Joan García Barcelona
Futebol La Liga

Joan García se consolida como goleiro de alto nível do Barcelona

Qualquer mudança na equipe titular que conquista um título nacional é visto com desconfiança pela torcida, e o Barcelona passou por isso quando resolveu apostar em Joan García como um nome do futuro para substituir Wojciech Szczęsny e o veterano Ter Stegen, que segue buscando alguma forma de seguir atuando no futebol e pode se mudar para o Girona via empréstimo. No entanto, o excelente desempenho diante do Espanyol mostra que o Barça acertou em cheio ao executar essa mudança e mostrar que está corretamente alinhado com as tendências de La Liga.

Quis o destino inclusive que a grande atuação de Joan García acontecesse justamente contra o seu ex-time, pois o RCDE Stadium foi a casa do goleiro desde os 15 anos antes que o Barcelona fosse no mercado e pagasse sua cláusula de rescisão de € 25 milhões. Os torcedores do Espanyol não gostaram e se sentiram traídos depois de verem o principal responsável por evitar o rebaixamento deixar o clube, e houve mobilização desde então para que o jovem de 24 anos sentisse um ambiente bem hostil quando chegasse esta partida.

No primeiro jogo após a pausa de Natal, o retorno de García à sua antiga casa e as expectativas sobre a recepção que ele receberia foram um tema que ocupou horas de discussão em mesas-redondas que lidam com o futebol europeu. O jogo inclusive trouxe um ambiente adicional de segurança, pois redes foram colocadas atrás dos dois gols para impedir que objetos fossem arremessados  Até mesmo a tradicional manifestação do arremesso de bichos de pelúcia para a caridade foi cancelado.

Joan García mostrou que está preparado para jogos grandes

Todo o clima hostil do pré-jogo acabou se confirmando antes mesmo da bola rolar, pois todas as medidas de segurança não impediram que ratos empalhados, notas falsas com o rosto do jogador e cânticos contra Joan García fossem ouvidos em todo o estádio. No momento do aquecimento, o goleiro precisou ouvir vaias absurdas, as quais foram repetidas a cada toque na bola. Contudo, García transformou essa reação hostil em combustível para o melhor desempenho de sua carreira.

Ao todo foram seis defesas difíceis. A primeira defesa foi uma declaração de intenções e aconteceu aos 19 minutos. Edu Exposito passou a bola para Roberto Fernández, que ficou cara a cara com o goleiro. O atacante do Espanyol chutou no 1v1, e García defendeu a bola, que permaneceu dentro da área. Percebendo que não conseguiria alcançar o rebote e que Pere Milla se aproximava, García empurrou o jogador mais próximo, Gerard Martín, em direção à bola para impedir o chute de Milla. Martín caiu no chão, usando o corpo como escudo e impedindo que Milla finalizasse a gol.

Depois, Milla cabeceou à queima-roupa, a apenas dois metros do goleiro, que desviou a bola com a ponta dos dedos. No segundo tempo, Marin chutou com pouco ângulo e parou em mais uma bela defesa de Joan García. Em outro lance de impacto, Fernández driblou o goleiro e parecia pronto para marcar, mas García impediu com o tento com os pés de forma sensacional. A quinta defesa veio com as mãos esticadas mesmo caído no chão para evitar o gol de Eric García. Por fim, um chute colocado de Carlos Romero parou em Joan García, que fez o jogo de sua vida.

Imagem: AFP