A Fórmula 1 sempre foi dominada tanto por grandes histórias de sucesso quanto por trajetórias repletas de desafios, viradas e oportunidades conquistadas com perseverança. Em 2026, um nome que retorna ao centro dessa narrativa é Jack Doohan, que foi oficialmente confirmado como piloto reserva do Haas.
Jack Doohan, nascido em 1993, carrega no sobrenome a herança de seu pai, Mick Doohan, um dos maiores pilotos de motocicletas da história, pentacampeão mundial de 500cc. Mas Jack escolheu um caminho distinto: o automobilismo. Desde os primeiros passos na base ele demonstrou talento e competitividade.
A carreira de Jack no kart e nas categorias de entrada foi promissora, mas foi ao chegar às categorias de velocidade europeias que ele começou a realmente despontar. Em 2021, Doohan foi vice-campeão da Fórmula 3, conquistando vitórias e se posicionando como um dos talentos emergentes do grid.
Depois, em 2023, na Fórmula 2, ele continuou a impressionar com performances consistentes, terminando o campeonato em terceiro lugar, um resultado que serviu como chamada de atenção das escuderias de Fórmula 1.
A entrada de Jack Doohan na Fórmula 1 ocorreu por meio da Alpine, equipe com a qual ele passou alguns anos como piloto de desenvolvimento e reserva. Em 2024, ele fez sua estreia oficial na F1 durante o Grande Prêmio de Abu Dhabi, aproveitando a oportunidade que surgiu no fim de temporada para mostrar seu potencial.
Essa estreia gerou expectativas, e no início de 2025 ele foi confirmado como piloto titular da Alpine para a temporada. Contudo, a trajetória não foi tão simples e linear quanto os números de sua carreira no kart e nas categorias graduadas. Após disputar os primeiros seis Grandes Prêmios com a equipe francesa, Doohan foi substituído por Franco Colapinto, que havia sido promovido como parte de uma estratégia de desenvolvimento da equipe, retornando ao papel de piloto reserva pelo restante do ano.
Apesar de não ter conquistado pontos ou resultados de destaque nas corridas que disputou como titular, Jack mostrou determinação, profissionalismo e um enorme desejo de permanecer no topo do automobilismo mundial. Sua experiência no cockpit de um carro de Fórmula 1, embora curta, foi extremamente valiosa, fornecendo aprendizado prático e preparando-o para desafios futuros.
Jack Doohan tem nova oportunidade em 2026

Nesta terça (3), Jack Doohan foi anunciado como piloto reserva da equipe Haas F1 Team, ao lado de Ryo Hirakawa. Essa contratação surgiu logo após sua saída oficial da Alpine no fim de janeiro, e marca o retorno do australiano à Fórmula 1 em um papel que, embora não seja titular, é crucial para manter sua carreira ativa no mais alto nível do esporte.
A Haas, time americano que conta com o respaldo técnico e patrocínio da Toyota, através de sua ligação ao projeto, representa um destino estratégico para Doohan. Integrar-se a uma estrutura em crescimento pode significar que ele terá acesso a treinos, simulações e, mais importante ainda, à oportunidade de se mostrar valioso para a equipe numa temporada marcada por grandes mudanças nas regulamentações e competitividade.
Doohan deixou claro em declarações oficiais o quanto está entusiasmado com o novo desafio: “É o lugar ideal para continuar minha carreira na Fórmula 1”, afirmou, destacando sua gratidão pela chance de colaborar com a Haas e crescer junto com o time.
Ser piloto reserva na Fórmula 1 é mais do que apenas estar disponível para substituir um titular em caso de necessidade. É um papel que exige preparação constante, porque o piloto precisa estar pronto para assumir o carro a qualquer momento, entender o desenvolvimento técnico, participar de testes, sessões em simulador e trabalhar em estreita colaboração com engenheiros e estrategistas. Essa imersão dá visibilidade, experiência e um profundo entendimento do funcionamento das equipes, um ativo essencial para alguém que já almejou uma vaga de titular.
Além disso, a Haas tem dois pilotos titulares que, como todos na F1, não estão imunes a imprevistos. Este contexto faz com que a posição de reserva seja também uma porta aberta para regressar à pista como titular, especialmente se Jack conseguir demonstrar consistência, boa performance em treinos e uma atitude profissional exemplar.
Para Jack Doohan, portanto, 2026 não é um ano de pausa, mas sim de reconstrução, aprendizagem e preparação para um possível retorno definitivo ao grid. A F1 está cheia de exemplos de pilotos que retornaram ao cockpit principal após passagens como reserva, e a experiência acumulada pode fazer com que essa seja a próxima etapa da jornada de Doohan no automobilismo.
(Imagem de capa: XPB)