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Grêmio precisa manter mudança no estilo tático adotado contra o Juventude?

Muitos clubes estão sendo marcados pela instabilidade neste início de temporada do futebol brasileiro em 2026, e o Grêmio certamente é um dos casos mais marcantes. O time comandado por Luís Castro mais uma vez esbarrou em dificuldades durante sua construção ofensiva e acabou sofrendo mais do que o esperado diante do Juventude, mas o Imortal superou seu adversário nos pênaltis em confronto válido pelas semifinais do Campeonato Gaúcho e conseguiu ao menos se garantir na decisão, mantendo a missão de evitar o bicampeonato consecutivo de seu maior rival (fato que garante um afastamento de crise maior em fevereiro).

Grêmio aposta em uma formação mais cautelosa

Diferente de outros jogos, o técnico Luís Castro optou por uma formação mais cautelosa no Grêmio, utilizando um trio de volantes formado por Erick Noriega, Dodi e Arthur, justamente com a missão de proteger a frente da área e dar liberdade para os pontas Pavón e Amuzu. Desta forma, o objetivo consiste em modificar a estrutura tática até o elenco conseguir assimilar o estilo de jogo padrão, o qual consiste em concentrar mais jogadores no campo ofensivo.

No primeiro tempo, o time teve dificuldade de transição e acabou apresentando uma posse de bola “estéril”, sem conseguir conectar Carlos Vinícius ao jogo de forma eficiente. Por outro lado, o Juventude de Maurício Barbieri entrou com uma postura agressiva, explorando o fator casa. Com marcação de bloco médio-alto, a equipe mandante não deixou o Grêmio sair jogando com tranquilidade. Aos 21 minutos, essa pressão resultou em um escanteio/bola alçada onde Manuel Castro provocou o pênalti de Viery. Gabriel Taliari converteu com frieza, premiando a equipe que, até então, ocupava melhor os espaços e vencia as “segundas bolas”.

Precisando do resultado, o Grêmio mudou a postura e as peças para o 2º tempo. As entradas de Gabriel Mec e Enamorado deram o drible e a imprevisibilidade que faltavam, e desta forma, o Imortal passou a usar mais o um contra um para quebrar as linhas defensivas do Juventude. A redenção no jogo veio com o zagueiro Viery. Após sofrer o pênalti no primeiro tempo, aproveitou uma bola parada para empatar aos 26 minutos, refletindo a melhora tática do Grêmio, que passou a finalizar muito mais (16-10 do Juventude ao fim do jogo).

O Juventude foi taticamente superior na estratégia de contragolpe e solidez no primeiro tempo, mas o Grêmio teve mais fôlego tático e repertório técnico para buscar a igualdade. Nos pênaltis, pesou a experiência gremista e as defesas de Weverton para garantir mais um Gre-Nal em decisão estadual.

O que esperar do Grêmio contra o Internacional?

O Grêmio certamente entrará com o “sangue nos olhos” na disputa da final do Gre-Nal: Em 2025,o  Inter quebrou a sequência de sete títulos, e no único Gre-Nal de 2026 até agora (em janeiro), o Inter venceu por 4 a 2. Taticamente, Pezzolano travou o meio-campo gremista naquela ocasião, algo que Luís Castro terá que corrigir agora.

Diferentemente do duelo contra o Juventude, o Grêmio deve tentar ser mais agressivo na Arena para levar uma vantagem ao Beira-Rio, possivelmente abandonando o esquema de três volantes usado contra o Juventude e voltando ao 4-3-3 com Gabriel Mec ou Edenilson para dar mais criatividade. Já o Inter deve manter o DNA de Pezzolano: abafar a saída de bola e tentar resolver o jogo nos primeiros 20 minutos.

Imagem: Gazeta Press