Em mais uma prova de maturidade competitiva e amplo repertório técnico, o volante Martín Zubimendi foi um dos grandes nomes da vitória do Arsenal por 3 a 2 sobre o Chelsea, no jogo de ida da semifinal da Copa da Liga Inglesa, disputado em Stamford Bridge, em Londres. A atuação do meio-campista espanhol extrapolou o peso do gol decisivo — que deixou os Gunners muito próximos de uma final em Wembley — e se destacou, sobretudo, pela influência constante na cadência do jogo e na construção ofensiva da equipe.
Mesmo com o atacante sueco Viktor Gyokeres sendo eleito o MVP da partida, Zubimendi reforçou, em campo, os motivos que fazem de sua contratação, na última janela de transferências, uma das mais relevantes da temporada inglesa. Aos 26 anos, o espanhol atravessa o ano mais artilheiro de sua carreira e, com mais de 2.300 minutos acumulados, já é o jogador de linha mais utilizado por Mikel Arteta no elenco do Arsenal. Do ponto de vista tático, sua performance beirou a perfeição.
Além disso, Zubimendi aliou leitura posicional refinada a uma agressividade calculada na recuperação da bola, demonstrando profundo entendimento do jogo. Errou apenas dois dos 34 passes tentados, exibindo altíssimo nível na circulação — tanto na saída curta desde a defesa quanto nas transições ofensivas — além de contribuir com interceptações e desarmes que ajudaram a equilibrar o duelo no setor central. A exibição diante do Chelsea também rendeu elogios vindos de dentro do clube.
O técnico Mikel Arteta, em tom quase retórico, questionou “o que mais ele não consegue fazer?”, destacando a versatilidade do volante em ocupar diferentes zonas do campo, conduzir a bola sob pressão e tomar decisões corretas em contextos adversos. Declan Rice, seu companheiro de meio-campo, descreveu Zubimendi como um jogador cerebral, eficiente tanto com a bola quanto sem ela. O reconhecimento, porém, não ficou restrito ao vestiário, durante a vitória sobre o Chelsea na quarta-feira pela Copa da Liga Inglesa.
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Analistas esportivos e personalidades como Piers Morgan apontaram o espanhol como um dos melhores meio-campistas defensivos do Arsenal desde a era Gilberto Silva, ressaltando o impacto imediato de sua adaptação ao futebol inglês nesta temporada, sob o comando do técnico Mikel Arteta. A atuação de Zubimendi contra o Chelsea apenas confirmou uma tendência que vem se consolidando desde sua chegada aos Gunners , após a transferência junto à Real Sociedad na última janela.
Mais do que um camisa 6 tradicional, Zubimendi se afirma como um jogador multifuncional, capaz de equilibrar proteção defensiva, inteligência no passe e presença decisiva no ataque. Em uma temporada na qual o Arsenal disputa títulos em diversas frentes, sua regularidade pode representar um diferencial competitivo justamente nos momentos mais decisivos. O próximo compromisso dos Gunners será diante do Nottingham Forest, neste sábado (17), às 14h30 (horário de Brasília), pela 22ª rodada da Premier League, antes do desafio contra a Internazionale, pela UEFA Champions League.

Zubimendi brilha no clássico contra o Chelsea e projeta novos capítulos decisivos pelo Arsenal
O clássico londrino frente ao Chelsea serviu como mais um cenário para Martín Zubimendi reafirmar seu status como uma das engrenagens mais valiosas do Arsenal de Mikel Arteta. Em Stamford Bridge, o espanhol não apenas balançou as redes com o gol da vitória por 3 a 2, como também comandou o ritmo da partida com uma atuação de elevado nível técnico e tático, impondo sua leitura de jogo em um confronto historicamente marcado por intensidade e transições velozes.
Desde os primeiros minutos, Zubimendi assumiu o papel de regulador do meio-campo. Foi dele a responsabilidade por organizar a saída de bola sob pressão, oferecer linhas de passe aos defensores e dar fluidez ao jogo quando o Chelsea tentou sufocar o Arsenal. A precisão nos passes, somada à capacidade de antecipação, permitiu aos Gunners controlar o corredor central e neutralizar as principais ações ofensivas do adversário. O gol serviu como coroação de uma noite em que seu impacto foi muito além dos números: ele dita o ritmo, protege a retaguarda e aparece como elemento surpresa no ataque quando o jogo pede.
