Chapecoense e Grêmio lutaram bastante, mas ficaram no 1 a 1, nesta segunda-feira (16), na Arena Condá, em Santa Catarina, pelo fechamento da sexta rodada do Brasileirão 2026. O clássico sulista ficou marcado por falhas individuais, que foram determinantes para a construção do placar.
O resultado, de certa forma, foi justo. O Imortal até chegou mais vezes, mas o time treinado por Gilmar Dal Zotto demonstrou uma postura bastante competitiva ao longo da partida, arriscando algumas escapadas.
Com o resultado, a Chapecoense vai aos 6 pontos e ocupa o 12º lugar, mas tem um jogo a menos no torneio. O Grêmio, por sua vez, chega a 8 pontos, pulando para a sétima colocação.
Falhas individuais marcam o 1º tempo
Chapecoense e Grêmio fizeram um primeiro tempo marcado por muita disputa física, poucas chances claras de gol e erros fatais que acabaram determinando o placar parcial. O duelo foi equilibrado, mas chamou atenção a forma como os gols surgiram: justamente quando o Imortal vivia seu melhor momento, os donos da casa abriram o placar. Já quando o Verdão do Oeste parecia encaminhar a vitória parcial até o intervalo, os visitantes encontraram o empate.
Mesmo atuando fora de casa, o Grêmio teve maior posse de bola e concentrou suas ações ofensivas pelo lado esquerdo. Por ali, a equipe comandada por Luís Castro aparecia com frequência com Amuzu e Caio Paulista. Em uma dessas investidas, o atacante arriscou um chute forte e obrigou o goleiro Léo Viana a fazer defesa em dois tempos.
Mais recuada, a Chapecoense buscava recuperar a bola para acelerar nos contra-ataques, mas encontrava dificuldades na transição. A mudança de postura veio quando o time de Gilmar Dal Pozzo avançou a marcação — e acabou recompensado. Aos 24 minutos, após erro na saída de bola do Grêmio, Bolasie ficou com a posse e foi derrubado dentro da área. Na cobrança do pênalti, Walter Clar bateu firme, sem chances para Weverton, abrindo o placar.
O Grêmio sentiu o golpe e passou a ter dificuldades para infiltrar na defesa adversária. Ainda assim, conseguiu reagir nos acréscimos. Aos 48 minutos, um erro de Léo Viana acabou determinando o empate. Após cobrança de escanteio de Pavón, o goleiro socou a bola fraco. Nardoni aproveitou a sobra e empurrou para o gol vazio, deixando tudo igual antes do intervalo.
Chape e Grêmio fazem 2º tempo disputado
Chapecoense e Grêmio voltaram do intervalo com mais energia e disposição, mas seguiram cometendo muitos erros técnicos em passes e lançamentos, o que impediu a criação de chances claras de gol. Até os 20 minutos, a etapa final teve pouca emoção. A principal tentativa foi um desvio do zagueiro Eduardo Doma, que saiu para fora e não levou grande perigo.
Insatisfeito com a produção ofensiva do Grêmio, o técnico Luís Castro promoveu mudanças e colocou Willian e Enamorado nas vagas de Monsalve e Amuzu, buscando dar mais dinâmica ao ataque. Do outro lado, a Chapecoense também mexeu na equipe: Jean Carlos e Marcinho entraram nos lugares de Ítalo e Giovanni Augusto, numa tentativa de dar novo fôlego ao setor ofensivo.
Com as alterações, o Tricolor gaúcho passou a pressionar mais e criou sua melhor oportunidade. Tetê recebeu espaço na intermediária e arriscou uma linda finalização de pé esquerdo, de fora da área, que explodiu no travessão e levantou a torcida presente. A Chapecoense respondeu pouco depois, quando Bolasie subiu bem em cruzamento, mas cabeceou à esquerda da meta.
Na reta final, o Grêmio demonstrou ter mais fôlego e seguiu tentando buscar a virada. Em boa troca de passes, Enamorado acionou Willian, que fez jogada individual e finalizou por cima do gol, desperdiçando boa oportunidade. A Chapecoense, por sua vez, apostou principalmente nas bolas paradas e quase surpreendeu em uma delas, quando Eduardo Doma apareceu novamente para finalizar.
Apesar das tentativas de ambos os lados, os erros técnicos e a falta de precisão no último terço impediram que o placar fosse alterado. Assim, Chapecoense e Grêmio encerraram a partida com o empate, após um segundo tempo de muita disputa, mas poucas chances reais de gol.
Foto: Jery Souza