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Manchester City reforça o meio-campo, mas esquece um reserva para Haaland?

O Manchester City encerrou a janela de transferências de verão de 2026 com uma das maiores reformulações de elenco de sua história recente. O clube investiu pesado no meio-campo e reforçou outros setores, buscando manter a competitividade em todas as frentes. No entanto, a movimentação também deixou uma questão importante em aberto: quem será a alternativa confiável para Erling Haaland quando o norueguês não estiver disponível? Apesar dos investimentos, a ausência de um substituto natural para o centroavante pode representar uma vulnerabilidade significativa ao longo da temporada.

A resposta, pelo menos no desenho atual do elenco, parece ser não. Segundo a análise da BBC, o Manchester City gastou cerca de 458 milhões de libras na janela, estabelecendo um novo recorde de investimento de um clube da Premier League em um único mercado. A principal transformação ocorreu no meio-campo, setor que passou por uma renovação profunda após as saídas de jogadores importantes. Enzo Fernández chegou do Chelsea por 125 milhões de libras, valor que igualou o recorde britânico, enquanto Elliot Anderson foi contratado por 116 milhões de libras. O jovem Ayyoub Bouaddi também desembarcou no Etihad por aproximadamente 86 milhões de libras.

Essas contratações mostram claramente a estratégia adotada pelo novo técnico Enzo Maresca e pelo diretor de futebol Hugo Viana: reconstruir o elenco para abrir um novo ciclo depois da saída de Pep Guardiola. A reformulação no Manchester City não ficou restrita ao meio-campo, já que o clube também incorporou nomes como Iliman Ndiaye, Antoine Semenyo, Marc Guéhi e outros jogadores capazes de ampliar as opções do treinador italiano nesta temporada. O resultado é um grupo mais profundo e versátil, com alternativas em praticamente todos os setores.

O problema no elenco dos Citizens está justamente na posição mais decisiva do ataque. Haaland continua sendo a principal referência ofensiva do Manchester City e, no elenco divulgado pelo próprio clube para a temporada 2026/27, aparece como o único centroavante de origem claramente estabelecido. Omar Marmoush também está listado entre os atacantes e pode oferecer mobilidade, velocidade e soluções diferentes, mas não representa necessariamente uma reposição de características idênticas às do norueguês. A ausência de um reserva especializado pode se tornar uma preocupação importante durante uma temporada longa e exigente.

Isso cria uma situação curiosa. O Manchester City foi extremamente agressivo para reconstruir seu meio-campo, mas terminou o mercado sem contratar um reserva especializado para Haaland. A decisão pode funcionar caso o norueguês permaneça saudável durante a maior parte da temporada. Porém, diante de uma ausência prolongada, Maresca poderá precisar adaptar Marmoush para atuar centralizado ou apostar em uma formação sem um centroavante tradicional. Essa falta de uma alternativa direta pode limitar as opções ofensivas do treinador em momentos decisivos da temporada.

A questão ganha ainda mais importância porque o Manchester City disputa Premier League, Champions League, FA Cup e Carabao Cup, formando um calendário potencialmente pesado e com poucas oportunidades para preservar Haaland. O clube iniciou a temporada utilizando o norueguês como principal referência ofensiva, enquanto Marmoush aparece como uma das alternativas no banco. A falta de um substituto especializado, portanto, pode representar um risco significativo, especialmente durante períodos de jogos consecutivos e decisões importantes em diferentes competições ao longo da temporada.

Por outro lado, a escolha também pode ser interpretada como uma aposta na versatilidade. O Manchester City ampliou significativamente sua capacidade de criação e chegada ao ataque, enquanto Enzo Fernández, Rayan Cherki, Phil Foden, Jérémy Doku, Antoine Semenyo e Omar Marmoush podem dividir melhor a responsabilidade ofensiva. Em uma equipe que pretende controlar as partidas pela posse de bola e qualidade técnica, a ausência de um segundo Haaland não significa necessariamente falta de gols. A força coletiva pode compensar a dependência de um centroavante.

Ainda assim, existe no Manchester City uma diferença entre ter jogadores capazes de atuar no ataque e contar com um verdadeiro substituto para o principal goleador. Haaland continua sendo o jogador mais valorizado do elenco no Fantasy Premier League, com preço recorde de 15,5 milhões de libras, reflexo direto de sua importância ofensiva. Sua capacidade de marcar, ocupar os espaços e transformar oportunidades em gols faz dele uma peça difícil de substituir. Por isso, qualquer ausência prolongada poderá exigir soluções coletivas para manter o poder de fogo da equipe.

Por fim, o grande paradoxo do Manchester City após uma janela de 458 milhões de libras é evidente: o clube reconstruiu profundamente o meio-campo, fortaleceu diferentes setores e apostou em um elenco mais jovem e versátil, mas deixou uma possível lacuna justamente atrás de seu atacante mais importante. Se Haaland permanecer disponível, essa decisão poderá parecer perfeitamente administrável. Caso contrário, a falta de um reserva natural poderá transformar uma das maiores forças do novo City em uma vulnerabilidade durante a longa temporada 2026/27.

