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As joias do futuro não jogam nas 5 principais ligas europeias; Confira

Nos espaços menos badalados do futebol internacional, distantes da atenção midiática e dos colossos das grandes ligas europeias, é onde frequentemente surgem algumas das maiores promessas do jogo moderno. Esse cenário desafia a ideia tradicional de que os talentos mais valiosos necessariamente nascem e se desenvolvem nos campeonatos mais poderosos do Velho Continente. Essa constatação aparece de forma contundente no Scouting Report 2025, divulgado pelo CIES Football Observatory, que direciona sua análise a jogadores sub-20 que atuam fora do chamado Big 5 europeu — composto por Premier League, La Liga, Bundesliga, Serie A e Ligue 1 — e que, ainda assim, já despertam o interesse dos principais clubes do continente.

O estudo lança luz sobre jovens atletas que, mesmo competindo em competições consideradas secundárias do ponto de vista comercial ou de audiência, demonstram alto nível técnico, maturidade tática e potencial econômico comparáveis aos principais prodígios formados nos grandes centros das cinco principais ligas europeias. À frente desse movimento está Givairo Read, lateral-direito de 19 anos do Feyenoord, tradicional clube da Eredivisie holandesa. Sua capacidade de aliar consistência defensiva a uma presença ofensiva intensa resulta em uma avaliação de mercado próxima dos 40 milhões de euros, valor suficiente para colocá-lo no radar de potências do futebol europeu.

No setor ofensivo do meio-campo, outro nome que ganha projeção para a próxima temporada é Rodrigo Mora, de apenas 18 anos, que vem assumindo papel central no Porto sob o comando do técnico Francesco Farioli. Sua constância e influência nas ações ofensivas elevaram sua cotação para além dos 70 milhões de euros, evidenciando que clubes fora das cinco grandes ligas europeias não apenas revelam talentos, mas conseguem transformá-los em protagonistas absolutos de seus elencos.

A lista do relatório inclui ainda Caleb Yirenkyi, do Nordsjælland, reconhecido como um dos organizadores de jogo mais promissores de sua geração; Geovany Quenda, extremo do Sporting que se destaca pela velocidade e capacidade de desequilíbrio; além de jovens defensores do Salzburg, como Joane Gadou e Jannik Schuster, reforçando a percepção de que a Áustria se consolida como um terreno fértil para o surgimento de atletas de alto nível. Outro ponto relevante é a presença de talentos em divisões inferiores de países tradicionais das ligas europeias. Na La Liga 2, por exemplo, surgem nomes como Jorge Salinas, do Racing Santander, e Gonzalo Petit, do Mirandés, já despontam como promessas capazes de cruzar fronteiras em breve.

Dados complementares de análises paralelas indicam que essa tendência não é episódica. Jovens como Kees Smit, Pedro Henrique e Rayan Vitor vêm se destacando em clubes de menor expressão e são frequentemente citados por plataformas especializadas como potenciais futuros protagonistas do futebol de elite. Esse cenário confirma uma mudança na geografia do talento: o desenvolvimento de jovens jogadores está cada vez menos concentrado nas grandes ligas europeias e mais distribuído por clubes que oferecem maior tempo de jogo, protagonismo e responsabilidade competitiva.

Nesse contexto, o conceito de ligas europeias passa a assumir um significado mais amplo, englobando não apenas os cinco campeonatos principais, mas também outras competições onde o futebol emergente floresce com intensidade. Assim, ao observar as tendências globais de formação e projeção de atletas, torna-se evidente que muitas das grandes joias do futebol não surgem sob os refletores das competições mais midiáticas do Velho Continente, mas em ambientes mais discretos, onde identidade e valor são construídos antes da chegada ao estrelato.

Foto: AFP/Getty Images

Como essas joias do futuro buscam brilhar nas principais cinco ligas europeias após a Copa do Mundo de 2026

No período posterior à Copa do Mundo de 2026, o caminho das principais promessas rumo às cinco grandes ligas europeias — Premier League, La Liga, Bundesliga, Serie A e Ligue 1 — tende a ser impulsionado por uma combinação de maior visibilidade internacional, mercado aquecido e uma abordagem mais estratégica no recrutamento por parte dos clubes europeus. O ciclo que culmina no Mundial sediado em Canadá, México e Estados Unidos ampliou o alcance dos olhares sobre talentos emergentes que atuam fora dos centros tradicionais do futebol mundial.

