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Liverpool nas cordas: pressão cresce sobre Arne Slot após choque contra o PSG e reta final assustadora

Se a temporada do Liverpool parecia sob controle há alguns meses, agora o clima em Anfield é de tensão total e com razão. A derrota por 2 a 0 para o Paris Saint-Germain, no jogo de ida das quartas de final da Champions League, não só expôs fragilidades do time como também acendeu um alerta vermelho em cima do trabalho de Arne Slot.

E não foi só a derrota. Foi a forma.

Dominado em Paris, o Liverpool pareceu perdido taticamente em vários momentos, algo que não passou despercebido por ninguém, muito menos por Jamie Carragher, que cravou: Slot “errou feio” na estratégia. Quando um ídolo do clube fala assim, não é só crítica… é praticamente um alarme sonoro ecoando por Anfield.

Momento ruim… e piorando

O problema é que o tropeço na Champions não é um caso isolado. Muito pelo contrário. Os Reds venceram apenas dois dos últimos oito jogos, um recorte que transforma qualquer discurso otimista em algo difícil de sustentar.

Pra piorar:

Foram eliminados da FA Cup com uma goleada sofrida para o Manchester City

Já acumulam 16 derrotas na temporada, o maior número desde 2014/15

Desde setembro, perderam mais jogos na Premier League do que venceram

Ou seja: não é só fase é tendência preocupante.

Top-5 em risco (e a concorrência agradece)

Na tabela da Premier League, o Liverpool ainda ocupa a quinta colocação, posição que garante vaga na próxima Champions. Mas a vantagem é mínima e o cenário, traiçoeiro.

Chelsea está apenas um ponto atrás

Brentford e Everton estão uma vitória de empatar

E tem mais: segundo projeções da Opta, o Liverpool tem apenas 54,9% de chance de terminar no top-5. Basicamente um cara ou coroa e com o histórico recente, o torcedor já sabe que a moeda pode cair do lado errado, muito pelo fato de tudo estar desabando neste lado da Inglaterra.

Estatísticas que assustam

Se você acha que o problema é só emocional ou momentâneo, os números mostram que tem coisa mais profunda aí:

O Liverpool é o 2º time que mais finaliza, mas apenas o 16º em conversão de chances;

Perdeu 9 pontos em gols sofridos após os 90 minutos (líder nesse quesito negativo);

Venceu só 4 dos últimos 13 jogos da liga;

E detalhe curioso: não venceu o Fulham em três jogos sob o comando de Slot;

Resumindo: o time até cria, mas não decide. E quando parece que vai resolver… entrega no final. Um combo que costuma custar caro em reta final de temporada.

Pressão da arquibancada: paciência acabou?

Se dentro de campo as coisas não fluem, fora dele a situação também começa a ferver. A torcida, que antes bancava o projeto pós-Jürgen Klopp, já começa a perder a paciência com Slot.

Nas redes e fóruns, o tom é pesado:

Tem gente pedindo mudança imediata;

Outros dizendo que o treinador “não está no nível do clube”;

E até sugestões de nomes como Steven Gerrard e Xabi Alonso para assumir;

Claro, é o calor do momento. Mas no futebol, a pressão popular costuma acelerar decisões e a diretoria sabe disso.

Ainda dá pra salvar?

Apesar do cenário turbulento, nem tudo está perdido. O Liverpool ainda depende só de si para garantir vaga na Champions e pode mudar completamente a narrativa em questão de dias.

Uma sequência positiva contra o Fulham e no jogo de volta contra o Paris Saint-Germain pode:

Recolocar o time na briga europeia;

Dar confiança ao elenco;

E, principalmente, aliviar a pressão sobre Slot;

Além disso, rivais diretos também têm confrontos complicados, como o duelo entre Chelsea e Manchester City, o que pode jogar a favor dos Reds.

O que está em jogo

Mais do que classificação ou título, o Liverpool joga agora por credibilidade. Um clube acostumado a competir no topo não pode se dar ao luxo de desmoronar dessa forma.

E para Arne Slot, a situação é ainda mais delicada: ele precisa provar, rapidamente, que consegue conduzir o time em momentos de pressão, algo essencial para qualquer treinador em um clube desse tamanho. Porque no fim das contas, futebol é simples:

O resultado traz paz… e derrota traz crise. E hoje, o Liverpool está perigosamente mais perto da segunda opção.

Foto: Getty Images