O Chelsea entra na pausa internacional cercado por dúvidas e pressionado pelos próprios erros. A derrota por 3 a 0 para o Everton, fora de casa, foi mais um capítulo de uma sequência negativa que expõe a instabilidade da equipe. Antes disso, os Blues já haviam sido eliminados pelo PSG com um agregado de 8 a 2 nas oitavas da UEFA Champions League.
Agora, são quatro jogos sem vitória e duas derrotas consecutivas na Premier League — um cenário que aumenta a pressão sobre Liam Rosenior e escancara problemas mais profundos.
Críticas internas, perda de identidade e queda de desempenho dentro de campo
A crise no Chelsea não vem apenas de fora. Após a partida, Enzo Fernández disse, em entrevista, que próprios jogadores não entenderam os motivos da mudança no comando técnico. Um indicativo claro de ruído interno. Além disso, o vice-capitão foi direto ao apontar a queda de rendimento desde a saída de Enzo Maresca.
“Perdemos identidade, estrutura e direção.” — argumentou o camisa 8
Mesmo sendo um dos mais participativos em campo e demonstrando apoio a Rosenior no pós-jogo, o meia deixou evidente o desconforto com o momento.
Contra o Everton, o roteiro se repetiu. O Chelsea foi novamente superado fisicamente, cometeu erros individuais e apresentou dificuldades táticas. O adversário controlou o jogo e venceu com autoridade no Hill Dickinson Stadium.
Individualmente, os problemas também aparecem: Robert Sánchez voltou a falhar, Wesley Fofana teve atuação inconsistente, e Cole Palmer e João Pedro pouco produziram. O fruto desses problemas são os três jogos seguidos sem marcar gols.
Rotação vira problema

Um dos principais pontos de crítica ao trabalho de Rosenior é a falta de definição. O Chelsea é o time que mais rodou o elenco na Premier League, com 99 mudanças — número que aumentou desde a chegada do treinador.
A indefinição no gol simboliza esse cenário, com alternância constante entre Sánchez e Filip Jørgensen. O próprio técnico reconheceu o problema:
“Tenho que escolher melhor a equipe, entender como rodar o elenco e manter a competitividade.”
Pressão externa cresce e números contraditórios
A insatisfação já chegou às arquibancadas. Antes mesmo do apito final, torcedores protestaram contra a diretoria, enxergando a escolha de Rosenior como reflexo de uma gestão instável.
Apesar do cenário negativo, os números ainda oferecem algum respiro. Desde que assumiu, Rosenior somou 17 pontos em 10 jogos — desempenho compatível com G4 no recorte. No entanto, os sinais de alerta são claros. São 3 derrotas nas últimas 4 rodadas, 3 jogos seguidos sem marcar e a equipe saiu atrás em 4 partidas consecutivas
Na Premier League, a briga por vaga na Champions segue aberta, mas cada vez mais ameaçada. O Chelsea é sexto colocado, a um ponto do Liverpool, que fecha o G5. Logo atrás, o próprio Everton aparece a apenas dois pontos.
Diante dessa circunstância, a vaga para UCL é mais do que esportiva, ela é estratégica: garante receita, poder de mercado e competitividade no longo prazo.
Os objetivos em jogo e a próxima missão
O Chelsea ainda está vivo na disputa por Champions, só que o momento aponta em outra direção. Entre indefinições, críticas internas e queda de desempenho, o clube entra na pausa internacional com uma missão clara: reencontrar identidade antes que a instabilidade vire crise definitiva.
Os Blues voltam à campo no sábado (04), às 13h15, para encarar o Port Vale pelas quartas de final da FA Cup. O jogo é em partida única e será realizado em Stamford Bridge.
Créditos da foto de capa: Darren Staples/AFP