O Scouting Report 2025 do CIES Football Observatory já indicava que muitos dos melhores jogadores sub-20 do planeta atuavam fora do Big 5 das ligas europeias antes mesmo de 2026 — em ligas como Eredivisie, Primeira Liga portuguesa, Superliga dinamarquesa ou até divisões secundárias de países com forte tradição futebolística. Nomes como Givairo Read, Rodrigo Mora e Caleb Yirenkyi figuravam entre os mais valorizados, com crescimento constante de mercado e interesse crescente de clubes maiores, encarados como destinos naturais a médio prazo.

A participação em eventos de grande projeção internacional, como a Copa do Mundo, surge como um dos principais catalisadores dessa transição. Listas globais de jovens destaques — como rankings do tipo NXGN — demonstram que o futebol mundial está cada vez mais atento a talentos fora do eixo tradicional europeu. Um desempenho de alto nível no Mundial, mesmo defendendo seleções de menor expressão, pode colocar esses jogadores diretamente no radar dos olheiros das cinco grandes ligas, sempre em busca de promessas capazes de renovar elencos e gerar retorno esportivo e financeiro.

Nos últimos anos, clubes europeus — especialmente os de elite — ampliaram estratégias de recrutamento que priorizam potencial de crescimento e valorização de mercado em detrimento de experiência consolidada. Em janelas recentes, observou-se uma aposta crescente em jovens que apresentam desempenho consistente em seus clubes de origem e perfil adequado para rápida adaptação ao nível competitivo das grandes ligas. Dessa forma, atletas que se destacam em campeonatos fora do eixo tradicional, como MLS, Brasileirão ou ligas médias da Europa, passam a enxergar trajetórias de transferência mais estruturadas, frequentemente culminando em contratos nas cinco grandes ligas após um Mundial.

Outro elemento decisivo é a dinâmica do mercado de transferências. Nas principais ligas europeias, a busca por jovens com potencial de revenda e impacto imediato tornou-se eixo central das políticas esportivas. Cada janela posterior a uma Copa do Mundo representa uma oportunidade estratégica para os gigantes europeus reforçarem seus elencos com jogadores que já demonstraram valor em contextos internacionais. Atletas que acumulam minutos, protagonismo tático e números relevantes fora do Big 5 ganham destaque em relatórios analíticos que orientam decisões de diretorias e departamentos técnicos.

Para essas joias, o roteiro mais comum após 2026 envolve exposição no Mundial — onde seleções emergentes utilizam seus principais talentos como vitrines — seguida por negociações durante o verão europeu ou na janela de inverno seguinte. O resultado é uma migração gradual de atletas que iniciam suas carreiras em mercados periféricos e passam a enfrentar o desafio de competir e amadurecer dentro das cinco principais ligas europeias, alinhando ambições individuais às estratégias esportivas e econômicas dos clubes mais poderosos do mundo.

Foto: Getty Images

Quais dessas joias têm mais chances de chegar às cinco principais ligas europeias

Após a Copa do Mundo de 2026, alguns dos principais wonderkids que atuam fora das ligas europeias mais tradicionais despontam como candidatos reais a transferências de grande impacto. Entre eles, o português Rodrigo Mora, do Porto, aparece como um dos nomes mais bem avaliados em estudos do CIES, graças à sua influência direta nas partidas e aos elevados índices de ameaça ofensiva.

Outro destaque é Geovany Quenda, também português, do Sporting, cuja versatilidade e capacidade ofensiva já atraem o interesse de clubes de ponta da Inglaterra, podendo acelerar sua ida para uma liga europeia de elite nas próximas janelas. Givairo Read, do Feyenoord, figura entre os laterais mais bem avaliados fora do Big 5 e, com sua combinação de consistência defensiva e apoio ao ataque, segue monitorado por gigantes do futebol europeu.

Entre os jovens com forte potencial de transferência, Kees Smit, meio-campista do AZ Alkmaar, já foi associado a clubes como Chelsea, Manchester United e Real Madrid, refletindo o nível de projeção que pode levá-lo diretamente a uma das cinco grandes ligas. No futebol sul-americano, o atacante brasileiro Rayan, do Vasco da Gama, e Pedro Henrique (Pedrinho), atualmente no Zenit, aparecem em rankings internacionais de promessas, alimentando especulações sobre uma futura mudança para o futebol europeu de elite.

Além deles, defensores como Jorge Salinas, do Racing Santander, e Joane Gadou, do RB Salzburg, acumulam experiência competitiva relevante e se enquadram no perfil buscado por clubes das ligas europeias que desejam reforçar seus elencos com jogadores jovens, versáteis e de alto potencial. A combinação entre desempenho consistente, visibilidade internacional e modelos analíticos avançados tem colocado esses atletas em posição privilegiada para realizar o aguardado salto rumo ao topo do futebol europeu.

(Foto: AFP/Getty Images)