No aniversário de 112 anos, o Palmeiras deu um presente que lembrou os melhores tempos da era Abel Ferreira. Diante de mais de 40 mil torcedores presentes no Nubank Parque, o alviverde fez 3 a 0 no Santos nessa quarta-feira (26), pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Os gols foram marcados por Flaco López (2x) e Andreas Pereira.
Apesar do placar categórico, a atuação do Palmeiras não vinha sendo convincente até os primeiros 30 minutos, quando a equipe não conseguiu superar um Santos organizado taticamente. Após o primeiro gol, o jogo mudou, com o Verdão obtendo grande volume de jogo e tendo facilidade em ingressar na área do alvinegro paulista.
A queda de rendimento do Santos
Cuca escalou o Santos no esquema tático 4-3-3, priorizando o jogo em linhas baixas, especialmente por jogar em um gramado sintético. A estratégia santista deu certo nos minutos iniciais, graças à defesa cautelosa e segura, que combatia os ataques do Palmeiras pelos lados.
Já que a atuação coletiva estava sendo destacada, foi em um erro individual que o alvinegro praiano desmoronou. Conhecido pela explosão, o goleiro Gabriel Brazão falhou no primeiro gol, em que não conseguiu defender um chute distante de Flaco López. O lance desestabilizou emocionalmente o jogador santista, responsável por outro erro no gol seguinte. Dessa vez, Brazão não agarrou uma finalização que sobrou no pé de Andreas Pereira para completar para o fundo das redes.
Em vez de esboçar uma reação, o Santos se mostrou apático, sem poder de indignação e taticamente perdido diante da forte pressão do rival. O rendimento abaixo do esperado ofensivamente também aconteceu pela ausência dos dois principais jogadores do Peixe: Gabigol, que ficou no banco de reservas devido a uma discussão com Cuca, e Neymar, por opção da comissão técnica de Cuca.
No segundo tempo, a atuação do Santos continuou a mesma. A incapacidade de reter a bola no meio-campo foi acentuada pelo declínio físico do time. Um claro exemplo foi o trio de volantes Willian Arão, João Schmidt e Gustavo Henrique, que teve pouca resistência, fazendo com que o Palmeiras ditasse o ritmo do clássico e finalizasse 20 vezes ao gol.
Aproveitando o fator local, Palmeiras teve grande volume de jogo
Por mais que seja dominante em casa, o Palmeiras não vinha de um bom aproveitamento nos últimos jogos do Nubank Parque. Antes da goleada de 4 a 1 sobre o Vasco, o Verdão havia perdido para o Atlético-MG e empatado com o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro. Além disso, a equipe havia empatado com o Cerro Porteño na ida das oitavas de final da Libertadores.
Contudo, o Palmeiras não sentiu o retrospecto recente e aproveitou o apoio da torcida presente no clássico. O time dominou as ações desde o começo do duelo, recuando o Santos para o seu campo.
Obtendo um volume de jogo avassalador, o alviverde conseguiu explorar os lados do gramado e os espaços deixados pelo alvinegro praiano. Graças a isso, o Palmeiras criou 20 chances, principalmente pelas constantes participações de Maurício, Andreas Pereira e Jhon Arias. A alta produção ofensiva não levou apenas aos gols, mas também anulou completamente as tentativas de contra-ataque do Santos.
A decisiva atuação de Flaco López

O futebol não pode ser resumido apenas a gols e Flaco López entende muito bem isso. O jogador argentino teve uma atuação frenética na partida, aproveitando os espaços deixados pela defesa do Peixe para participar das jogadas.
No primeiro gol, Flaco teve inteligência ao desvencilhar-se da zaga santista e finalizar rasteiro para o gol. Já o segundo gol foi a prova de que a impulsão e o posicionamento também são boas características do artilheiro palmeirense na temporada, com 21 gols.
Excluindo os gols, o centroavante entregou um rendimento tático para sustentar o grande volume de jogo, servindo como pivô, acionando Jhon Arias em velocidade e abrindo brechas essenciais na desorganizada defesa do Santos no segundo tempo.
Créditos da foto da capa: Fabio Giannelli/AGIF



