O GP de Miami foi caos do início ao fim? Sim. Mas uma dúvida surgiu entre os espectadores: Será que Verstappen estaria no pódio ou até mesmo ganhando a corrida se não fosse pelo erro logo na primeira volta?
Verstappen mostra evolução, mas erro mudou tudo
Max Verstappen foi um dos grandes destaques do fim de semana, especialmente na classificação, onde fez uma volta monstruosa, quase pegando a pole de Antonelli para ele. O piloto colocou a Red Bull na primeira fila, sendo o melhor desempenho da equipe na temporada até aqui e mostrou sinais claros de evolução do carro depois dos upgrades.
As atualizações aerodinâmicas, somadas a mudanças no cockpit, na direção e nas novas regras da FIA, deram mais confiança ao piloto, que afirmou se sentir mais confortável e no controle do carro.
No entanto, a corrida tomou outro rumo logo na primeira volta. Em disputa direta com Charles Leclerc, Verstappen travou os pneus, saiu da linha ideal e acabou rodando, caindo para o fundo do pelotão.
Estratégia ousada mantém Red Bull no jogo
Após o erro inicial, a Red Bull apostou em uma estratégia agressiva ao parar Verstappen durante o Safety Car logo na volta 6. A decisão colocou o piloto em uma posição interessante: com pista livre à frente e possibilidade de herdar a liderança caso conseguisse manter a diferença para os líderes dentro da janela de pit stops.
Apesar de ter retornado em 16º, Verstappen fez uma corrida de recuperação eficiente, ultrapassando rapidamente os carros mais lentos e se mantendo dentro da disputa estratégica.
Liderança momentânea e queda inevitável
A estratégia quase funcionou. Quando os líderes fizeram suas paradas, Verstappen chegou a assumir a liderança da corrida.
No entanto, com pneus muito mais desgastados, em um stint que durou mais de 50 voltas, não conseguiu segurar o ritmo dos rivais. Antonelli e Norris o ultrapassaram rapidamente, seguidos por Leclerc e Oscar Piastri, que tinham clara vantagem de aderência.
A partir daí, a briga passou a ser por posições no meio do pelotão, com o piloto terminando na quinta colocação após uma boa recuperação.
Ritmo competitivo, mas ainda inconsistente
Apesar do resultado, o desempenho da Red Bull deixou sinais positivos. Verstappen demonstrou competitividade com pneus médios, mas enfrentou dificuldades com o composto duro, especialmente devido à longa duração do stint.
O próprio piloto destacou que, embora o carro esteja mais confiável, ainda não está no nível ideal para disputar vitórias com consistência.
Concorrência mais próxima muda o cenário
Outro ponto importante observado em Miami foi a redução da diferença entre as equipes de ponta. Com Mercedes, McLaren, Ferrari e Red Bull mais próximas em desempenho, a tendência é de corridas mais disputadas e com menos margem para erros.
Nesse contexto, detalhes como estratégia, execução de pit stops e consistência ao longo das voltas ganham ainda mais peso no resultado final. Para a Red Bull, isso significa que a evolução do carro precisa vir acompanhada de fins de semana limpos, sem erros, para que a equipe consiga transformar competitividade em posições mais altas.
O “e se?” que fica para o Canadá
O GP de Miami deixa uma pergunta importante no ar: até onde Verstappen poderia ter ido sem o erro na primeira volta?
Com um carro mais competitivo do que nas etapas anteriores e maior confiança ao volante, a sensação é de que a Red Bull pode, sim, voltar a brigar diretamente com Mercedes, McLaren e Ferrari nas próximas etapas.
Se a Red Bull conseguir alinhar desempenho e execução de corrida, a equipe pode transformar a evolução em resultados concretos já na próxima etapa, que é o GP do Canadá.
Foto: (Red Bull)