Oscar Piastri finalmente largou na Fórmula 1 em 2026 após sequer conseguir alinhar no grid nas duas primeiras etapas e compensou pela espera com um pódio. No GP do Japão do último domingo (29), o australiano liderou boa parte da prova até perder a ponta para Kimi Antonelli, graças a um Safety Car. Ainda assim, o segundo lugar do piloto da McLaren não só tirou um peso das costas do nº 81, como também surpreendeu toda a equipe de Woking.
Apesar da vitória perdida por detalhes, Andrea Stella, chefe do time papaya, mostrou-se impressionado com a capacidade de Piastri de se defender de carros mais rápidos, como a Mercedes de George Russell.
Entenda os fatores que poderiam ter levado a McLaren à vitória e por que isso surpreendeu até à própria equipe.
Vitória esteve ao alcance de Piastri em Suzuka

Piastri largou da terceira posição, mas assumiu a ponta logo nos primeiros metros após uma dupla largada ruim das Mercedes. Apesar dos ataques de Russell, que colou nele após recuperar a vice-liderança de Charles Leclerc (Ferrari), o australiano seguiu firme em primeiro até o momento de sua parada nos boxes.
Após parar, o piloto da McLaren voltou ainda à frente de Russell, que também havia feito seu pit stop. Porém, uma forte batida de Oliver Bearman, da Haas, provocou a entrada imediata do Safety Car, em um momento em que o top 3 era formado por Antonelli, Lewis Hamilton e Pierre Gasly.
O italiano se aproveitou para fazer sua troca de pneus e, graças ao delta que os pilotos são obrigados a seguir antes da entrada do carro de segurança, saiu do pit lane como líder da prova. Uma vez na ponta, abriu 13 segundos para Piastri e venceu.
Todavia, se não fosse pela interrupção repentina da prova, era pouco provável que a Mercedes deixasse Suzuka com o troféu. Russell não foi capaz de superar Piastri na pista, embora tenha tentado bastante. Após a relargada, o britânico ainda ficou preso atrás da Ferrari de Leclerc e, pela primeira vez no ano, não foi ao pódio.
Em ritmo puro, Antonelli era claramente o mais rápido do fim de semana. Ainda assim, ao considerar as características do traçado do circuito, de difícil ultrapassagem e com pontos em que o contragolpe pode ser dado com facilidade, o nº 12 teria que operar um milagre para entrar na disputa pela vitória em condições normais.
Stella admite surpresa com briga na frente

Após dois fins de semana longe da briga, sem sequer conseguir largar no segundo deles, a McLaren não esperava estar na disputa pela vitória em Suzuka, nem mesmo subir ao pódio. A ordem natural de forças sugeria a Ferrari como favorita ao último lugar do pódio, em um cenário ainda dominado pelas Mercedes.
Porém, já na classificação, Piastri surpreendeu ao garantir a terceira posição. Além de superar o companheiro Lando Norris, o pupilo de Mark Webber colocou-se à frente dos dois carros da escuderia de Maranello.
Para o chefe Stella, o dia foi mais que positivo para a McLaren, mesmo com a vitória escapando por uma circunstância externa. “Conseguimos largar com dois carros, o que aconteceu pela primeira vez neste ano. E conseguimos completar a corrida”, destacou.
O dirigente afirma que o desempenho de Piastri foi uma surpresa não só para os fãs, mas também para a equipe de Woking, e explicou a decisão de parar antes de Russell: “Pensamos que deveríamos parar primeiro para manter a liderança, porque queríamos tentar vencer a corrida.”
Graças ao segundo lugar, somado ao quinto de Norris, a McLaren se manteve na terceira posição no Mundial de Construtores, mas encurtou a desvantagem para a Ferrari de 49 pontos (após o GP da China) para 44.
(Foto principal: Reprodução/Fórmula 1)



