Botafogo x Atlético Mineiro
Futebol Brasileirão

Botafogo empata nos acréscimos contra o Atlético Mineiro em dia de despedida de Hulk

Atlético Mineiro e Botafogo protagonizaram um confronto intenso e equilibrado na Arena MRV pela 15ª rodada do Brasileirão. O empate em 1 a 1 acabou premiando a insistência do Botafogo no fim da partida, mas também deixou no ar a sensação de que o Atlético desperdiçou a oportunidade de conquistar três pontos importantes diante da sua torcida.

Em um jogo de momentos distintos, o Galo foi superior durante boa parte do duelo, criou as melhores oportunidades e mostrou mais organização ofensiva, enquanto o time carioca cresceu no segundo tempo e encontrou forças para buscar a igualdade já nos minutos finais.

O jogo

Desde o início da partida, o Atlético Mineiro demonstrou uma postura agressiva e intensa. Com Bernard flutuando entre os espaços e Cuello acelerando as transições pelos lados, o time mineiro conseguiu pressionar o Botafogo ainda nos primeiros minutos. Logo aos dois, a equipe chegou a balançar as redes com Alan Minda, após boa jogada construída por Bernard pela esquerda. No entanto, o lance foi invalidado por impedimento, frustrando a torcida atleticana, que já comemorava o que poderia ter sido um começo perfeito.

Mesmo com o gol anulado, o Atlético manteve o controle das ações. A equipe de Eduardo Domínguez mostrava mais velocidade na circulação da bola e encontrava espaços principalmente pelos lados do campo. O Botafogo, por outro lado, apresentava dificuldades para conectar seu meio-campo ao ataque. Arthur Cabral ficava isolado na frente, enquanto Matheus Martins e Medina pouco conseguiam produzir entre as linhas defensivas atleticanas.

A melhor característica do Atlético na primeira etapa foi justamente a intensidade nas transições ofensivas. Sempre que recuperava a posse, o time acelerava rapidamente em direção ao gol adversário. Cuello foi um dos grandes destaques desse período. Participativo e incisivo, o atacante infernizou o sistema defensivo botafoguense com arrancadas e cruzamentos perigosos.

O gol atleticano saiu aos 23 minutos e nasceu exatamente desse cenário. Cuello avançou pela direita e cruzou rasteiro para a área. Alexander Barboza tentou afastar, mas fez um corte ruim, deixando a bola viva na entrada da área. Mateo Cassierra apareceu atento no lance e finalizou com força, sem chances para o goleiro Neto. Foi um prêmio justo para o melhor time em campo naquele momento.

Depois de abrir o placar, o Atlético não recuou. Continuou controlando o jogo e limitando bastante as ações ofensivas do Botafogo. O time carioca até tentou responder em algumas bolas paradas e chutes de média distância, mas sem grande efetividade. A única chegada realmente perigosa veio logo no começo, quando Barboza apareceu como elemento surpresa no ataque e obrigou Everson a fazer boa defesa.

No intervalo, a sensação era de que o Atlético estava mais próximo do segundo gol do que o Botafogo do empate. O time mineiro tinha intensidade, presença ofensiva e controle emocional da partida. Já o Botafogo parecia travado ofensivamente e dependente de jogadas isoladas.

O panorama, porém, começou a mudar na segunda etapa. O Botafogo voltou mais agressivo e passou a ocupar melhor os espaços no meio-campo. A equipe carioca adiantou suas linhas e passou a dificultar a saída de bola atleticana. Aos 57 minutos, quase conseguiu o empate em uma jogada de insistência. Danilo finalizou da entrada da área, a bola desviou em Mateo Ponte e acertou a trave de Everson. Foi o primeiro grande susto sofrido pelo Atlético.

Mesmo assim, o Galo seguia levando perigo quando acelerava suas jogadas. Cuello continuava sendo o principal nome ofensivo da equipe e criou duas boas oportunidades em sequência. Primeiro, arriscando um chute forte de fora da área que obrigou Neto a espalmar para escanteio. Depois, subindo bem de cabeça após cruzamento de Renan Lodi, exigindo mais uma defesa importante do goleiro botafoguense.

Pouco depois, Iván Román também teve boa chance pelo alto e mandou muito perto da trave. O Atlético parecia novamente próximo de matar a partida, mas pecava na definição das jogadas. Esse desperdício acabaria custando caro.

O Botafogo, mesmo sem grande criatividade, passou a crescer na base da insistência. O técnico buscou alternativas ofensivas e o time começou a apostar mais em bolas levantadas na área. O Atlético, por sua vez, perdeu intensidade física nos minutos finais e passou a oferecer espaços defensivos.

Aos 85 minutos, o Galo teve a oportunidade definitiva para liquidar o confronto. Vitor Hugo apareceu completamente livre no segundo poste, mas não conseguiu finalizar nem cruzar corretamente, desperdiçando uma chance inacreditável. O erro aumentou a tensão na Arena MRV e deu ao Botafogo a esperança necessária para pressionar nos instantes finais.

E foi justamente no apagar das luzes que o empate aconteceu. Aos 90 minutos, Marçal cobrou um lateral direto para dentro da área. A bola desviou em Júnior Alonso e sobrou limpa para Arthur Cabral, que mostrou oportunismo para finalizar e deixar tudo igual. O atacante marcou seu quarto gol no campeonato e evitou a derrota botafoguense.

Botafogo e Atlético Mineiro fazem jogo bastante equilibrado e ficam em um empate justo

O empate acabou refletindo a competitividade do duelo, mas certamente teve gostos diferentes para cada lado. Para o Botafogo, o gol no fim representou um prêmio pela persistência e pela melhora apresentada no segundo tempo. Já para o Atlético Mineiro, ficou o sentimento de frustração por não transformar a superioridade construída durante boa parte da partida em uma vitória fundamental dentro de casa.

Individualmente, Cuello foi um dos grandes nomes do jogo, participando ativamente das principais jogadas ofensivas atleticanas. Cassierra também teve boa atuação, sendo decisivo no gol. Pelo lado do Botafogo, Neto foi importante com boas defesas ao longo da segunda etapa, enquanto Arthur Cabral apareceu no momento decisivo para garantir o empate.

No fim das contas, o duelo mostrou duas equipes competitivas, mas ainda irregulares dentro da competição. O Atlético demonstrou capacidade ofensiva e intensidade, mas voltou a sofrer com a falta de eficiência para definir jogos. O Botafogo, por outro lado, mostrou poder de reação e personalidade para buscar um resultado importante fora de casa.

(Foto: Pedro Souza/Atlético Mineiro)