Foto: Getty Images

Como o Manchester City fortaleceu o meio-campo na temporada 2026/27 para a disputa da Premier League e da UEFA Champions League

Em busca de manter sua competitividade, o Manchester City iniciou a temporada 2026/27 com uma reformulação profunda no meio-campo, setor que passou a ser tratado como uma das prioridades da nova era comandada por Enzo Maresca. Depois de anos marcados pela influência de Rodri e Kevin De Bruyne, os Citizens buscaram renovar a estrutura da equipe com jogadores capazes de combinar qualidade técnica, intensidade, criatividade e potencial de longo prazo para sustentar a disputa pela Premier League e pela UEFA Champions League.

Entre as principais novidades está Enzo Fernández, contratado do Chelsea em um acordo de cinco anos que o mantém no Etihad até 2031. Aos 25 anos, o argentino chega com experiência de alto nível, título mundial pela Argentina e uma trajetória consolidada na Premier League. O próprio Manchester City o descreve como um meio-campista completo, versátil e tecnicamente preparado tanto para controlar a posse quanto para acelerar o jogo. Na temporada 2025/26 pelo Chelsea, Enzo marcou 15 gols e deu sete assistências em 54 partidas, números que reforçam sua capacidade de contribuir também ofensivamente.

Elliot Anderson representa outra peça importante dessa reconstrução. O inglês, contratado do Nottingham Forest por cinco anos, chega aos 23 anos depois de se destacar pela intensidade, capacidade de marcação e qualidade nos passes. Na última Premier League, foi o meio-campista com mais passes completos, 2.080, além de ter registrado 3.300 toques na bola e 104 desarmes. Para o City, sua capacidade de atuar como um jogador box-to-box oferece uma característica diferente para o novo meio-campo.

A aposta mais voltada para o futuro é Ayyoub Bouaddi. O marroquino de apenas 18 anos deixou o Lille e assinou contrato até 2031. Considerado uma das grandes promessas de sua geração, ele chega ao futebol inglês depois de acumular 96 partidas pelo clube francês e oito jogos pela seleção do Marrocos, incluindo uma participação de destaque na Copa do Mundo de 2026. Sua inteligência tática e capacidade de atuar como volante ampliam as possibilidades de Maresca.

A reformulação ganha ainda mais significado porque o City também perdeu jogadores importantes. Rodri deixou de ser a referência do setor, enquanto Kevin De Bruyne já havia encerrado seu ciclo no clube, e Tijjani Reijnders, contratado justamente para ajudar nessa transição, também saiu após apenas uma temporada, transferindo-se para o Al Qadsiah. Reijnders fez 50 partidas e marcou sete gols pelo City antes da saída.

Assim, Enzo Fernández, Anderson e Bouaddi chegam aos Citizens com a missão de ajudar a construir o próximo grande meio-campo do clube. Mais do que simplesmente substituir nomes históricos, o desafio será formar uma nova identidade capaz de manter o Manchester City competitivo na Premier League e na Champions League durante uma temporada que marca o início de um novo ciclo no Etihad.

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Será que o Manchester City manterá a mesma espinha dorsal nos últimos anos?

O Manchester City entrou na temporada 2026/27 diante de uma transformação que vai muito além da troca no comando técnico. A equipe iniciou um novo ciclo sob Enzo Maresca e precisou reconstruir uma espinha dorsal que, durante os últimos anos, esteve diretamente associada a nomes como Rodri e Kevin De Bruyne. Com ambos fora do clube, os Citizens passaram a depender de uma nova geração para preservar a competitividade na Premier League e na UEFA Champions League.

A mudança ficou especialmente evidente no meio-campo. Enzo Fernández chegou do Chelsea por 125 milhões de libras, em uma transferência que igualou o recorde britânico. Aos 25 anos, o argentino traz experiência internacional, capacidade de organização e presença ofensiva, além de já conhecer profundamente a intensidade da Premier League. Sua contratação representa uma das maiores apostas do City para iniciar a reconstrução do setor.

Já Elliot Anderson também desembarcou como peça importante dessa renovação. Contratado por cerca de 116 milhões de libras, o meio-campista inglês acrescenta intensidade, capacidade de pressão e força para percorrer diferentes zonas do campo. Ao lado de Enzo, Anderson deverá ajudar a estabelecer uma nova identidade para um setor que perdeu referências históricas. A aposta de longo prazo é Ayyoub Bouaddi. O jovem marroquino, contratado do Lille aos 18 anos, representa o projeto de futuro do Manchester City. Enzo Maresca, inclusive, pediu paciência com o jogador, ressaltando que sua adaptação ao futebol inglês deverá acontecer gradualmente.

A reconstrução também acontece porque Tijjani Reijnders, que havia chegado para participar dessa transição, deixou o clube depois de apenas uma temporada. Dessa forma, o City precisou reformular novamente o setor, enquanto jogadores que permaneceram, como Mateo Kovacic, Nico González e Phil Foden, passam a ter responsabilidades ainda maiores.

Portanto, é difícil afirmar que o Manchester City manterá a mesma espinha dorsal dos últimos anos. A estrutura competitiva continua, mas os pilares mudaram. A nova temporada representa justamente a tentativa de transformar Enzo Fernández, Anderson, Bouaddi e os remanescentes em uma nova base capaz de sustentar o clube na Premier League e na Champions League. A primeira colocação após duas rodadas, com seis pontos, indica um começo positivo, mas a verdadeira prova dessa nova espinha dorsal virá com o calendário europeu e a sequência de jogos decisivos.

(Foto: Getty Images)