Barcelona Raphinha
Futebol La Liga UEFA Champions League

Raphinha ganha ritmo e traz com ele o Barcelona; Confira

Qualquer observador diria que tudo foi perfeitamente planejado no Barcelona. Dez minutos diante do Athletic Bilbao em La Liga, mais meia hora contra o Chelsea pela UEFA Champions League (apesar do 3 a 0 no placar) para ganhar ritmo. Depois, participação decisiva contra o Alavés — com duas assistências — e, em seguida, diante do Atlético de Madrid, quando marcou um gol. Raphinha, como admite, terminou exausto, pediu para ser substituído e ainda busca recuperar sua forma física ideal para retomar o desempenho que o levou a somar 34 gols e 26 assistências em 57 partidas na temporada passada. Mas, mesmo antes de atingir o auge, ele já acrescentou uma nova dimensão ao time catalão.

Sem intensidade no segundo tempo contra o PSG, apático no El Clásico e dominado na primeira etapa diante do Chelsea, o Barcelona precisava, urgentemente, de alguém capaz de devolver personalidade aos grandes jogos. Os retornos de Joan García e Pedri, assim como o brilho reacendido de Lamine Yamal, foram importantes. Mas o verdadeiro coração do time culé atende pelo nome de Raphinha. Sua habilidade de ativar a pressão coletiva, de incendiar o Camp Nou como fez na vitória por 3 a 1 sobre o Atlético de Madrid nesta terça-feira, preservou a liderança do Barça em La Liga.

O gol marcado contra o Atlético, mais uma vez fruto de sua entrega, movimentação e busca constante por espaços — em vez de aguardar a bola nos pés — reforça que ele exerce papel de capitão muito além de uma braçadeira. Ele inspira todos ao redor. Raphinha precisa recomeçar no Barcelona. Não apenas fisicamente, após as lesões, mas também em termos de confiança, para redescobrir a forma corajosa que o colocou entre os melhores da Europa na última temporada, embora isso não tenha sido reconhecido na votação da Bola de Ouro.

O pior é que nem mesmo dentro dos próprios Culés ele recebeu o devido valor: ficou de fora da Seleção do Ano da FIFPro — algo incompreensível. O brasileiro demonstrou publicamente sua frustração, mas escolheu o caminho dos grandes. Em vez de se acomodar, decidiu assumir novamente a liderança do time, lutar pelo título da Champions que escapou no passado e também pelo Mundial de Clubes. Com 35 gols, Raphinha já figura entre os cinco maiores artilheiros brasileiros do Barcelona na história de La Liga.

Com profundidade, intensidade, recuperação, movimentação sem bola, arrancadas, visão de jogo, passes e finalizações — além de comprometimento e liderança — Raphinha se tornou indispensável ao Barcelona. Hansi Flick o elogia desde sua reestreia contra o Athletic Bilbao. A sintonia entre ambos é evidente. Basta lembrar duas imagens: a primeira, após a virada épica por 4 a 3 sobre o Celta de Vigo na última temporada, quando marcou nos acréscimos; a segunda, após o duelo de sábado contra o Alavés. Em ambas, treinador e capitão compartilhavam confidências típicas de quem constrói uma relação forte.

Foto: AFP/Getty Images

Raphinha devolve alma ao Barcelona e reacende o ritmo do time na temporada

O Barcelona reencontrou intensidade, profundidade e identidade competitiva no exato momento em que Raphinha readquiriu ritmo. Depois de semanas afastado por lesão, o atacante voltou gradualmente — e, com ele, o Barça passou a atuar de forma mais fluida, vertical e agressiva.

Seu retorno aconteceu em etapas: alguns minutos contra o Athletic Bilbao, meia hora diante do Chelsea, uma atuação mais completa frente ao Alavés — com duas assistências — e, por fim, o protagonismo diante do Atlético de Madrid, jogo em que marcou e comandou o ataque. Mesmo sem estar em sua melhor forma física, trouxe de volta elementos que o time tanto necessitava: ritmo, agressividade, intensidade sem bola, tomada de decisão e um espírito competitivo que contagiou todo o elenco.

