Van Dijk
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Van Dijk luta contra queda de rendimento e é sombra do que foi; Confira

Antes de Virgil van Dijk, os holofotes que antes recaíam sobre uma lenda mundial do Liverpool se deslocaram para outro protagonista na noite tensa vivida em Anfield. Mohamed Salah, criticado pela queda de rendimento nesta temporada, voltou a começar no banco pela segunda vez consecutiva na Premier League, desta vez contra o Sunderland, na quarta-feira. Contudo, foi o capitão holandês — um dos maiores baluartes defensivos da história recente do clube — quem acabou no centro das atenções após um desempenho preocupante no empate por 1 a 1.

Aos 34 anos de idade, Van Dijk, assim como Salah, de 33, firmou no último verão europeu um contrato renovado e bastante lucrativo por mais duas temporadas — movimento que o Liverpool tratou com naturalidade, apesar da idade avançada de uma dupla já muito mais próxima do fim do que do início da carreira. A renovação foi celebrada, mas a dura realidade agora se impõe: o nível dos dois caiu de forma acentuada em uma temporada decepcionante sob o comando de Arne Slot.

Somado a isso, o Liverpool tem exibido fragilidades defensivas desde a chegada de Slot e desde o início da reformulação de 450 milhões de libras conduzida pela equipe de recrutamento — investimento que, até o momento, está longe de gerar os resultados esperados. Paralelamente, Van Dijk perdeu parte da aura de invencibilidade que carregava desde a sua transferência de 75 milhões de libras do Southampton, em janeiro de 2018. Seu rendimento recente também tem sido prejudicado pela má fase do parceiro de defesa, Ibrahima Konaté, e pela dificuldade de Milos Kerkez em se firmar na lateral esquerda.

Ainda assim, o próprio Van Dijk tem cometido erros incomuns. Um deles resultou no pênalti que abriu caminho para a derrota por 4 a 1 diante do PSV Eindhoven, na fase de grupos da Champions League, em uma jogada marcada por nervosismo. A fragilidade reapareceu contra o Sunderland, quando Chemsdine Talbi abriu o placar: Van Dijk perdeu a bola, recuou sem agressividade e virou as costas para um chute de 25 jardas que desviou nele antes de entrar, tirando Alisson da jogada.

Para um zagueiro de calibre tão reconhecido, é estranho notar o hábito de virar o corpo para evitar o impacto da bola — comportamento que, por vezes, prejudica o próprio Liverpool. Embora o lance tenha tido seu componente de azar, a jogada só aconteceu pela falta de decisão do defensor, que Talbi soube aproveitar. Assim como Salah, Van Dijk não deve ser descartado após conquistar dois títulos da Premier League, uma Champions League, uma Copa da Inglaterra e duas Copas da Liga em uma carreira brilhante nos Reds.

O problema é que, nesta temporada, Van Dijk tem sido apenas uma sombra do jogador dominante que sempre foi, desde sua chegada ao Liverpool. Suas estatísticas mostram números mais baixos em recuperações, desarmes e interceptações — todos inferiores aos da última temporada. E ainda que a liderança não devesse ser responsabilidade exclusiva do capitão em um elenco experiente, ela fez falta nesta partida: ninguém conseguiu inspirar uma equipe que novamente pareceu desorientada.

A atuação apagada de Van Dijk — que terminou improvisado como atacante nos minutos finais — espelhou o desempenho fraco do Liverpool, reforçando a impressão de que a vitória sobre o West Ham, no domingo, foi muito mais exceção do que regra. Arne Slot manteve a base da equipe que havia encerrado a sequência de nove derrotas em 12 jogos no Estádio de Londres, com Salah novamente iniciando no banco. O egípcio entrou no segundo tempo, sob expectativa da torcida no Kop de que pudesse mudar o jogo.

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Virgil van Dijk vive fase difícil no Liverpool e é apontado como sombra do que já foi

O capitão dos Reds atravessa aquela que pode ser considerada a queda de rendimento mais evidente de sua trajetória no clube — a ponto de ser descrito por analistas como “uma versão pálida de seu eu dominante”.

