Em um jogo com poucas emoções, Operário-PR e Fluminense empataram em 0 a 0 no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, pela rodada de ida da 5ª fase da Copa do Brasil. O confronto de volta está marcado para o dia 12 de maio, no Maracanã, no Rio de Janeiro.
Bastante mexido, o time comandado por Luis Zubeldía apresentou lentidão na troca de passes e encontrou dificuldades para criar jogadas ofensivas ao longo dos 90 minutos. Mesmo com maior posse de bola em alguns momentos, o Fluminense pouco ameaçou e não conseguiu transformar o domínio em chances claras de gol. Ainda assim, o empate deixa a equipe carioca dependendo apenas de uma vitória simples no jogo de volta para avançar de fase.
Do outro lado, o Operário-PR alternou momentos de maior iniciativa, tentando sair mais para o jogo principalmente em contra-ataques. A equipe paranaense, porém, também esbarrou na falta de efetividade nas finalizações e não conseguiu aproveitar as oportunidades que criou. Assim, o placar sem gols acabou refletindo bem o equilíbrio e a baixa inspiração ofensiva das duas equipes na partida.
Operário e Fluminense fazem 1º tempo morno em Ponta Grossa
A etapa inicial de Operário x Fluminense teve pouca emoção em Ponta Grossa. Com as alterações promovidas por Luis Zubeldía, o Fluminense encontrou dificuldades para conectar jogadas no setor ofensivo.
Apesar de ter ficado mais tempo com a posse de bola, o Tricolor das Laranjeiras não conseguiu transformar esse domínio em perigo real e terminou os primeiros 45 minutos sem finalizar ao gol.
Do outro lado, o Operário-PR adotou uma postura cautelosa, respeitando a equipe visitante e se posicionando majoritariamente atrás da linha da bola. Apostando nos contra-ataques, o time paranaense levou mais perigo, especialmente com a participação do meio-campista Gabriel Boschilia, revelado pelo São Paulo. Ele foi o principal destaque da equipe mandante, tentando surpreender com um gol olímpico, além de cobrar uma falta perigosa.
Boschilia também participou de uma boa jogada ao lado do volante Vinícius Diniz, criando uma das melhores oportunidades da partida até então. No geral, o confronto foi marcado por pouca criatividade, muitos erros de passe e escassas chances claras de gol. De forma resumida, o empate sem gols ao fim do primeiro tempo refletiu bem o que foi apresentado pelas duas equipes em campo.
Equipes melhoram, mas não tiram o zero do placar
O segundo tempo teve um pouco mais de emoção no Estádio Germano Krüger, ainda que sem mudanças no placar. Logo nos primeiros minutos, Fluminense e Operário levaram perigo: Millán cabeceou da marca do pênalti para fora, enquanto Gabriel Boschilia exigiu boa defesa de Fábio em chute de fora da área.
Mesmo com um ritmo geral ainda lento, o Fluminense ganhou um pouco mais de tração ofensiva após as entradas de Guilherme Arana e Rodrigo Castillo nas vagas de Hércules e Serna. O lateral, inclusive, quase marcou em cobrança de falta que passou rente ao travessão, sendo uma das melhores tentativas do time carioca na etapa final.
Na reta final, a partida ficou um pouco mais aberta, com as duas equipes tentando explorar espaços e acelerar as jogadas. Ainda assim, faltou precisão nas conclusões e capricho no último passe. Dessa forma, apesar de um leve aumento na intensidade e nas oportunidades, Operário-PR e Fluminense não conseguiram balançar as redes, e o empate sem gols permaneceu até o apito final.
Foto: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.