O começo do Internacional no Campeonato Brasileiro de 2026 se resume a antes e depois da sétima rodada. Anteriormente, a derrota contra o Bahia por 1 x 0, em pleno Beira-Rio, trouxe pânico a torcida colorada e a instituição, como um todo, apesar das declarações amenas ressaltando o início da competição.
O clube entrava na lanterna da tabela de classificação da competição, com duas vitórias e quatro derrotas. Além dos resultados negativos, o escasso aproveitamento nas finalizações e as constantes falhas do sistema defensivo eram visíveis dentro de campo.
O papel de Paulo Pezzolano na partida contra o Santos
O próximo jogo reservaria mais um compromisso importante, dessa vez contra o Santos de Neymar na Vila Belmiro. O empate seria um bom placar em um cenário comum, mas naquela situação pelo qual o clube vivia, apenas a vitória interessaria ao Internacional. Foi neste momento que o técnico Paulo Pezzolano mostrou ser um bom estrategista.
Desde a primeira coletiva, o comandante uruguaio tinha conhecimento do momento do clube. Um elenco que já havia demonstrado resultados em 2024 e no primeiro semestre de 2025 caiu bruscamente de produção, em meio a decisões equivocadas no campo pelos atletas e técnicos, e fora, pelos dirigentes. Apesar disso, Pezzolano aceitou comandar o Internacional nesta temporada de 2026.
Por conta desta fase, ele enxerga que certas escalações deveriam mudar em prol do melhor para o Internacional. A escalação do clube gaúcho foi alterada em virtude de uma atuação mais reativa. Muitos torcedores questionaram a saída de Alan Patrick, deixando o meia na reserva. Mesmo com um rendimento bem abaixo do que já apresentou, jamais pode duvidar da capacidade técnica do camisa 10.
Além de Alan Patrick, saíram Bernabei, Carbonero e Gabriel Mercado. A justificativa da saída dos jogadores titulares foi em virtude de uma preocupação defensiva. O arriscado teste foi aprovado com a vitória colorada, por 2 x 1, gols de Zé Ivaldo (contra) e Carbonero, mas o fator preocupante continuou. O Internacional sofreu mais um gol, marcando uma série de sete jogos seguidos sofrendo gol no Campeonato Brasileiro. Porém, não se pode questionar a eficiência da estratégia de Paulo Pezzolano.
A partida contra o Santos pode ter sido um marco nesta trajetória inicial do Internacional no Brasileirão. A partir deste jogo, notou-se uma postura diferente do colorado, seja no Beira-Rio, seja fora de casa.
A mudança na postura do Internacional nos últimos jogos
Uma característica da equipe nas rodadas anteriores era a posse de bola superior aos adversários. Este fator auxiliava também na produção de finalizações erradas, como foi abordado no começo deste texto. Na partida seguinte contra a Chapecoense no Beira-Rio, o Inter teve 47% de posse de bola e sete chutes em direção ao gol. Desta quantidade, dois entraram no fundo da rede do goleiro Léo Vieira.
No jogo seguinte contra o São Paulo vimos a pior atuação do Inter nesta sequência de jogos invictos. Não trata-se de apenas de ter empatado, mas o foco em ser um time mais reativo comprometeu com o foco de vencer a equipe paulista. Ao contrário dos jogos anteriores, o colorado criou poucas chances de gols e seguiu com uma posse de bola menor que o adversário.
O empate deixou o Internacional na 16ª posição, uma colocação acima da zona do rebaixamento. O cenário mostrava que deveria pontuar contra o Corinthians, na Neo Quimica Arena. Para isso, Pezzolano alterou a formação titular. Colocou Matheus Bahia na lateral esquerda, deixando Bernabei livre para jogar mais avançado. O técnico já tinha feito esta mudança no jogo contra o Bahia e foi elogiada ao decorrer do jogo, porém, a derrota escondeu esse fator. Também, colocou Alan Patrick no banco de reservas novamente.
Assim como no confronto contra o Santos, a alteração surtiu um efeito positivo para o Inter. Bernabei mostrou a sua qualidade ofensiva ao marcar um golaço no segundo tempo. O argentino foi um destaque no jogo, mostrando que a atuação como lateral é comprometida por conta da ineficiência defensiva.
Desde a sétima rodada até o momento que escrevo este texto, passaram quatro rodadas, com três vitórias e um empate para o alvirrubro. O Inter saiu do 20º para o 13º lugar e a expectativa do ambiente colorado é a repetição de boa atuação no clássico Gre-Nal, neste sábado (11). Não pode-se cravar a posição final do Internacional no Brasileirão. Porém, pela fase atual, cada resultado positivo deve ser valorizado. Para isso, é preciso mudar certas escolhas e o técnico Paulo Pezzolano percebeu esta análise.
Créditos da imagem da capa: Ricardo Duarte/Sport Club Internacional



