O Botafogo entra em campo nesta semana pela Conmebol Libertadores com uma missão difícil no último estágio antes da fase de grupos. Diferentemente do adversário da segunda fase, desta vez o alvinegro terá pela frente o tradicional Barcelona-EQU de Guayaquil, time que carrega uma fama incômoda: a de ser a “pedra no sapato” dos clubes do Rio de Janeiro.
Se o Nilton Santos promete ter um grande ambiente para deixar o Fogão à vontade no jogo de volta, o histórico mostra que os equatorianos não se intimidam com o clima da Cidade Maravilhosa, e por isso um bom resultado no jogo de ida precisa ser executado. Para deixar você ainda mais do clima deste grande jogo, a Playmaker Brasil preparou uma retrospectiva apontando os principais jogos em que o Barcelona-EQU causou um espanto no torcedor carioca.
Barcelona-EQU já incomodou Botafogo, Fluminense e Flamengo
2017: O Botafogo já sentiu na pele a força equatoriana, pois na histórica campanha de 2017, os dois times se enfrentaram na fase de grupos. Após um empate no Equador, o Barcelona-EQU veio ao Rio e venceu o Botafogo por 2 a 0 em pleno Nilton Santos, derrota que acabou tirando a liderança do grupo das mãos do Glorioso e provou que o time de Guayaquil sabia como anular a velocidade alvinegra, que felizmente não teve maiores problemas por não ter sido um jogo eliminatório.
2021: Nas quartas de final daquela edição, o Fluminense parecia favorito para avançar às semis, mas esbarrou na organização tática do Barcelona-EQU. Após um empate por 2×2 no Maracanã e 1×1 em Guayaquil, o Tricolor foi eliminado pelo critério do gol qualificado. Foi uma das eliminações mais dolorosas da era recente do Tricolor, com os equatorianos mostrando uma resiliência física impressionante.
2020/2021: Depois de ter causado incômodos em Botafogo e Fluminense, o Barcelona-EQU também causou problemas no Flamengo. Na fase de grupos, o Mengão sofreu com a pressão em Guayaquil, mas conseguiu arrancar uma vitória em 2020. Os dois times se reencontraram na semifinal de 2021, e o Flamengo avançou com duas vitórias de 2 a 0, mas o goleiro Diego Alves precisou fazer defesas milagrosas no Equador para evitar que o Barcelona-EQU entrasse no jogo. Foi o confronto que solidificou o respeito do “eixo Rio” pelos equatorianos.
O que o Botafogo deve fazer para vencer o Barcelona?
Embora o Barcelona-EQU não jogue na altitude extrema de Quito (Guayaquil está ao nível do mar), o clima é o grande vilão. O calor úmido e abafado do Estádio Monumental Banco Pichincha costuma esgotar os times brasileiros por volta dos 20 minutos do segundo tempo.
Diferente das versões anteriores, o Botafogo de 2026 tem um elenco mais profundo e físico. A chave para quebrar a “mística” do Barcelona-EQU contra cariocas será sufocar a saída de bola e não permitir que o jogo se torne uma disputa de contra-ataques, onde os equatorianos são letais. Por isso, Martín Anselmí deve manter a estrutura de três zagueiros e optar mais uma vez por um jogo reativo, fugindo de suas características marcantes de domínio da posse de bola e circulação no campo ofensivo, especialmente para este jogo de ida.
Imagem: Divulgação
