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Futebol Copa do Brasil

Santos apático se complica na Copa do Brasil

O Santos precisava demais convencer seu torcedor com um bom resultado diante do Coritiba jogando em casa na Vila Belmiro para ter um cenário menos desfavorável na 5ª fase da Copa do Brasil, mas o empate sem gols acabou deixando o Peixe em uma situação muito delicada pensando na sequência da competição, considerando que o Coxa Branca terá todo o favoritismo para o duelo de volta nas próximas semanas.

Cuca não consegue transformar Santos em time competitivo

Sob comando de Cuca, o Santos tentou assumir o protagonismo desde os primeiros minutos, estruturado em um 4-2-3-1 que buscava amplitude com os laterais e circulação por dentro a partir da dupla de volantes. A ideia era clara: acelerar a transição ofensiva para acionar rapidamente Neymar e Gabigol em zonas mais avançadas. No entanto, a execução esbarrou em um problema recorrente: a baixa ocupação entrelinhas e a dificuldade de gerar superioridade numérica no setor central. Neymar, principal articulador, alternou momentos de participação mais incisiva com longos períodos desconectado do jogo, bem controlado pela marcação adversária.

Do outro lado, o Coritiba apresentou um plano mais conservador, porém eficiente. A equipe de Fernando Seabra priorizou um bloco médio-baixo compacto, com linhas próximas e forte proteção da entrada da área. A estratégia passava por fechar os espaços interiores, justamente onde o Santos tentava construir e induzir o adversário a jogadas laterais previsíveis. Essa organização reduziu drasticamente as infiltrações santistas e limitou as ações individuais, obrigando o time da casa a abusar de cruzamentos e finalizações de média distância, com pouco perigo real.

Sem a bola, o Santos também teve seus méritos, pois a pressão pós-perda funcionou em alguns momentos, impedindo transições rápidas do Coritiba e mantendo o time instalado no campo ofensivo. Ainda assim, faltou muita agressividade na última linha para transformar posse em chances claras. A circulação era lenta, e os meias não conseguiam romper a estrutura adversária com passes verticais ou movimentos de ruptura.

O Coritiba, por sua vez, foi pragmático. Mesmo com menor posse, soube administrar o ritmo e explorar esporádicas transições, especialmente pelos lados. A equipe comandada por Fernando Seabra, no entanto, também encontrou dificuldades para agredir o sistema defensivo santista, o que contribuiu para um jogo de poucas oportunidades e baixo volume ofensivo de ambos os lados.

O resultado final, portanto, traduz um confronto travado: o Santos teve mais iniciativa, mas esbarrou em sua própria previsibilidade e na boa organização rival; o Coritiba executou com disciplina seu plano defensivo, mas careceu de ambição ofensiva para surpreender. Em um cenário de Copa do Brasil, o 0 a 0 deixa a eliminatória aberta, mas com o resultado tendo favorecido o Coxa Branca

Santos mais uma vez não contou com impacto de Neymar

Neymar acabou sendo o centro das atenções novamente em mais um jogo do Santos, onde não se destacou por gols e sim por mais um cartão amarelo idiota sofrido na temporada, desta vez por chutar uma bola no campo. Apesar dos bons passes e de uma bola na trave nos minutos finais em cobrança de falta, o meia-atacante ficará marcado novamente pelos chutes sem nenhum perigo e pelo péssimo comportamento disciplinar em campo.

Imagem: AFP