Volkanovski x Lopes 2
Lutas UFC

UFC 325 – Volkanovski x Lopes 2; com brasileiros, confira tudo sobre o evento deste sábado

O UFC 325 chega como um dos eventos mais relevantes do calendário da organização em 2026, não apenas pelo palco escolhido, mas principalmente pelo card principal profundamente conectado ao presente e ao futuro de diversas categorias. Com uma luta valendo cinturão no peso-pena, confrontos decisivos no peso-leve e nomes locais em busca de afirmação, o evento combina apelo comercial, narrativa e impacto direto nos rankings.

Realizado na Qudos Bank Arena, o UFC 325 foi claramente pensado para valorizar o mercado australiano, mas sem se limitar a ele. O card principal inteiro dialoga com disputas de título, possíveis eliminatórias e reposicionamentos de carreira, tornando o evento um verdadeiro ponto de inflexão para vários atletas.

Confira a prévia do UFC 325:

Alexander Volkanovski x Diego Lopes 2

A luta principal entre Alexander Volkanovski e Diego Lopes, válida pelo cinturão dos penas, é o eixo central do evento. Mais do que uma simples revanche, o confronto representa um choque entre gerações, estilos e narrativas.

Volkanovski, um dos maiores campeões da história do UFC, entra no octógono sob enorme pressão. Lutar em casa costuma ser visto como vantagem, mas também carrega um peso emocional. O australiano sabe que cada defesa de título, a partir deste ponto, passa a ser julgada sob a ótica do legado. Uma derrota em Sydney teria impacto simbólico profundo, enquanto uma vitória sólida reforçaria sua posição como um campeão histórico, capaz de se reinventar mesmo após anos no topo.

Do outro lado, Diego Lopes chega como o desafiante mais perigoso de sua carreira recente. Na primeira luta, o brasileiro mostrou agressividade, volume e confiança suficientes para gerar debate entre fãs e analistas. Agora, com mais tempo de preparação e experiência adquirida, Lopes entra no octógono não apenas para tentar vencer, mas para tomar o cinturão e mudar completamente o panorama da divisão. Uma vitória sua abriria caminho para novos confrontos e consolidaria o Brasil novamente no topo dos penas.

Um dos principais problemas para Lopes na primeira luta entre os dois foi a quantidade de golpes significativos sofridos pela pressão constante de Volkanovski. Dessa vez, o brasileiro precisa deixar o australiano desconfortável como poucas vezes aconteceu no UFC. É preciso andar para frente e tomar conta do confronto desde o início. Para Volk, basta tentar se manter golpeando e ditando o ritmo do confronto.

Dan Hooker x Benoit Saint-Denis

No co-main event, o duelo entre Dan Hooker e Benoît Saint-Denis é, possivelmente, a luta mais explosiva do card. Ambos representam estilos agressivos, pressão constante e uma disposição quase suicida para trocar golpes.

Hooker luta em casa e sabe que este é um momento decisivo. Após resultados irregulares, o neozelandês precisa de uma vitória de impacto para se manter relevante no topo do peso-leve do UFC. Perder diante de Saint-Denis pode significar uma queda definitiva para o limbo do ranking, enquanto vencer o francês recoloca Hooker na conversa por lutas grandes.

Saint-Denis, por sua vez, é um dos nomes mais temidos da categoria. Seu estilo sufocante, aliado a uma resistência física fora do comum, faz dele um adversário que ninguém quer enfrentar. Uma vitória sobre Hooker em território hostil teria peso simbólico enorme e poderia colocá-lo a um passo de um title eliminator. É o tipo de luta em que não há meio-termo: ou consagra um novo candidato, ou prolonga a relevância de um veterano.

Tudo vai depender da vontade de Saint-Denis de trocar golpes. Contra um striker como Maurício Ruffy, o francês dominou no chão, mas Hooker não é como o brasileiro, e também tem um chão bom para o nível da categoria. Resta saber quem vai levar a melhor em um duelo de suicidas, e a resposta é: quem tiver a melhor estratégia.

Rafael Fiziev x Maurício Ruffy

Entre os confrontos mais intrigantes do card está Rafael Fiziev xMaurício Ruffy, também no peso-leve. Trata-se de um duelo que mistura dois dos strikers mais letais da categoria.

Fiziev é um striker refinado, com experiência contra a elite da divisão. Para ele, vencer Ruffy é obrigação esportiva, mas perder pode custar caro em termos de posicionamento. Já Ruffy chega como o nome em ascensão, mas que busca recuperação, chamando atenção não apenas pelo talento, mas também pelas decisões tomadas fora do octógono, como a opção por treinar fora da Fighting Nerds durante parte da preparação.

Esse confronto é emblemático porque representa o teste definitivo para Ruffy: vencer um striker estabelecido como Fiziev o colocaria imediatamente no radar do top 10. Para o UFC, é exatamente o tipo de luta que serve para medir se um prospect está pronto para voos mais altos ou se ainda precisa de mais tempo de maturação.

Tai Tuivasa x Tallison Teixeira

No peso-pesado, Tai Tuivasa enfrenta Tallison Teixeira em uma luta que carrega significados distintos para cada atleta. Tuivasa luta praticamente pela sobrevivência dentro do UFC. Após uma sequência negativa, o australiano precisa desesperadamente de uma vitória para evitar o risco de ser descartado pelo UFC.

Lutar em casa pode ser um combustível emocional importante, mas também aumenta a pressão. Tuivasa é um lutador de momentos, que depende muito da confiança e da conexão com o público. Do outro lado, Tallison Teixeira representa o novo sangue da divisão, mais técnico e disciplinado. Para ele, vencer Tuivasa significa absorver parte da popularidade do rival e se estabelecer como um nome a ser observado no futuro dos pesados, além de se recuperar de um nocaute brutal contra Derrick Lewis.

Quillan Sallkilld x Jamie Mullarkey

Abrindo o card principal, Quillan Salkilld enfrenta Jamie Mullarkey em um duelo 100% australiano no peso-leve. Essa luta simboliza a transição geracional dentro do MMA local. Salkilld surge como promessa, embalado por boas atuações e pelo apoio da torcida. Mullarkey, mais experiente, tenta provar que ainda tem espaço em um cenário cada vez mais competitivo. Para o UFC, é uma luta estratégica: seja qual for o vencedor, a organização sai com um nome fortalecido no mercado australiano.

No entanto, Salkilld é um projeto para o futuro do UFC na Austrália. Um verdadeiro nocauteador, ele tem um estilo de luta que agrada aos fãs, e pode ser um nome comercial importante para o futuro. Enfrentar Mullarkey é um teste, mas também um sinal de que o UFC está preparando bem a sua carreira para o futuro.

Confira o card completo do UFC 325:

Card principal

Alexander Volkanovski x Diego Lopes – Cinturão peso-pena
Dan Hooker x Benoit Saint-Denis
Rafael Fiziev x Maurício Ruffy
Tai Tuivasa x Tallison Teixeira
Quillan Salkilld x Jamie Mullarkey

Card preliminar

Junior Tafa x Billy Elekana
Cam Rowston x Cody Brundage
Jacob Malkoun x Torrez Finney
Jonathan Micallef x Oban Elliott
Kaan Ofli x Yi Zha
Sangwook Kim x Dom Mar Fan
Keiichiro Nakamura x Sebastian Szalay
Sulangrangbo x Lawrence Lui

(Foto: Divulgação/UFC)