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São Paulo inicia 2026 com resultado trágico e péssimas perspectivas no Paulistão

O São Paulo foi um dos clubes que encerrou o ano de 2025 com o pior astral possível devido às infinitas quantidades de lesões interferindo no elenco e principalmente por conta das questões extracampo influenciando a política do clube. Sem a vaga na Copa Libertadores, a crise acabou piorando, levantou novos escândalos e colocou o Tricolor Paulista em uma espiral negativa que seria amenizada caso a estreia o time no Campeonato Paulista trouxesse alguma notícia positiva. No entanto, o que foi visto dentro de campo diante do Mirassol serviu apenas para agravar uma crise que parece insustentável e com longo período de sangria ainda por vir.

A derrota diante de um dos clubes mais organizados do futebol brasileiro na atualidade foi bem além dos 3 a 0, mostrou a diferença de potencial que clubes podem alcançar dependendo de suas gestões em diversas esferas. O Tricolor Paulista passou um recado muito negativo, com jogadores desmotivados e prontos para abandonarem o “barco” na primeira oportunidade possível, em meio às reportagens praticamente diárias sobre os problemas do clube.

Como explicar o domínio do Mirassol sobre o São Paulo?

O técnico Rafael Guanaes montou um plano de jogo baseado em pressionar alto, com a missão de asfixiar o adversário. Desta forma, o time mandante se impôs sobre o São Paulo e impediu que os comandados de Hernán Crespo conseguissem trabalhar bem a saída de bola, explorando a lentidão dos zagueiros tricolores. Um exemplo disso foi justamente o segundo gol nasceu marcado pelo Mirassol, quando Ferraresi hesitou em uma saída curta, Alesson roubou a bola e gerou o lance que terminou no gol contra de Alan Franco.

Diferente do São Paulo, que teve 63% de posse, o Mirassol foi objetivo. Com apenas 37% de posse, finalizou quase o mesmo número de vezes (10 contra 12), mas com muito mais perigo real. Como se não bastasse, a “lei do ex” tática funcionou com Shaylon. Atuando como um meia livre, ele flutuou entre as linhas de marcação do São Paulo (que usava um 4-3-3 que muitas vezes virava 3-4-3). Outro destaque consistiu no estreante Lucas Mugni, que apareceu como “elemento infiltrado” para conferir o rebote da trave no lance do primeiro gol, enquanto os volantes do São Paulo apenas observavam a jogada.

Podemos até dizer que houve uma tentativa do Tricolor em tentar controlar as ações do jogo, mas as tentativas foram todas em vão. Nicolas Bosshardt e Cédric Soares não conseguiram dar a amplitude necessária para abrir a defesa compacta do Mirassol, e sempre que perdia a bola, o Tricolor ficava bem exposto. A expulsão de Maik Gomes aos 37′ do segundo tempo foi o reflexo dessa desorganização, forçando faltas táticas para parar contra-ataques que já eram fatais.

São Paulo pode ser rebaixado no Brasileirão?

Não podemos fazer previsões alarmistas e precipitadas depois de apenas um jogo da temporada, mas não foram poucos os torcedores que começaram a temer até mesmo por um eventual rebaixamento no Campeonato Paulista, que está com um formato mais desafiador e colocará “na parede” os grandes clubes, principalmente quando tivermos jogos simultâneos com o Brasileirão. Por isso, o São Paulo precisa abrir mais o olho e focar em seus problemas.

Imagem: Gazeta Press