O Grêmio deixou a sua torcida extremamente satisfeita depois da conquista do Campeonato Gaúcho com alguma facilidade diante de seu maior rival, justificando assim a boa presença de público na Arena em Porto Alegre para o duelo da 5ª rodada do Brasileirão. Contudo, o time comandado por Luís Castro mostrou que precisa de ajustes, além de ter sofrido fisicamente diante de um Red Bull Bragantino que pouco entrou em campo nos últimos dias. Por isso, o resultado final de 1 a 1 acabou sendo o placar mais justo para ambas equipes.
Grêmio peca no físico e acaba cedendo empate
A equipe gremista iniciou a partida em um 4-1-4-1, com pressão inicial e transições rápidas pelos lados do campo, com a missão de acelerar o jogo antes que o Bragantino pudesse impor seu modelo de posse e circulação. Esse plano logo funcionou logo aos sete minutos, pois após jogada construída em velocidade, Carlos Vinícius aproveitou a movimentação dentro da área para abrir o placar, dando ao Grêmio uma vantagem precoce.
No restante da partida, o Imortal manteve ataques verticais rápidos (aproveitando os extremos e a mobilidade de Cristian Pavón), as presenças de Nardoni e Dodi no meio para ganhar segundas bolas, além de uma linha defensiva mais baixa para apostar em contra-ataques, mostrando que Luís Castro está se adaptando à realidade do elenco gremista, ao contrário de outros treinadores do Brasileirão (vide Martín Anselmi, do Botafogo).
Do outro lado, o Bragantino manteve seu modelo característico: circulação de bola, pressão pós-perda e ocupação agressiva do campo ofensivo sob comando de Vagner Mancini, terminando o jogo com 61% de posse de bola, além de mais finalizações (20 contra 13) e maior volume ofensivo. Aos poucos, o time foi ocupando melhor os corredores interiores, dificultando a saída curta do Grêmio e mantendo a posse no campo ofensivo, abrindo a defesa em situações de cruzamento e infiltração.
Com o Grêmio defendendo em bloco médio-baixo, o Bragantino acumulou ataques e obrigou o time da casa a recuar progressivamente. Na etapa final, o Bragantino aumentou ainda mais a presença ofensiva. Neste cenário, a entrada de Rodriguinho foi decisiva: atuando entrelinhas, ele trouxe mais criatividade e capacidade de finalização, sendo também o autor do gol de empate em um lance que evidenciou o controle territorial dos visitantes.
O Grêmio voltou a ter algumas transições perigosas, mas já encontrava dificuldades físicas para manter o ritmo, também influenciado pelo desgaste recente da final do Campeonato Gaúcho.
O que esperar do Grêmio no Brasileirão
Depois de um empate frustrante em casa, o Grêmio voltará a campo apenas na segunda-feira (16) em duelo fora de casa diante da Chapecoense, time que foi surpreendentemente derrotado na decisão do Campeonato Catarinense e que vive um péssimo ambiente de desconfiança neste momento. Ou seja, o Grêmio pode muito bem encaixar três pontos neste duelo como visitante antes de receber o Vitória, time que se fecha muito bem de forma compacta, mas que também apresenta sinais de desgaste em sua estratégia sem variações táticas.
Aos poucos, o Imortal está recuperando a confiança de seu torcedor e a atual comissão técnica vai construindo um caminho positivo em busca de grandes resultados na temporada, apesar das injustas vaias ao apito final.