Além do impacto técnico, trouxe também o imaterial: movimentações constantes, rupturas em profundidade, pressão coordenada na direita e compromisso tático. O Barcelona, que parecia lento e previsível, voltou a ser dinâmico. Raphinha retornou como líder verdadeiro, mesmo sem braçadeira, transmitindo personalidade nos momentos mais exigentes.

Os números reforçam essa influência. Com ele, o Barcelona acelerou a circulação de bola, voltou a criar superioridades pelo lado direito e se tornou mais perigoso no último terço. Sua presença obriga os adversários a recuar, abrindo espaço para meias e laterais ganharem liberdade.

É possível afirmar que Raphinha vive sua melhor fase desde que chegou ao clube. A maturidade aliada ao entendimento tático o transformou em peça determinante para as ambições culés. Se o Barcelona voltou a voar, é porque o brasileiro recuperou seu próprio ritmo — e reacendeu a alma de um time que se mostrava apagado.

Foto: Getty Images

Raphinha assume protagonismo e conduz o Barcelona na luta pela liderança da La Liga e por posição privilegiada na Champions

No momento decisivo da temporada 2025/26, boa parte das pretensões do Barcelona passa por Raphinha — e pela liderança que exerce dentro e fora de campo. Em alta desde o retorno pós-lesão, o brasileiro se consolidou como peça central na luta pelo bicampeonato de La Liga e por uma vaga direta entre os oito primeiros da Champions League no novo formato de pontos corridos.

O atacante Raphinha é o termômetro do time. Sua profundidade, velocidade nas transições e agressividade próxima à área permitem ao Barça manter ritmo competitivo alto e disputar a liderança ponto a ponto. Sua intensidade, leitura de jogo e capacidade de decidir o tornaram um dos nomes mais influentes do elenco.

Nos últimos jogos recenntes do time catalão, o plano tático é claro: acionar Raphinha em zonas adiantadas, criar superioridade pelo corredor direito e acelerar sempre que ele encontra espaço para conduzir. O impacto é imediato. O Barcelona se torna menos previsível, mais vertical e mais perigoso — especialmente contra defesas fechadas.

Na Champions, que agora exige consistência máxima em todas as rodadas, ele tem sido o jogador mais confiável: cria, finaliza, pressiona e serve como referência emocional para um grupo que oscilou no começo da temporada. Internamente, há consenso de que o brasileiro vive sua fase mais madura no clube. O alinhamento entre seu futebol e as ideias do treinador elevou o patamar coletivo.

Se o Barcelona sonha em dominar novamente a Espanha e se posicionar entre os favoritos ao título da UEFA Champions League, é porque Raphinha recolocou a equipe nos trilhos — e demonstra querer levá-la ainda mais longe.

Foto: Getty Images

Disputa de elite: Raphinha x Rashford pela titularidade no Barcelona

A chegada de Marcus Rashford acendeu uma das disputas mais qualificadas do elenco: a vaga no setor ofensivo que atua pelo lado esquerdo e se conecta com o meio criativo. Surge, então, a pergunta inevitável: Raphinha conseguirá manter a titularidade diante de um concorrente de peso mundial?

No atual cenário, o brasileiro larga na frente. Raphinha vive uma das fases mais sólidas desde sua chegada, combinando intensidade, disciplina tática, assistências e gols decisivos. Seu entendimento do modelo de jogo, especialmente pelas dinâmicas do lado direito, faz dele peça estrutural. Sua maior força não é apenas o brilho individual, mas a regularidade — algo valorizado pela comissão técnica.

Rashford oferece um perfil distinto: explosão física, condução longa, capacidade de ruptura e versatilidade para atuar aberto ou como referência móvel. O inglês amplia o repertório ofensivo e adiciona profundidade ao elenco, sobretudo em jogos que pedem mais velocidade. Mas ainda se adapta ao estilo catalão, mais posicional e menos caótico do que o de sua antiga equipe.

A escolha tende a variar conforme o adversário e o contexto. Partidas que exigem controle e paciência favorecem Raphinha; confrontos de transição rápida podem destacar Rashford. A temporada longa exige rotação — e isso beneficia ambos.

Hoje, Raphinha mantém a posição com autoridade. Mas Rashford tem talento suficiente para alterar o cenário rapidamente. A disputa promete ser uma das mais empolgantes do ano — e, para o Barcelona, um ótimo problema.

(Foto: Getty Images)