Michael Carrick - Manchester United
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As prioridades do Manchester United no mercado: onde Carrick ainda precisa de reforços

O retorno do Manchester United à UEFA Champions League sob o comando de Michael Carrick marcará uma nova etapa no planejamento do clube. Após assumir a equipe no meio da última temporada após a saída de Rúben Amorim, Carrick liderou uma arrancada impressionante que terminou no terceiro lugar da Premier League, sendo apenas a quinta vez que os Red Devils terminaram entre os três primeiros da competição desde a aposentadoria de Alex Ferguson em 2013.

Porém, consolidar o Manchester United na elite do futebol europeu exige mais do que um bom momento coletivo. A maratona de jogos na próxima temporada exigirá profundidade de elenco para o clube fazer frente em todas as competições. Embora o mercado do clube já tenha registrado movimentações certeiras, o mapeamento do elenco escancara carências que ainda precisam de atenção para que o time possa brigar por grandes títulos.

O setor defensivo do Manchester United

No início da janela, a defesa parecia o setor menos problemático para o Manchester United, mas a realidade médica atualizou as prioridades. A dupla de zaga titular, composta por Matthijs de Ligt e Lisandro Martínez, convive com um histórico preocupante de lesões. De Ligt trata um problema crônico nas costas desde novembro do ano passado e desfalcará o time no início do campeonato, sem previsão concreta de retorno pleno. Para piorar a situação, Martínez sofreu uma lesão na final da Copa do Mundo de 2026 pela Argentina, acendendo o sinal de alerta no departamento médico.

As alternativas para o setor exigem cautela. Harry Maguire recuperou sua reputação com atuações sólidas, mas a idade avançada limita sua sequência na intensidade exigida por Carrick. Já os jovens Leny Yoro e Ayden Heaven demonstram enorme potencial, porém ainda carecem de maturidade e oscilam pela inexperiência em momentos decisivos. No gol, a chegada de Karl Darlow para fazer sombra a Senne Lammens trouxe estabilidade ao setor, especialmente com as prováveis saídas de Altay Bayindir e Radek Vítek.

Nas laterais, a situação aparenta estar sob controle. Luke Shaw vem de uma boa temporada em que atuou em todos os 38 jogos da Premier League pelo Manchester United. Caso o jovem Harry Amass saia novamente por empréstimo para somar minutos, o dinamarquês Patrick Dorgu pode atuar improvisado na esquerda, além de Diogo Dalot e Noussair Mazraoui, que entregam versatilidade em ambos os lados do campo.

O meio-campo precisa de um jogador físico

O setor de meio-campo passou por uma reformulação expressiva. A diretoria agiu rápido e investiu cerca de 85 milhões (cerca de R$ 579 milhões) para fechar as contratações do promissor Andrey Santos, vindo do Chelsea, e de Youri Tielemans, destaque no Aston Villa. Ambos os reforços agregam na capacidade de passe ao lado de Kobbie Mainoo.

Porém, a profundidade do setor ainda é vulnerável. Com a saída de Casemiro e a grave lesão de ligamento cruzado sofrida por Manuel Ugarte durante a Copa do Mundo, o Manchester United conta com apenas três opções de origem no setor central. Garotos da base como Toby Collyer, Jack Fletcher e Tyler Fletcher devem ser emprestados para ganhar rodagem, deixando o elenco exposto em caso de suspensões ou desfalques.

Falta ao elenco de Carrick um meio-campista de perfil atlético, com imponência física e capacidade de desarme na fase defensiva. Mainoo, Santos e Tielemans brilham com a bola nos pés, mas não têm na força física sua principal virtude.

Terço final bem abastecido

No terço final, o Manchester United ostenta grandes talentos. Bruno Fernandes segue como o líder absoluto da armação, apoiado por nomes como Mbeumo, Matheus Cunha e Diallo. A versatilidade de Mbeumo e Matheus Cunha permite que flutuem pelo meio, cobrindo eventuais ausências de Mason Mount. Adicionalmente, jovens jogadores como Shea Lacey e a nova contratação Tynan Thompson brigam por espaço.

A grande incógnita recai sobre Marcus Rashford. Após um ciclo de 18 meses emprestado a Aston Villa e Barcelona, o atacante retorna ao Manchester United. Caso uma venda em definitivo não se concretize, sua reintegração sob o comando de Carrick pode ser um enorme adição, já que o estilo de jogo do técnico favorece suas arrancadas em transição rápida.

Na referência do ataque, o esloveno Sesko se estabeleceu como o titular. Em sua temporada de estreia, Sesko apresentou uma presença de área muito superior à de Hojlund em anos anteriores, registrando uma média de 3,4 finalizações por jogo e uma média xG de 0,51 de gols esperados por 90 minutos. Como reserva imediato, Joshua Zirkzee oferece recursos de mobilidade, embora persistam rumores de um interesse da Juventus no futebol do holandês. Caso Zirkzee permaneça, o ataque estará devidamente blindado, porém, se sair, o Manchester United precisará ir ao mercado por uma opção de área experiente para fechar o elenco da temporada 2026-2027.

Créditos da foto de capa: Divulgação/Manchester United