Mesmo atuando frequentemente os 90 minutos, Van Dijk tem sido alvo constante de críticas. A fragilidade defensiva do Liverpool nas últimas rodadas expõe falhas que muitos atribuem à sua liderança e ao declínio em sua leitura de jogo.

Após a derrota por 3 a 0 para o Nottingham Forest, em Anfield, ele foi duro nas palavras, cobrando comprometimento e reconhecendo que tanto ele quanto o time decepcionaram Arne Slot.

O próprio jogador já admitiu que o grupo vive um momento de “caos” — e que é preciso encarar a realidade para reagir. No entanto, essa cobrança interna ainda não foi suficiente para que ele reconquiste a consistência que marcou seus melhores anos no clube.

Apesar disso, ninguém dentro do Liverpool o considera descartável. Porém, como observou um recente artigo sobre sua situação, Van Dijk está distante do zagueiro imponente que redefiniu o patamar defensivo do time.

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Van Dijk busca retomar forma e liderança no Liverpool — com trabalho, união e mudança de mentalidade

Desde o início da temporada 2025/26, Van Dijk enfrenta um cenário incomum: o time não corresponde defensivamente e, há nove jogos na Premier League, não sai de campo sem sofrer gols. O capitão aparece recorrentemente como alvo de críticas.

Mesmo assim, ele evita desculpas. Depois do revés diante do Brentford, afirmou que “não adianta falar muito — precisamos agir”. Para ele, o caminho rumo à recuperação passa por três pilares: trabalho árduo, coesão do elenco e foco coletivo.

Nos bastidores, Van Dijk tenta liderar com exemplo. Reconhece que a adaptação de novos jogadores e a saída de peças importantes criaram instabilidade, mas insiste que isso não pode ser usado como justificativa.

O componente emocional de sua liderança também tem peso: trata-se de responsabilizar o grupo, enfatizar a importância da humildade e lembrar que o renascimento exige autocrítica e determinação. Ele mantém a convicção de que o talento do elenco e a estrutura do clube ainda sustentam a esperança de recuperação — desde que haja disciplina e consistência.

No fim das contas, Van Dijk encara a má fase no Liverpool como uma chance de recomeço: assume suas falhas, reforça a necessidade de mudanças internas e pressiona seus companheiros por uma reação definitiva. A expectativa é a de que seu papel de líder, combinado à maior união do elenco, devolva ao Liverpool a solidez e a regularidade que sempre foram sua marca.

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Van Dijk e Konaté: a busca por segurança na zaga dos Reds

No momento em que Van Dijk tenta recuperar a firmeza que o consagrou, sua parceria com Ibrahima Konaté surge como elemento essencial para reequilibrar a defesa dos Reds. Quando atuam juntos com frequência, ambos formam uma das duplas mais intensas da liga em disputas aéreas e situações de desarme, unindo experiência e força física em um bloco defensivo confiável.

Van Dijk funciona como o “cérebro” da zaga: orienta o posicionamento, ajusta a pressão e inicia transições ofensivas com passes longos e precisos, garantindo compactação e controle territorial. Konaté, com sua velocidade e potência, complementa esse estilo, permitindo ao time lidar com atacantes rápidos e fechar espaços às costas da defesa.

O francês reconhece que evoluiu muito ao lado do veterano e o trata como referência. Essa relação de aprendizado e respeito se traduz em confiança não só na dupla, mas em toda a linha defensiva. Mesmo com as oscilações recentes, os números mostram que o Liverpool é mais confiável quando ambos estão em campo — sofre menos gols e demonstra mais estabilidade. Isso reforça a ideia de que, apesar das turbulências, a dupla Van Dijk-Konaté ainda é um dos pilares do time.

Para Van Dijk, o desafio vai além da recuperação pessoal: trata-se de reconstruir, junto de Konaté, uma muralha capaz de devolver segurança ao Liverpool. O equilíbrio entre experiência e juventude, leitura de jogo e intensidade física, continua sendo a aposta para manter a defesa entre as mais fortes da Premier League.

(Foto: Getty Images)