma: 23 gols em 19 partidas, combinando velocidade, precisão e faro de artilheiro. Mas Mbappé não quer só gols: quer títulos. E o Madrid, claro, está disposto a lhe dar esse palco.

Até então, não conquistou títulos, mas existe uma enorme fé sobre o caminho a ser trilhado nesta temporada. Seja na La Liga, Copa do Rei ou até Champions League, só o tempo dirá como as coisas se desencadearão com o time de Xabi Alonso.

De Bondy para o mundo: uma década de magia

A história de Mbappé não é só de números, mas de evolução, escolhas e ambição. De um garoto tímido de Bondy a um ícone global, cada passo foi marcado por disciplina, talento e um toque de ousadia. Dez anos depois do seu primeiro minuto no Mônaco, ele segue mostrando que idade é apenas um número, e que futebol se mede em momentos de magia que ele cria a cada toque na bola.

Hoje, ao voltar a campos como San Mamés, ele não só comemora uma década de carreira, mas também lembra a todos que, se tornou uma enorme estrela do futebol, simplesmente um exemplo a ser seguido, um jogador digno de aplausos, na presença de bastante lenha a ser queimada.

Foto: Javier Soriano/AFP