O Bahia definitivamente ainda precisará de muito tempo para digerir a eliminação totalmente inesperada e dolorosa para o O’Higgins na 2ª fase prévia da Conmebol Libertadores, tendo caído justamente em um momento no qual nenhum time brasileiro poderia aceitar. A eliminação nesta fase deixa o Esquadrão de Aço sem calendário internacional para o restante da temporada 2026, jogando fora absolutamente todo o esforço feito durante uma temporada inteira de Brasileirão para se colocar aos times postulantes à disputa de uma Libertadores.
Obviamente que serão questionadas as regras bizarras que fazem o sexto lugar do Brasileirão não ter nenhuma competição internacional no calendário, enquanto o 14º lugar inicia o ano de 2026 já garantido na fase de grupos da Copa Sul-Americana. Mas neste momento, precisamos colocar um ponto de reflexão em cima do Bahia, que possivelmente poderá perder o interesse do Grupo City em aumentar o investimento nas próximas temporadas considerando que o “passo decisivo” não está sendo feito.
Bahia ruiu emocionalmente depois do gol sofrido no 2º tempo
Desde o apito inicial, o Bahia adotou uma postura agressiva, utilizando uma linha defensiva alta para encurtar o campo para sufocar a saída de bola do O’Higgins e recuperar a posse ainda no campo de ataque. Por isso, Rogério Ceni armou o time em um 4-3-3 que se transformava em 2-3-5 na fase ofensiva, com os laterais subindo simultaneamente para dar amplitude, liberando os pontas para cortarem por dentro.
Rapidamente, o Bahia identificou que o caminho não seria pelo meio, onde o O’Higgins acumulava jogadores, precisando muito das presenças de Lucho Rodríguez e Cualy para constantemente dar triangulações pelos lados para atrair a marcação e depois inverter o jogo rapidamente. O primeiro gol marcado com menos de um minuto de jogo nasceu justamente de uma jogada de linha de fundo, explorando a recomposição lenta dos alas chilenos após uma transição defensiva.
Mesmo com o domínio total no primeiro tempo e um gol de pênalti para dar 2-0 no placar da partida, o Bahia acabou sofrendo um contragolpe fatal no momento em que menos se imaginaria. Logo no início da etapa complementar, com muitos jogadores projetados ao ataque, o Esquadrão perdeu a segunda bola no meio-campo. O time chileno explorou a velocidade nas costas dos zagueiros, que estavam postados quase no círculo central.
O Bahia finalizou mais de 20 vezes, mas a falta de pontaria e as defesas inspiradas do goleiro adversário impediram o terceiro gol que daria a classificação direta. A equipe de Rogério Ceni foi superior taticamente e tecnicamente, mas a eficácia defensiva do O’Higgins prevaleceu no contexto geral.
Rogério Ceni viverá pressão inédita no Bahia
É importante ressaltar que este resultado foi absolutamente justo considerando que o O’Higgins supreendentemente foi melhor no confronto, tendo equilibrado o jogo de volta e sido amplamente superior no jogo de ida.
Este fato coloca um peso ainda maior em Rogério Ceni, que experimentará uma pressão sem precedentes dos investidores para conseguir resultados decisivos na temporada 2026. O calendário prevê somente as disputas de Brasileirão, Copa do Brasil e reta final de estadual, e provavelmente haverá uma forte cobrança para que o Bahia justifique seu investimento e lute por títulos nacionais até o fim.
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