Atlético-MG
Futebol Brasileirão

Atlético-MG: Estreia contra o Betim foi uma repetição dos mesmos problemas de 2025

O Atlético-MG consiste em mais uma das equipes que iniciam a nova temporada de forma muito pressionada depois dos resultados decepcionantes em 2025. Apesar de todos os contratempos que envolveram motim de jogadores por salários atrasados, ameaças de atletas à deixarem o elenco por conta desses atrasos e mudanças “intermináveis” de comando técnico, o Galo chegou perto de conquistar um título internacional e garantir vaga na Copa Libertadores este ano. Porém, o time de Jorge Sampaoli desperdiçou chances diversas e não confirmou seu favoritismo diante do Lanús, vendo os argentinos serem campeões do torneio continental.

Como se tudo isso não fosse o bastante, as notícias envolvendo uma possível saída de Hulk por causa de sua insatisfação com a direção atual provocaram um fator diferencial do Atlético-MG em relação aos outros times do Brasileirão Série A. Mesmo com todo o ambiente de pressão que atinge certos clubes, apenas o Galo iniciou a temporada com protesto na porta do CT, tendo que lidar com as cobranças de centenas de torcedores de organizadas.

Atlético-MG insistiu nos mesmos erros contra o Betim

Este fator ajuda a entender também o motivo pelo Atlético-MG ter adotado uma estratégia bem diferente de seu rival direto na estreia do Campeonato Mineiro. Enquanto o Cruzeiro teve uma presença considerável de jogadores das categorias de base na estreia de Tite, Jorge Sampaoli escalou muitos titulares para a estreia diante do Betim, e mesmo assim não conseguiu deixar o campo da Arena MRV com um resultado favorável.

O Atlético-MG atuou em um 4-3-3 bem agressivo, que se transformava em um 2-3-5 no momento ofensivo, com os laterais Natanael e o jovem estreante Kauã Pascini avançando para dar amplitude. Atuando como um meia-atacante de infiltração, Reinier foi a grande referência do time, e o gol marcado aos 21′ do primeiro tempo foi um exemplo clássico de sua característica: giro rápido, tabela com Rony e finalização com enorme categoria para garantir a vantagem parcial.

Do outro lado, o técnico Emerson Ávila montou sua equipe em um 4-4-2 compacto, baixando as linhas para reduzir o espaço entre a defesa e o meio-campo atleticano. O Betim permitiu que o Atlético tivesse 67% de posse de bola, mas manteve o perigo nos contra-ataques finalizando 12 vezes, mostrando uma enorme exposição defensiva do Galo em seu primeiro jogo de 2026.

Em determinado momento parecia que o empate seria questão de tempo no primeiro tempo, mas foi no início da etapa complementar o momento no qual o Betim chegou à igualdade do placar. O zagueiro Vitão expôs como o Atlético-MG possui ainda o crônico problema de recomposição lenta e falhou no tempo da bola, deixando uma liberdade absurda para Jardel finalizar na cavadinha. Nem mesmo a presença de Junior Alonso impediu que a zaga ficasse muito exposta devido aos erros de Vitão durante toda a partida.

O Atlético finalizou 25 vezes, mas apenas seis chutes foram no alvo, com um excesso de lançamentos na área em uma busca desesperada pelo gol da vitória, facilitando bastante o trabalho do goleiro Jori. Temos que ressaltar sempre: este é o primeiro jogo da temporada, mas o Galo começa 2026 dando sensação de 2025 não terminou.

Imagem: Gazeta Press