Na noite deste sábado (18), o Vitória recebeu o Corinthians no Barradão em duelo válido pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. No que foi provavelmente o pior jogo da atual edição da competição, ambas as equipes protagonizaram um 0 a 0 que refletiu muito o que foi visto em campo.
Em melhor situação na tabela, o Vitória subiu momentaneamente para a 10ª posição da competição, somando 15 pontos. Já o Corinthians, que não vence há nove rodadas, entrou no Z4, figurando na 17ª colocação com 12 pontos.
Vitória faz o mínimo e vai melhor na primeira etapa
O primeiro tempo foi totalmente vencido pelo time mandante. Contra uma equipe onde se é esperado posse e toques rápidos, o Leão esteve com a bola na maior parte dos 45 minutos. Apesar de não conseguir chegar no ataque com boas jogadas, a equipe de Jair Ventura conseguia pegar a defesa adversária desorganizada com bolas longas em direção à Renato Kayzer. O atacante, no entanto, foi substituído logo aos 10 minutos do confronto após sentir um desconforto na coxa, dando lugar para Renê, atacante que foi destaque na última edição do Paulistão pela Portuguesa.
Apesar das únicas diferenças na escalação que Diniz utilizou nos três primeiros serem a entrada de Carrillo no lugar de André e de Milans no lugar de Matheuzinho, o Corinthians teve uma dificuldade imensa em encaixar seu estilo de jogo. Apesar de ambas caras novas terem deixado a desejar tecnicamente, o problema do Timão passou pelos pés de Breno Bidon e Rodrigo Garro. Os dois “cérebros” da equipe ficaram encaixotados na marcação do meio-campo rubro-negro – algo que tem sido uma das principais valências do time de Jair Ventura na atual temporada quando Caíque, Martínez e Baralhas atuam juntos.
Apesar de uma diferença clara no momento em campo das duas equipes, a metade final da primeira etapa foi de pouquíssimo futebol. O Corinthians até conseguiu chegar mais no ataque, mas sem levar perigo algum de Lucas Arcanjo. Do outro lado, Hugo Souza também não trabalhou. Quanto mais a bola rolava, mais ficava evidente a atuação fraca de Matheuzinho pelo lado do Vitória e de Breno Bidon pelo lado corinthiano.
Técnicos mudam peças, mas futebol segue o mesmo
No segundo tempo, o Corinthians passou a chegar mais no campo ofensivo. Com Garro um pouco mais recuado e atuando longe de Yuri, e Bidon deslocado para a função de segundo volante, o Timão foi capaz de conseguir atrair pressão para a intermediária e lateralizar mais o jogo, colocando Bidu e Milans para atacar o espaço nas alas. Como consequência da movimentação, o Vitória também passou a ter mais espaço pelos lados.

Mas nada disso foi suficiente para melhorar a qualidade do futebol demonstrado em campo. Aos 15 minutos da segunda etapa, nenhuma das duas equipes havia finalizado no gol. Fernando Diniz tentou mudar o panorama com as entradas de Matheus Pereira, Kaio César e Allan, nos lugares de Bidon, Milans e Raniele, respectivamente. No entanto, sem sucesso.
Do lado do Leão, a atuação fraca de Matheusinho foi tão nítida que mesmo sendo o melhor atleta do elenco da equipe em termos de qualidade ofensiva, Jair Ventura o tirou de campo para a entrada de Diego Tarzia. Apesar da tentativa do treinador de conseguir abrir o placar, foi o Corinthians que aumentou a pressão e passou a ficar mais no ataque, principalmente após as entradas de Labyad e Lingard.
A primeira finalização ao gol surgiu apenas aos 41 minutos do segundo tempo, com Zé Vitor arriscando de fora da área, mas parando em Hugo Souza. Com esta informação em evidência, é possível afirmar que o resultado de 0 a 0 foi extremamente merecido por parte de ambas as equipes. Um show de falta de técnica por parte dos 22 jogadores que entraram em campo (+ substitutos).
Resultado: Vitória 0 – 0 Corinthians
Foto principal: Renato Alexandre