Khamzat Chimaev se tornou campeão dos médios em agosto de 2025, no UFC 319, ao destronar Dricus Du Plessis com domínio absoluto do início ao fim. Até o momento, não há luta marcada para sua defesa de cinturão e o checheno tem sido bastante vocal sobre seus planos no octógono. Embora tenha citado possíveis rivais para seu reinado entre os médios, Chimaev claramente não parece muito empolgado — e já mira uma subida de divisão.
Possíveis rivais sem brilho para Chimaev
Em entrevista à ESPN MMA, Chimaev listou nomes como Nassourdine Imavov, Sean Strickland e Anthony Hernandez dentre possíveis adversários. “Tem o Imavov, tem o (Sean) Strickland, o (Anthony) Hernandez, quem quer que seja”, disse ele, antes de completar: “Vejo todos eles com cheques altos, muito dinheiro. Essas lutas não me empolgam, mas preciso fazer meu trabalho. Preciso ganhar dinheiro, mas se tiver um nome de peso para ganhar ainda mais, aí sim ficarei empolgado.”
Em outra declaração, afirmou: “Há muitos outros caras também. Strickland venceu ele (Imavov), então talvez eles possam fazer uma luta ou eu lute contra Strickland. Posso lutar contra (Reinier) de Ridder, ou sei lá. Qualquer um”. As opções na divisão dos médios existem, mas para Chimaev nenhuma pareceria à altura de suas ambições agora que ele alcançou o topo. Parece difícil imaginar que qualquer desses nomes gere o mesmo interesse ou desafio que ele busca.
Desânimo compreensível e a real ambição
Esse desânimo de Chimaev soa compreensível. Ele conquistou o cinturão de forma dominante e se encontra em posição de força, mas o panorama de rivais no peso médio simplesmente não o estimula. Não se trata de falta de adversários, mas de ausência de oponentes com o “peso” ideal — seja de desafio, prestígio, nome ou repercussão — para corresponder ao que ele visualiza como grande combate.
Por isso, sua prioridade já está definida: subir para os meio-pesados. Conforme ele mesmo reafirmou recentemente, “um título de defesa e depois subo uma categoria”. A intenção por trás dessa mudança vai além de acumular cinturões; é sobre buscar “superlutas”, maiores impactos e claro, maiores recompensas.
O alvo: Alex Pereira
O nome que Chimaev mais tem perseguido é o de Alex Pereira, atual campeão dos meio-pesados. Em uma entrevista recente, ele declarou que “gostaria muito de lutar por esse segundo cinturão”. Na visão dele, Poatan representa o adversário ideal para marcar sua transição de divisão.
Chimaev não ignora os pontos fortes de Poatan, especialmente seu poder de nocaute e histórico de transição entre categorias. Mas reforça que seu wrestling e controle no chão, suas principais armas, jamais o deixaram “em desvantagem” contra o brasileiro. A mudança, portanto, não seria um salto por salto: seria um passo estratégico, moldado para maximizar sua visibilidade.
Uma ambição que interessa também ao UFC
A ambição de Chimaev não é relevante apenas para sua própria carreira. Para a promoção e para os fãs, existe um apelo claro. Sua eventual ascensão a meio-pesados poderia reaquecer a divisão, trazer rivalidades de alto impacto e talvez até colocar em cheque o reinado de Pereira. E isso, sem dúvida, desperta o interesse de quem acompanha o UFC com atenção — que busca combates que combinem técnica, rivalidade e repercussão.
Se Chimaev concretizar essa ambição, não será apenas mais um lutador trocando de categoria; pode ser o início de um novo capítulo — tanto para ele quanto para toda a organização. A promessa de grandes lutas, de disputas de cinturão e de MMA de alto nível ganha força. Ainda resta saber se a troca de cinturão será rápida, mas a determinação e a estratégia do checheno deixam claro que a próxima escalada já está em curso.
Foto: Geoff Stellfox/Getty Images