Em um jogo marcado pelo amplo domínio, Fluminense perde várias oportunidades e vence a Chapecoense por 2 x 1 pelo Campeonato Brasileiro
O Fluminense segue com a grande campanha como mandante no Brasileirão de 2026. A equipe carioca venceu a Chapecoense por 2 x 1, no Maracanã, em partida válida pela décima terceira rodada da competição.
A partida foi marcada por uma superioridade do tricolor carioca, sobretudo nos números de finalizações: 28 contra quatro do time de Chapecó. Porém, a equipe parava na falta de qualidade do ataque e em uma bela partida do goleiro Anderson, fazendo com que o placar final tivesse o sentimento de alívio.
Com a vitória, o Fluminense permanece na terceira posição, com 26 pontos. Já a Chapecoense continua na lanterna do campeonato, com apenas oito pontos.
Tudo igual, graças ao goleiro Anderson
O primeiro tempo foi marcado pelo amplo domínio do Fluminense. Desde o minuto inicial, a atuação coletiva do Tricolor carioca foi ofensiva, avançando pelas linhas e criando oportunidades de abrir o placar.
Contudo, não conseguiu marcar o primeiro gol graças ao goleiro Anderson, o principal jogador em campo na etapa. A primeira aparição de Anderson aconteceu logo aos cinco minutos, após a rebatida da zaga da Chape, a bola sobrou para Guilherme Arana bater cruzado para a defesa do goleiro.
O Fluminense seguiu amplamente superior, mostrando clara facilidade ao entrar na área da Chapecoense. Castillo, Savarino e Hércules eram jogadores mais atuantes do clube carioca. Porém, a cada investida ao ataque, a ineficiência das finalizações se sobressaía, seja por incompetência nos chutes ou por Anderson.
Aos 26 minutos, o goleiro da Chapecoense realizou mais uma importante defesa. Em uma boa troca de passes pelo lado direito do campo, Guga tocou para Castillo, que finalizou forte para mais uma defesa do camisa 98 do time catarinense.
A Chapecoense teve raras chances ao ataque, criadas a partir de erros do Fluminense e desenvolvidas por contra-ataques. Porém, Fábio praticamente não foi exigido pelas mãos, sendo mais participativo nas cobranças de tiro de metas.
Fluminense mostra autoridade, mas vence por um placar apertado
A etapa final do jogo começou da mesma maneira que o primeiro tempo, mas o Fluminense foi mais efetivo. Aos oito minutos, Anderson teria mais uma defesa para marcar a sua atuação, porém um toque mudou o lance. Bernal recebeu o cruzamento no escanteio e cabeceou para mais uma defesa do goleiro da Chape, mas a bola tinha desviado de Eduardo Doma antes, modificando o sentido.
Após ser chamado pelo VAR, Sávio Pereira Sampaio marcou pênalti. Um dos melhores em campo, Savarino cobrou a penalidade à meia-altura na parte direita da goleira, enquanto Anderson apenas olhou do outro lado. Enfim, o Fluminense abria o placar.
O time carioca continuava dono do jogo, com jogadas desenvolvidas pelo lado direito. No entanto, a defesa da Chapecoense permanecia atenta, ganhando no jogo aéreo nas bolas paradas e fechando os espaços.
O time catarinense insistia em uma marcação acirrada, a fim de ingressar no ataque em um erro do Fluminense. Isto aconteceu aos 28 minutos com Garcez, responsável por roubar a bola do clube mandante, que passou para Marcinho. O atacante viu Ênio na intermediária e tocou para o companheiro, que dominou, tirou Soteldo da marcação e acertou um imponente chute no ângulo de Fábio. A Chapecoense empata o jogo em um jogo recuado, mas focada em qualquer deslize do Flu.
A partida voltou ao modo anterior, mas sem o ímpeto ofensivo do Fluminense de outrora. Porém, aos 35 minutos, a entrada de John Kennedy mudou a postura do time carioca, trazendo mais mobilidade e criatividade no desenvolvimento de chances de gol.
Cinco minutos, o camisa 09 mostrou por que é artilheiro do Fluminense nesta temporada. Alisson tabelou com Soteldo no canto esquerdo e tocou para um livre John Kennedy, que acertou um belo chute de canhota. O histórico decisivo do atacante fazendo efeito mais uma vez.
Ao contrário do restante do jogo, a Chapecoense pressionou o time de Zubeldía em busca do empate. Fluminense se segurava como podia, fechando os espaços e marcando os jogadores do ataque do time catarinense.
A pressão da Chapecoense trouxe o nervosismo dos jogadores a cada lance perdido ou parada de jogo. Eduardo Doma, o mesmo atleta do pênalti, foi expulso ao reclamar para o juiz na disputa de John Kennedy com Rafael Carvalheira, que resultou no nariz sangrando do atacante tricolor.
O jogo encerrou aos 53 minutos, com um misto de aplausos e vaias da torcida do Fluminense no Maracanã. Jogadores não celebraram o placar, demonstrando alívio e cansaço na segunda vitória seguida no Campeonato Brasileiro.
Créditos da imagem da capa: Marcelo Gonçalves/Fluminense F.C.