O Flamengo chegou muito próximo de conquistar o mundo de novo e apenas uma disputa por pênaltis separou o Mengão de mais um título histórico em sua galeria impressionante de troféus. Com o empate por 1-1 no tempo regulamentar/prorrogação e placar de 2-1 na cobrança por pênaltis na final do Mundial de Clubes, o PSG conquistou o seu sexto título no ano e fechou um 2025 histórico para um dos clubes mais bem sucedidos do mundo na atualidade. Ainda assim, o rubro-negro merece apenas elogios por ter chegado tão longe e ter feito um confronto de igual para igual contra os atuais campeões europeus e vice-campeões da Copa do Mundo de Clubes.
Nem mesmo o nervosismo aparente na disputa por pênaltis (aliado à um cansaço físico de 78 jogos disputados na temporada) coloca uma mancha no desempenho espetacular que o Flamengo teve no Mundial de Clubes, com vitórias muito assertivas sobre Cruz Azul e Pyramids após ter vencido uma maratona física e emocionalmente desgastantes para conquistar o Brasileirão e a Libertadores. O torcedor por até ficar frustrado com a falta do título, mas jamais triste ou infeliz depois de um ano especial que consolidou o Mengão um clube muito mais próximo dos europeus do que de seus rivais sul-americanos.
Existe uma teoria de que o torcedor do Flamengo adota uma soberba maior do que seus rivais quando vive um momento de glória, mas desta vez não podemos subestimar o poder financeiro e técnico que o principal clube do Brasil construiu, uma máquina de vencer que será nutrida à longo prazo caso não haja reações fortes de seus principais rivais (algo que parece distante, considerando a confusão que marcou a reunião do Conselho Deliberativo do Palmeiras).
Entenda como o Flamengo se comportou diante do PSG
Com um 4-4-2 (com liberdade para extremos e meias), o PSG impôs pressão logo na saída de bola do Flamengo, dificultando a construção desde trás. Essa pressão permitiu recuperar bolas em zonas altas e criar chances no início da partida. Kvaratskhelia e laterais como Nuno Mendes buscaram largura e profundidade, equilibrando posses longas e passes verticais, enquanto João Neves, Vitinha, Fabián Ruiz e a movimentação de meias deram condições para o time de Luis Enrique procurar lançar passes que rompem linhas, tentando gerar superioridade numérica nas zonas intermediárias.
Enquanto isso, o Flamengo entrou com um 4-3-3 se posicionando com linhas próximas para reduzir espaço entre setor defensivo e meio de campo, obrigando os franceses à buscarem passes laterais e cruzamentos pouco produtivos. Quando recuperava a bola, o Mengão tentou ligar rapidamente os contragolpes, principalmente usando Plata e Bruno Henrique nas costas da defesa parisiense. A pressão pela amplitude e pelos laterais resultou na penalidade a favor do Flamengo, que Jorginho converteu com frieza, mudando sua formação para um 4-4-2 deste momento em diante.
Mesmo que não tenha conseguido a vitória antes dos pênaltis, o Flamengo limitou o poder de criação do PSG de forma muito inteligente e teve três chances claras de vencer o Intercontinental ainda dentro dos 90 minutos na reta final do segundo tempo, mostrando como a organização e a estratégia de um técnico pode ser eficiente para se moldar ao adversário, sem abrir mão de seu estilo. O Flamengo é literalmente um “europeu infiltrado” na América do Sul atualmente.
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