A atuação no clássico também deixou evidente a sintonia de Zubimendi com seus parceiros de setor, especialmente Declan Rice. Juntos, formam uma dupla que combina vigor físico, inteligência posicional e qualidade na construção, oferecendo a Arteta uma base sólida para sustentar o estilo agressivo e dominante da equipe. Contra o Chelsea, essa parceria foi determinante para suportar os momentos de pressão e acelerar o jogo nos instantes certos, transformando equilíbrio em vantagem concreta.
O desafio, agora, é manter esse nível em uma sequência de compromissos que exigirá profundidade de elenco e ambição competitiva. Contra o Nottingham Forest, pela Premier League, o Arsenal deverá enfrentar um adversário mais compacto, que exigirá paciência e controle. É nesse contexto que Zubimendi se torna ainda mais decisivo: sua capacidade de circular a bola com rapidez e encontrar espaços entre linhas pode ser a chave para desmontar defesas bem postadas e garantir pontos importantes na luta pelo topo da tabela.
Já o confronto diante da Internazionale, em cenário continental, apresenta um grau de exigência distinto. Trata-se de um rival experiente, acostumado a partidas de alta intensidade e a explorar erros mínimos. Para o Arsenal, contar com Zubimendi no comando do meio-campo significa reduzir riscos na saída de bola e aumentar a eficiência nas transições. Sua disciplina tática e sua leitura refinada do jogo tendem a ser fatores determinantes em um duelo decidido nos detalhes.
Assim, após brilhar no clássico contra o Chelsea, Zubimendi entra em um momento da temporada no qual seu protagonismo pode crescer ainda mais. Mantendo o padrão exibido em Stamford Bridge, o espanhol tem tudo para se consolidar como um dos pilares do Arsenal nos jogos decisivos que se aproximam — não apenas como volante de referência, mas como o verdadeiro maestro de uma equipe que almeja grandes conquistas em todas as competições.

Como Zubimendi se tornou peça-chave no esquema de Arteta
A consolidação de Martín Zubimendi no Arsenal é resultado de uma combinação precisa entre talento individual, leitura de jogo apurada e um sistema tático que potencializa suas principais virtudes. Desde sua chegada a Londres, o meio-campista espanhol rapidamente se estabeleceu como uma das figuras mais confiáveis do tabuleiro de Mikel Arteta, exercendo uma função que ultrapassa o conceito clássico de volante marcador.
No modelo implementado pelo treinador basco, o Arsenal privilegia a construção desde a defesa, com paciência e controle, e é exatamente nesse ponto que Zubimendi se tornou indispensável. Atuando à frente da linha defensiva, ele funciona como o elo inicial entre zagueiros e jogadores mais avançados. Sua capacidade de receber a bola sob pressão, orientar o corpo e encontrar passes verticais permite que os Gunners superem linhas de marcação sem recorrer excessivamente a lançamentos longos, preservando o domínio da posse.
Além da técnica refinada, o espanhol oferece algo que Arteta valoriza de forma especial: inteligência posicional. Zubimendi sabe quando recuar para formar uma saída de três, quando avançar para ocupar espaços livres e quando manter-se fixo para proteger a defesa. Esse entendimento minucioso do jogo garante equilíbrio coletivo, sobretudo em partidas de alta intensidade, nas quais a desorganização pode ser fatal.
Outro fator que explica sua importância é o impacto positivo que exerce sobre os companheiros. Ao lado de Declan Rice e dos meias mais ofensivos, Zubimendi contribui para um meio-campo fluido, com circulação rápida e objetiva da bola. Enquanto Rice ganha liberdade para atacar espaços e pressionar mais alto, o espanhol sustenta a base da equipe, oferecendo cobertura constante e segurança defensiva. Essa complementaridade permite que o Arsenal seja agressivo sem se tornar vulnerável.
O reflexo de sua presença também aparece nos grandes jogos. Seja em clássicos domésticos ou em confrontos europeus, Zubimendi mantém um nível de regularidade que transmite confiança ao elenco. Sua atuação reduz o número de transições perigosas sofridas pelo Arsenal e aumenta a eficiência na recuperação da posse, fundamentos centrais do estilo defendido por Arteta.
Em um clube que almeja competir por títulos em múltiplas frentes, contar com um jogador capaz de unir organização, técnica e disciplina tática é um diferencial raro. Zubimendi se encaixou de maneira quase perfeita no projeto do treinador espanhol e, rodada após rodada, consolida-se como o cérebro silencioso de um Arsenal que constrói suas ambições a partir do controle absoluto do meio-campo.
(Foto: Getty Images)
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