O ponto conquistado no empate do Palmeiras por 1 x 1 contra o Santos, no Allianz Parque, nesse sábado (02), não foi comemorado pelo alviverde. Mesmo com o grande volume de jogo, o resultado pelo Campeonato Brasileiro foi encarado como negativo em função de atuar como mandante contra um adversário inferior, evidenciando a ineficiência ofensiva.
Ao contrário de jogos recentes no Allianz Parque, a parte inicial do jogo foi marcada pela superioridade tática do adversário e uma falta de objetividade do time treinado pelo auxiliar técnico João Martins. O Palmeiras abaixou as linhas durante a etapa, fechando espaços para evitar oportunidades do Santos. Porém, em um erro, o clube praiano abriu o placar e por pouco quase ampliou a vantagem.
O começo do segundo tempo teve o mesmo modelo de jogo da etapa anterior, surpreendendo Martins, que parecia perdido em certos momentos. Contudo, o Palmeiras passou a gostar mais da partida ainda nos minutos iniciais, criando volume de jogo, com uma grande quantidade de passes e participação coletiva, sobretudo dos jogadores ofensivos.
A pressão teve como consequência o gol de empate, marcado por Flaco López, e o segundo gol, de Jhon Árias, anulado por uma sinalização do VAR sobre um toque na mão do atleta colombiano.
A postura reativa do Palmeiras no primeiro tempo do clássico
A espera de um Palmeiras dominante contra o rival, que estava na zona de rebaixamento, era enorme para a torcida. A expectativa aumentou quando vinha o assunto da liderança, posto ocupado pelo time alviverde. Porém, a postura do técnico Cuca surpreendeu o clube mandante.
A ausência de Abel Ferreira no comando técnico afetou o rendimento do Palmeiras na etapa inicial. O modelo de jogo treinado nos dias anteriores não entrou em campo, mostrando uma equipe pouco envolvente e participativa no confronto. A partida foi marcada pelas constantes disputas e jogadas ríspidas em certas ocasiões.
O time jogou com as linhas recuadas em um momento, esperando um erro individual do Santos para criar jogadas. O Palmeiras possuía domínio na posse de bola, tendo porcentagem superior ao rival já na etapa. Contudo, o time mais perigoso do clássico era o Santos.
A vantagem ofensiva santista gerou o primeiro gol do clássico. Em um erro palmeirense, Igor Vinicius roubou a bola e tocou para Gabriel Bontempo. O jovem de 21 anos passou para Rollheiser, que recebeu a bola e finalizou no canto de Carlos Miguel, tirando qualquer chance de defesa do goleiro palmeirense.
O Palmeiras teve que mostrar maior efetividade, mas a quantidade era escassa. Mesmo assim, o goleiro Gabriel Brazão realizou uma grande defesa, salvando o gol de empate de Jhon Árias.
O primeiro tempo terminou com a ofensividade controlada pelo mandante do clássico e a defensividade como principal parte do jogo tático santista. Porém, a letalidade nas finalizações não se fez presente, exigindo uma diferente postura do Palmeiras na segunda etapa.
Com volume de jogo, Palmeiras não produz grandes chances
Surpreendentemente, o segundo tempo iniciou com a postura ofensiva do Santos. A busca pelo segundo gol parecia mais evidente que o empate alviverde, mas aos poucos, a partida começou a mudar.
O Palmeiras mostrou que as opções são superiores ao rival e não demonstrava cansaço ao decorrer do jogo. O time passou a criar mais volume de jogo, traduzido na maior posse de bola: de 54% a 46% contra o time alvinegro.
Porém, a intensidade palmeirense neste motivo não gerou grandes chances de gol. O Palmeiras teve 19 finalizações contra 13 do Santos, algo inesperado antes do começo do jogo.
Aos 18 minutos veio o gol de empate. Em um lance duvidoso, Barreal perdeu a bola para Allan, que tocou para Andreas Pereira. O meia recebeu e fez cruzamento para baixo e Flaco López apareceu livre no meio da área e empatou o jogo.
Entretanto, o jogo mostrou equilibrado depois do gol, com diversas disputas no meio e as tentativas dos times em propor o jogo. O grande volume de jogo do Palmeiras persistiu, mas sem trazer perigo ao sistema defensivo do Santos.
A intensidade ofensiva palmeirense gerou o segundo gol, nos acréscimos. Porém, o VAR anulou o lance, em virtude de um toque no braço de Árias. O jogo terminou com uma enorme quantidade de volume de jogo do Palmeiras, mas sem trazer letalidade ofensiva. Abel Ferreira e sua comissão técnica precisam treinar este fundamento para os próximos jogos.
Créditos da imagem da capa: César Greco/S.E. Palmeiras