O Atlético-MG certamente atravessou uma de suas temporadas mais longas de sua existência, com o torcedor precisando sempre neutralizar suas expectativas indo da euforia às decepções durante o ano inteiro. No entanto, mesmo que uma taça tenha sido levantada no primeiro semestre, 2025 ficará marcado por uma decepção gigantesca devido ao vice-campeonato da Sul-Americana e de uma pífia campanha no Brasileirão, chegando inacreditavelmente pelo segundo ano consecutivo até a última rodada com chances matemáticas de rebaixamento.
Atlético-MG deu show no estadual, mas decepcionou no Brasileirão
Sob comando do técnico Cuca, o Atlético-MG novamente deixou seu torcedor empolgado no início da temporada devido ao forte desempenho no Campeonato Mineiro, estadual que ficou bastante acostumado a ganhar nos últimos anos.
Adotando postura ofensiva contra adversários mais frágeis tecnicamente, o Galo conseguiu superar o novo e desafiador regulamento da fase inicial e mais uma vez não precisou enfrentar o Cruzeiro em uma decisão, pois a Raposa tropeçou no América-MG, time que não ofereceu resistência na decisão e acabou sendo goleado ainda no primeiro jogo.
Em relação ao Brasileirão, o Atlético-MG desde o início da competição ficou longe do esperado desempenho e jamais figurou-se na parte de cima da tabela com consistência. A diretoria tinha planos para que o Galo alcançasse ao menos a fase preliminar da Libertadores em 6º lugar, mas o fechamento ocorrido apenas na 11ª posição resultou em mais uma temporada de decepções.
O retrospecto negativo no campeonato nacional (enquanto o rival brigava pelo título) também foi determinante para a demissão do técnico Cuca, que ficou muito distante de alcançar sucesso semelhante em relação à sua última passagem pelo clube, com um estilo de jogo muito conhecido pelos adversários e elenco diferente em relação aos anos vitoriosos.
Da Glória ao Inferno: Copa do Brasil foi amarga para o Atlético-MG
Deixamos um espaço separado para destacar o desempenho do Atlético-MG nas Copas, onde o Galo concentrou todos os seus esforços na temporada. Iniciando desde a primeira fase, o Galo não teve dificuldades ao eliminar Tocantinópolis, Manaus e Maringá nas fases iniciais, mas o duelo contra o Flamengo nas oitavas de final ficou na memória do torcedor, com uma disputa por pênaltis na Arena MRV tendo provocado a eliminação do grande favorito.
O problema foi o azar que o Galo deu no sorteio, com o rival Cruzeiro sendo o adversário nas quartas de final. Depois de derrota no jogo de ida, Cuca foi demitido e Jorge Sampaoli assumiu o comando para o jogo de volta, em mais uma tentativa desesperada da diretoria do Atlético-MG em apostar no sentimento nostálgico, mas o resultado agregado de 4 a 0 mostrou a diferença entre os times naquele momento.
Copa Sul-Americana e a frustração pela derrota na final
Apesar de eliminação para o seu maior rival e uma campanha péssima no Brasileirão, nenhuma frustração na temporada superou a final da Copa Sul-Americana. O torneio foi levado à sério desde a fase de grupos pela diretoria do Atlético-MG e seus técnicos, dando mais valor à competição internacional do que os demais brasileiros.
Depois de eliminar Bucaramanga, Godoy Cruz (ARG), Bolívar (BOL) e Independiente del Valle (EQU) no mata-mata, o Galo chegou à final. Mais de 10 mil torcedores viajaram para a decisão e milhares estiveram mobilizados acreditando no favoritismo do Atlético-MG, mas a estratégia bem assertiva do Lanús e as falhas individuais nas tomadas de decisão impediram que o Galo ficasse com o título e a vaga na próxima Libertadores, comprometendo o planejamento de 2026.
Imagem: Conmebol